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Economia

‘Prévia do PIB’ do BC tem crescimento de 3,8% em 2024 e indica aceleração da economia

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Número apresentado pelo Banco Central nesta segunda não é o PIB oficial, que só será divulgado em março pelo IBGE. Indicador do BC mostra aceleração da economia em relação ao ano anterior, quando houve uma expansão menor: de 2,7%. Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, na tarde deste sábado, 26 de novembro de 2022.
WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), registrou expansão de 3,8% em 2024 na comparação com o ano anterior, informou a instituição nesta segunda-feira (17).
Com o crescimento registrado no ano passado, o indicador do BC mostra aceleração da economia em relação ao ano anterior, quando houve uma expansão menor: de 2,7%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. O IBC-Br, indicador do BC, tem um cálculo diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).
O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado somente em 7 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, o PIB registrou um crescimento de 3,2%.
O Ministério da Fazenda estimou, na semana passada, uma expansão de 3,5% para o PIB de 2024, que é a mesma projeção do BC para o crescimento da economia no último ano.
Atividade tem surpreendido, mas analistas veem desaceleração em 2025
O ritmo de crescimento da economia brasileira tem mantido o dinamismo e surpreendido os economistas nos últimos trimestres.
No início de 2024, a projeção do mercado financeiro era de uma expansão de 1,6% para o PIB no ano passado.
Na semana passada, a expectativa dos economistas dos bancos já havia subido para uma alta de 3,5% para o PIB.
O BC informou, no fim de janeiro, que a atividade econômica, a despeito da política monetária contracionista (alta dos juros), surpreendeu positivamente e manteve dinamismo ao longo dos últimos trimestres.
“Em particular, o ritmo de crescimento do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo [taxa de investimentos] evidencia uma demanda interna crescendo em ritmo bastante intenso. Tal como em análises anteriores, o Comitê avalia que a conjunção de um mercado de trabalho robusto, política fiscal expansionista e vigor nas concessões de crédito amplo tem dado suporte ao consumo e à demanda agregada”, informou, na ata da última reunião do Copom, quando os juros subiram.
O mesmo tom foi usado pelo Ministério da Fazenda, que informou, na semana passada, que o ritmo de crescimento surpreendeu mais uma vez em 2024. E citou os seguintes indicadores:
O desemprego atingiu patamar histórico mínimo em cenário de expansão da população ocupada e força de trabalho;
Houve aceleração no ritmo de expansão das concessões de crédito;
Pela perspectiva da demanda, o crescimento do consumo e o ritmo de recuperação dos investimentos foram surpresas positivas, contrabalanceando a contribuição negativa vinda do setor externo;
Do lado da oferta, a expansão da indústria e dos serviços mais que compensou o recuo na atividade agropecuária em 2024;
Na indústria, o crescimento foi impulsionado pela recuperação da transformação e da construção;
A aceleração no ritmo de crescimento do setor de serviços refletiu o crescimento das atividades de comércio, informação e comunicação e dos serviços prestados às famílias.
Para este ano, entretanto, o cenário projetado pelos analistas é de desaceleração do ritmo de crescimento da economia, sobretudo por conta do processo de alta dos juros (para conter a inflação) que vem sendo implementado pelo Banco Central nos últimos meses.
Outro fator que atua para conter a economia são as incertezas no cenário internacional, por conta de tensões comerciais decorrentes da política adotada pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Para 2025, a projeção do mercado financeiro é de uma expansão de 2,01%.
PIB x IBC-Br
Os resultados do IBC-Br são considerados uma “prévia do PIB”. Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.
O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.
Com as projeções de inflação acima da meta central neste e nos próximos anos, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou na semana passada que o BC está monitorando os indicadores mais recentes de atividade para ver se os dados confirmam uma desaceleração da economia.
Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano. O BC já subiu os juros em quatro oportunidades seguidas, e indicou uma nova alta para março, quando a taxa básica da economia atingirá, se confirmado, 14,25% ao ano.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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