Economia
Produtores de coco investem em tecnologia para aumentar a produção e abastecer mercado durante o verão
Espírito Santo é o segundo estado com a maior produção de coco-anão. Mesmo com o aumento da demanda pela fruta, agricultores sentiram queda na produtividade devido à falta de chuvas em 2024. Expectativa de produtores de coco é de aumento das vendas no verão
Com a chegada do verão, um dos produtos com maior saída para quem está na praia, curtindo o sol ou dando uma volta no calçadão é a água de coco. É um período bom para os produtores da fruta, que trabalham a todo vapor para abastecer o mercado, principalmente durante a estação mais quente.
Para dar conta da demanda, produtores têm investido em novas tecnologias para aumentar a produtividade e garantir que o produto não falte no mercado.
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Apenas na propriedade do produtor Rodrigo Primo, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, são produzidos três milhões e meio de cocos por ano. O valor total da produção na cidade capixaba chega em R$ 34 milhões.
O Espírito Santo é o segundo maior produtor de coco-anão do país, atrás apenas da Bahia. Segundo a Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a produção fica concentrada em uma área de 8.488 hectares e se concentra no norte, principalmente nas cidades de São Mateus e Linhares.
Mesmo com números altos, o agricultor apontou que a produção foi menor por causa do impacto da falta de chuvas nos últimos meses de 2024.
“O preço do coco hoje está muito bom devido à baixa produção e devido à demanda que está grande. Como a gente não teve inverno, mas sim altas temperaturas o ano todo, a procura aumentou. Aumentando a procura, aumentou os preços também”, destacou o produtor.
Sem um clima ideal, a produção ficou abaixo do potencial real das fazendas. E com temperaturas altas na maior parte do ano, as frutas não se desenvolveram tanto. Mesmo assim, a produção cresceu, devido ao calor, mas como não havia muitas frutas no mercado, o preço subiu. Esse foi o ciclo enfrentado por produtores e consumidores.
Espírito Santo é o segundo estado do país com a maior produção de coco-anão
Reprodução/TV Gazeta
Além disso, com as mudanças climáticas, os produtores rurais tiveram que se adaptar para diminuir os impactos. E a tecnologia se tornou uma aliada. Na plantação do Rodrigo, por exemplo, o investimento foi em irrigadores automatizados para os períodos de seca.
“A gente tem feito trabalhos para melhorar o volume de água por planta, porque a sazonalidade está ficando muito alta devido a não sequência de chuvas. A gente não pode parar de produzir. Com essa medida, a gente tem melhorado na irrigação”, apontou.
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Norte do Espírito Santo se destaca na produção de coco-anão
Reprodução/TV Gazeta
De acordo com a secretaria estadual, a queda na produção de coco já vem acontecendo desde anos anteriores. Em 2022, houve uma diminuição de 14,07% do que no ano anterior.
O Gerles Uliana também é produtor de coco e acredita que a falta de valorização da fruta desanima agricultores.
“O coco nessa média de preço quase que a gente troca para a produção de cebola. Quase que a conta não fecha. Há 15 anos, eu lembro da gente vendendo coco a R$ 1, e até R$ 0,70. E hoje depois de 15 anos o padrão é a mesma coisa, não mudou nada. O produtor de coco só ganha dinheiro no verão, depois fica oito meses às minguas. A gente sempre fica nessa expectativa de sempre querer mais. Produtor de coco sofre muito”, contou.
Demanda por cocos aumenta no verão e produtores do Espírito Santo investem na tecnologia para dar conta dos pedidos
Reprodução/TV Gazeta
O agricultor tem uma área de 100 mil hectares e acredita que com a queda da produção e o aumento da demanda no verão os preços também devem aumentar.
Ele espera vender a unidade por R$ 1, 30 a mais do que o valor normal, que gira em torno dos R$ 0,70 a unidade.
“Todo verão sobe. De dezembro a abril vende muito, a saída é maior. Aumenta o consumo e o preço sobe porque a gente agora entra na entressafra. Vai diminuindo a safra, vai terminando os cachos maiores. Aí chega o verão, diminui a quantidade de coco na planta e, por isso, sobe um pouquinho o valor. O legal seria se mantivesse o ano todo”.
Na Ceasa da Grande Vitória, o preço da unidade do coco-verde era vendido por R$ 2 na última sexta-feira (10). Nas praias, por exemplo, o consumidor pode pagar até R$ 10, dependendo do local.
Produção de coco se concentra no Norte do Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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