Economia
Presidente do jornal The Washington Post deixa cargo após nove anos
Fred Ryan sairá da empresa para liderar o novo Centro de Civilidade Pública da Fundação Presidencial Ronald Reagan; Patty Stonesifer, presidente da Fundação Gates, ficará no lugar do executivo de maneira interina. Fred Ryan, editor e presidente do jornal The Washington Post, deixa o cargo após nove anos.
Mark J. Terrill/ AP
O presidente e editor do The Washington Post, Fred Ryan, 68, deixará a empresa em agosto, anunciou o jornal norte-americano nesta segunda-feira (12). O executivo esteve à frente da empresa por nove anos – maior parte da década em que o periódico esteve nas mãos do empresário e fundador da Amazon, Jeff Bezos, que o comprou em 2013.
Ryan deixará o cargo para liderar o recém-formado Centro apartidário de Civilidade Pública na Fundação Presidencial Ronald Reagan. Em seu lugar, Patty Stonesifer, presidente e fundadora da Fundação Gates e, mais recentemente, diretora do conselho da Amazon, foi nomeada de maneira interina.
Segundo o jornal, Stonesifer passa a ocupar o cargo imediatamente e conduzirá a equipe durante o período de transição, já tendo começado a procura pelo substituto oficial de Ryan no The Washington Post.
Em uma entrevista, Ryan afirmou que é apaixonado pelas questões das quais o Centro de Civilidade Pública trata e afirmou ter o apoio total de Bezos para a mudança, destacando que o relacionamento entre eles “não poderia ser mais próximo”.
O executivo ainda disse que Bezos compartilha de seu entusiasmo pelo tema e que forneceu o financiamento inicial para o planejamento e design do novo centro, sem dar mais detalhes sobre valores.
Em um comunicado divulgado para a equipe do The Washington Post, o fundador da Amazon disse que estava “profundamente grato” a Ryan por sua liderança no jornal e o elogiou por ter focado na “intersecção entre o jornalismo e a tecnologia” durante sua gestão.
Já Ryan afirmou, em nota, que durante seu tempo no cargo, viu o The Washington Post evoluir de um jornal impresso que era principalmente local, para uma “publicação digital global”, tendo aumentado “significativamente” os números de jornalistas, engenheiros e equipes de negócios que “conduziram o The Post por vários anos de lucratividade”.
” Sempre terei orgulho de ter feito parte de uma das transformações mais extraordinárias da história da mídia moderna. […] Sinto um forte senso de urgência em meus próximos passos para abordar o declínio da civilidade e do diálogo respeitoso em nosso processo político. Agradeço a oportunidade de liderar o novo Centro de Civilidade Pública, que desempenhará um papel importante no apoio à nossa democracia”, disse Ryan em nota enviada à equipe do jornal.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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