Economia
Processo entre bilionários: entenda por que Alberto Safra está processando a própria mãe
Segundo a Reuters, disputa envolve a fortuna do pai, Joseph Safra, morto em 2020. Ação foi aberta na Suprema Corte do Estado de Nova York. Joseph Safra, irmão do banqueiro bilionário Edmond Safra, deixa o tribunal de Mônaco em dezembro de 2002
Vanina Lucchesi/AFP/Arquivo
Com uma ação aberta nesta segunda-feira (6) na Suprema Corte do Estado de Nova York, nos Estados Unidos, o bilionário Alberto Safra entrou com um processo contra a mãe e dois irmãos, informou a Reuters. A disputa envolve a fortuna do pai, Joseph Safra, morto em 2020.
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De acordo com a agência de notícias, no processo, Alberto acusa a mãe, Vicky Safra, e irmãos Jacob e David Safra de diluírem propositalmente a participação dele na holding do Safra National Bank. O intuito seria expulsá-lo do império da família.
Na ação, ainda segundo a Reuters, Alberto afirma que a mãe e os irmãos se envolveram em atos de improbidade corporativa para prejudicar os interesses dele na empresa.
“Em razão de atos ilegais e agressivos praticados por seus irmãos, Alberto Safra não teve alternativa senão ingressar com ação judicial na Suprema Corte de Nova York para proteger os seus direitos”, afirmou o autor da ação, em nota.
“É lamentável que David e Jacob Safra tenham tomado tais ações ilegais. Por meio da ação judicial, Alberto Safra busca a proteção dos seus direitos.”
Alberto renunciou ao conselho de administração do Safra em novembro de 2019, após uma disputa com seu irmão mais novo, David.
Em 2021, Alberto e a família chegaram a se aproximar de um acordo sobre o testamento de seu pai, para evitar litígios sobre uma fortuna de quase US$ 15 bilhões, informou a Reuters.
Após a ação aberta nesta na Suprema Corte do Estado de Nova York ter se tornado pública, a família Safra divulgou um comunicado no qual afirmou que, poucos meses após receber a doação dos pais como antecipação de sua herança, Alberto deixou o Banco Safra sem atender aos apelos feitos pelo seu pai e iniciou um negócio próprio.
A família Safra disse ainda que Joseph, na época, conversou com diversos executivos solicitando que não acompanhassem Alberto, já que se tratava de uma afronta a ele próprio. “Após diversas recusas de Alberto de mudar seus planos, Joseph o deserdou e tomou medidas naquele momento.”
“A família lamenta o caminho adotado por Alberto, que primeiro atentou contra o pai em vida e agora o faz contra sua memória, e refuta suas alegações”, afirma o comunicado.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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