Política
Problema da segurança pública ‘caiu no colo do governo federal’, diz Lewandowski
Ministro da Justiça e Segurança Pública reconhece desejo da população de ter mais segurança. Tema lidera a preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest realizada neste mês. A frase ‘a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar’ é uma realidade, diz Lewandowski
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou em entrevista para o Estúdio i, da GloboNews, que o problema da segurança pública ‘caiu no colo do governo federal’, mesmo sendo uma atribuição dos 26 estados e do Distrito Federal.
“A verdade é que o problema caiu no colo do governo federal. Quando a população, com justa razão, diz que o grande problema que a aflige hoje é a criminalidade e a culpa é do governo, ela não faz distinção entre governo municipal, estadual e federal”, disse Lewandowski.
A segurança pública lidera os temas de preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest realizada neste mês. A questão fez com que o governo federal avançasse com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, criada e debatida por Lewandowski junto aos governadores e, agora, com os parlamentares.
PEC da Segurança
Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública o ministro afirmou o texto final é fruto de longas conversas com governadores de estado, que no ano passado reprovaram a versão inicial da PEC. Segundo ele, a proposta faz uma reforma na segurança pública do país.
“O governo federal não quer intervir na autonomia dos estados no que diz respeito à segurança pública”, afirmou Lewandowski.
Segundo ele, o texto tem com eixo central “uma coordenação entre as forças policiais do país”. Ele listou que a União tem a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Penal, a Polícia Penal Federal e a Força Nacional, os estados têm as polícias Civis, Militares, Penais e científicas e cada município ainda pode ter um Guarda Civil Municipal.
“Cada uma dessas forças de segurança não conversa entre si e, literalmente, atiram cada um para um lado diferente. Essa proposta que nós estamos apresentando ao Congresso Nacional tem o primeiro objetivo de coordenar essas forças, ter um banco único de informações e termos uma fotografia real da realidade do crime no Brasil”, disse.
‘Governo federal não quer intervir nos estados’, diz Lewandowski sobre PEC da Segurança
Lewandowski apresentou o texto aos líderes dos partidos e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A versão inicial da PEC, apresentada em 2024, sofreu críticas de governadores e passou por alterações até chegar à proposta atual.
“Não queremos saber quantos batalhões de Polícia Militar tem no Rio de Janeiro, em São Paulo, Tocantins, onde estão as delegacias de polícia, quais são as estratégias e táticas de cada uma dessas forças. O que queremos é um sistema único de segurança pública, à semelhança do SUS”, disse.
Polícia prende mal e judiciário é obrigado a soltar
O ministro voltou a afirmar que as polícias do Brasil prendem mal e que o sistema Judiciário é obrigado a soltar potenciais criminosos. A fala foi dada em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews. No começo do ano, Lewandowski havia feito tal afirmação. Questionado sobre a fala, o ministro manteve sua posição.
“Realmente, a frase ‘a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar’ é uma realidade. Claro que, com todo respeito às polícias, que devem ser prestigiadas e melhor equipadas, devem ter melhores salários e nós, mesmos, temos vários programas para fortalecer as polícias”, afirmou.
Segundo ele, a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo federal ao Congresso nesta semana, contribui para que esse problema seja solucionado. Entre as propostas está criar um cadastro nacional das pessoas envolvidas com a criminalidade, o que, na visão do ministro, diminui a possibilidade de que erros sejam cometidos pelas forças de segurança.
Lewandowski diz que PRF invadiu atribuições da PF e defende suspensão de convênios com o MP
Ele exemplifica o fato de que uma pessoa procurada por um crime cometido em um estado, pela falta de unificação dos sistemas, não tem essa informação compartilhada com outras polícias, que podem não saber do crime cometido. “Os juízes são pais, são avós, são filhos, têm filhos, têm netos. Eles não vão soltar um criminoso contumaz, alguém perigoso”, disse.
Entre as medidas, a PEC:
Coloca o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição Federal, como acontece com o Sistema Único de Saúde, o SUS;
Estabelece que os estados compartilhem informações de segurança;
Amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal para ferrovias e hidrovias;
Concede poder de polícia ostensiva às Guardas Civis Municipais (GCMs), o que a possibilita a fazer prisões em flagrante, entre outros.
Guardas Civis na Segurança Pública
O ministro abordou a inclusão das Guardas Civis Municiais (as GCMs) como forças integrantes da segurança pública nacional. No mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou as guardas municipais atuarem como polícia e fazerem prisões em flagrante.
Segundo Lewandowski, existe uma maior preocupação dos brasileiros com a segurança e há “um desejo da população de termos mais pessoas que possam exercer, digamos assim, o combate à criminalidade”, mas sem que excessos sejam cometidos.
“Sempre estive muito preocupado com o controle dessas guardas, uma vez armadas, dos limites de sua atuação e sobretudo da formação destes guardas municipais exercendo essa nova função de policiamento, digamos assim”, afirmou.
Prejuízo de R$ 6 bilhões ao crime organizado
Questionado sobre as ações do governo federal contra organizações criminosas de nivel nacional e internacional, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), Lewandowski afirmou que o governo Lula (PT) fez operações e apreensões que tiraram R$ 6 bilhões desses grupos.
“Reconheço que há muito a ser feito. Nós precisamos trabalhar na tomada do território, nós temos que estrangular financeiramente as organizações criminosas”, disse.
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (9).
Reprodução
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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