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Política

Principal avaliação internacional da educação, Pisa vai começar a testar ‘habilidade digital’ de alunos; veja modelo de perguntas

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Prova será aplicada ainda no primeiro semestre; resultados saem em 2026. OCDE quer saber se alunos têm ‘letramento tecnológico’ para resolver problemas no ambiente digital. Considerado uma das ferramentas mais importantes para medir a qualidade da educação em todo o mundo, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) avalia, desde 2000, estudantes de 15 anos em três habilidades: leitura, matemática e ciências.
No ano em que completa 25 anos, o Pisa terá uma novidade: vai começar a medir, também, as habilidades digitais desses jovens.
Responsável pelo programa, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) quer saber se os alunos têm o “letramento tecnológico” necessário para resolver problemas no ambiente digital.
O exame é realizado a cada três anos, e a prova de 2025 deve ser aplicada ainda no primeiro semestre – o Brasil participou de todas as edições. Os resultados devem ser conhecidos só em 2026.
A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil e no mundo revelada por estudo da OCDE
Questões do Pisa medem a criatividade dos estudantes
Como será o Pisa Digital?
Com o novo formato, o Pisa Digital vai passar a avaliar também novas competências.
A prova vai medir a capacidade de resolução de problemas usando ferramentas computacionais, de colaboração em ambientes virtuais e de decisão com base em dados.
Pelo modelo demonstrativo já divulgado, a prova sobre letramento tecnológico é dividida em etapas. A cada sequência de perguntas, o pensamento lógico envolvido vai ficando mais complexo – e a prova avalia se o aluno consegue usar ferramentas digitais para chegar à resposta.
Nova camada de complexidade
Na última avaliação do Pisa, o Brasil ficou na sétima posição entre os países da América Latina. Na classificação geral, em matemática, o país ficou na 65ª colocação, bem abaixo da média dos países OCDE.
O novo exame, dizem os especialistas, adiciona uma nova camada de complexidade sobre o quadro de deficiências da educação brasileira.
A presidente do Instituto Salto, Claudia Costin, avalia que o país ainda não superou carências básicas, em matemática, linguagem e ciências.
“Uma coisa é a inclusão digital para entrar no TikTok, para entrar em algumas redes. Outra coisa é saber usar o meio digital para fazer boas pesquisas. E o Pisa tende a olhar mais para essa segunda questão”, explica.
Teste suas habilidades
O g1 traduziu a primeira etapa da amostra, disponibilizada pela própria organização do Pisa, de como deve ser a prova sobre “letramento digital”.
As questões são apenas um modelo – a prova que será aplicada de fato é mantida em segredo. A versão completa do teste, em inglês, está disponível na internet.
QUESTÃO 1
Pássaros comem besouros. O gráfico mostra a população de pássaros (azul) e besouros (vermelho) ao longo do tempo. O eixo horizontal indica o tempo, em semanas. O eixo vertical, a população de cada animal.
Gráfico – Pisa Digital, questão 1
Reprodução
Qual das afirmações abaixo é respaldada pelos dados do gráfico?
Em cinco semanas, há zero pássaros.
Em cinco semanas, há zero besouros.
Em dez semanas, haverá 50 pássaros.
Há sempre mais besouros que pássaros.
QUESTÃO 2
Gaviões comem ratos. O gráfico abaixo mostra a população de gaviões (em vermelho) e ratos (em azul) ao longo do tempo.O eixo horizontal indica o tempo, em semanas. O eixo vertical, a população de cada animal.
Gráfico – Pisa Digital, questão 2
Reprodução
Qual seção do gráfico sugere que a população de gaviões diminui quando não há ratos suficientes para alimentar todos os gaviões?
Seção A
Seção B
Seção C
Seção D
QUESTÃO 3
O gráfico mostra as populações de minhocas (em azul) e pássaros (em vermelho) ao longo do tempo. O eixo horizontal mostra o tempo, em semanas. O eixo vertical mostra a população de minhocas (à esquerda) e de pássaros (à direita).
Gráfico – Pisa Digital, questão 3
Reprodução
Qual é o valor do ponto indicado com interrogação?
38 pássaros
50 pássaros
1.000 pássaros
1.000 minhocas
QUESTÃO 4
Biólogos coletaram dados sobre a população de raposas, lesmas e patos ao longo de vários anos.
Tabela – Questão 4, Pisa Digital
Com base nos dados, decida se as seguintes frases são verdadeiras ou falsas.
Quando aumentam os patos, diminuem as lesmas.
Quanto aumentam as raposas, diminuem os patos.
Quanto aumentam as lesmas, aumentam as raposas.
QUESTÃO 5
Existem 20 raposas em uma população no começo do ano. Considere que a taxa de crescimento da população (quanto a população muda, em pontos percentuais) é de 10% ao ano.
Raposa, em ilustração do Pisa Digital
Reprodução
Um ano depois, é provável que haja quantas raposas na população?
18
20
22
30
GABARITO
Questão 1: resposta 2
Questão 2: resposta 3
Questão 3: resposta 2
Questão 4: falso, verdadeiro, falso
Questão 5: resposta 3
ETAPAS SEGUINTES
As etapas seguintes do Pisa Digital são mais complexas – o estudante é convidado a usar dados do mesmo tipo (população, tempo, taxa de crescimento e a relação entre as variáveis) para construir novos gráficos.
Ou seja: a primeira etapa testa os conceitos, e a seguinte, a capacidade do aluno em criar o próprio modelo.
Veja abaixo uma das telas, em inglês – disponível para uso no site da organização:
Modelo – Teste do Pisa Digital
Reprodução

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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