Política
Projeto de lei sobre subsídio deve ser votado em 2 semanas na Câmara, e Nunes reafirma que não pretende aumentar tarifa de ônibus em SP
Prefeito de São Paulo se reuniu na manhã desta terça-feira (26) com o relator do projeto de lei na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões (MDB/AL); texto já foi aprovado no Senado e prevê repasse de R$ 350 milhões para a capital paulista O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), durante a abertura dos desfiles das escolas de samba de São Paulo nesta sexta-feira (22).
Secom/PMSP
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (26) à GloboNews que o projeto de lei, que prevê um repasse de cerca de R$ 350 milhões da União ao Município para bancar a gratuidade dos idosos, deverá ser votado pela Câmara dos Deputados em até duas semanas. E que, em caso de aprovação, será possível não reajustar a tarifa de ônibus adotada na cidade, hoje em R$ 4,40.
Nunes se reuniu com o deputado federal Isnaldo Bulhões, seu colega de partido, de Alagoas, relator do projeto de lei. “Ele disse que deve votar na semana que vem ou, no máximo, na seguinte”, afirmou Nunes.
Na sexta-feira (22), o prefeito disse ao g1 que a aprovação do socorro federal é fundamental para manter o valor da tarifa congelado. O último reajuste ocorreu em janeiro de 2020.
“É o compromisso que a gente tem do presidente da Câmara dos Deputado, Arthur Lira. Até porque, já foi votado no Senado. É algo fundamental para a gente poder segurar a tarifa aqui na cidade de São Paulo”, disse na ocasião.
Apresentação do relatório
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) é quem articula, junto ao Congresso, a aprovação desse projeto de lei. Nunes é vice-presidente da entidade.
O presidente da FNP, Edvaldo Nogueira, também participou da reunião desta terça-feira (26) e disse que a expectativa é de que o relator do projeto de lei apresente o relatório ao Colégio de Líderes da Câmara. Na prática, isso quer dizer que a matéria estará pronta para ser votada pelos demais parlamentares.
“Há uma discussão sobre a fonte de receita necessária para esse subsídio. Mas a expectativa é que o projeto seja votado em até duas semanas e que toda a discussão se dê também com o Senado”, explicou Nogueira.
Nogueira, que é prefeito de Aracaju (SE), enviou nesta terça-feira para a Câmara Municipal um projeto de lei com uma série de medidas para bancar o serviço de transporte. Entre elas, estão zerar o Imposto Sobre Serviços (ISS) cobrado das empresas de transporte por um ano e a compra do vale-transporte para trabalhadores que utilizam o sistema municipal de mobilidade. “E, mesmo assim, caso a ajuda federal não seja aprovado, teríamos que subir a tarifa, que é o que nós não querermos.”
Aprovação projeto na Câmara
Na sexta-feira (22), o prefeito informou que ainda depende da aprovação de um projeto na Câmara dos Deputados, que prevê ajuda federal ao transporte público nas grandes cidades do país para não aumentar a tarifa de ônibus da cidade em 2022. A tarifa é de R$ 4,40 atualmente e está congelada desde janeiro de 2020.
O projeto que vai repassar dinheiro federal às cidades para subsidiar a gratuidade dos idosos tinha promessa de ser votado na Câmara dos Deputados no início de abril, mas ainda está parado, sem data para ser colocado em pauta pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP).
Segundo Ricardo Nunes, na próxima terça-feira (26) a Frente Nacional dos Prefeitos terá uma reunião às 10h com o relator do projeto na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (MDB), que deve propor alterações no texto antes da apreciação no plenário pelos deputados federais.
O governador de SP, Rodrigo Garcia, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, chegam ao Sambódromo do Anhembi com Tomás Covas, filho do prefeito Bruno Covas
Rodrigo Rodrigues/g1
Do jeito que foi votado no Senado no início do ano, o projeto repassar cerca de R$ 350 milhões à cidade de São Paulo para financiar a gratuidade dos idosos no sistema de ônibus municipal.
Nunes disse que o projeto é “fundamental para segurar a tarifa aqui na cidade de São Paulo.
“Onze municípios aumentaram a tarifa até agora [na Grande SP]. A expectativa é que na terça-feira, às 10h da manhã, a Frente Nacional dos Prefeitos fará uma reunião com o deputado Isnaldo Bulhões, que é o relator do projeto lá na Câmara. Ele quer fazer algumas alterações [no projeto] e vai nos apresentar. O projeto vai ser votado. É o compromisso que a gente tem do presidente da Câmara dos Deputado, Arthur Lira. Até porque, já foi votado no Senado. É algo fundamental para a gente poder segurar a tarifa aqui na cidade de São Paulo”.
Subsídio
Os constantes aumentos do preço óleo diesel promovidos pela Petrobras e o congelamento da tarifa de ônibus na cidade podem elevar para R$ 4,4 bilhões o total do subsídio que a Prefeitura de São Paulo aplicará no sistema de ônibus em 2022, segundo cálculos da própria SPTrans. No ano passado, o subsídio ficou em R$ 3,3 bilhões.
O g1 e a GloboNews tiveram acesso a uma planilha de revisão de preços do sistema feito pela empresa logo após o aumento de quase 25% do óleo diesel, anunciado pela Petrobras em 10 de março, que mostra que os custos totais do sistema poderão chegar a R$ 9,2 bilhões neste ano, contra R$ 5 bilhões da previsão de receitas.
Planilha da SPTrans mostra o total de subsídios necessários para o transporte público da capital paulista em 2022, após aumento do diesel pela Petrobras.
Reprodução
O prefeito afirmou também que confia na aprovação de um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados que vai destinar cerca de R$ 5 bilhões para as grandes cidades brasileiras financiarem a gratuidade dos idosos no transporte. Desse montante, cerca de R$ 350 milhões devem ser direcionados à capital paulista, segundo a Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
“Continuamos fazendo todo esforço pra não aumentar a tarifa de ônibus. Hoje em conversa com Arthur Lira ele me disse que pautou a votação para a primeira semana de abril. É o que esperamos, pois a cada dia a situação vai se agravando”, disse o prefeito Ricardo Nunes.
A tramitação desse PL é acompanhada de perto pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da qual Nunes é vice-presidente. Apesar de o texto já ter passado pelo Senado, a entidade teme que a eventual falta do socorro financeiro às grandes cidades gere um aumento disseminado dos valores nas tarifas e a possível reação da população a isso.
Curitiba (PR), por exemplo, aumentou a tarifa em 22%, de R$ 4,50 para R$ 5,50. O novo valor está em vigor desde 1° de março.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), em Brasília, durante encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), para articular votação do socorro do transporte às cidades brasileiras.
Secom/PMSP
Revisão dos números da SPTrans
Caso a projeção de R$ 4,4 bilhões da SPTrans se confirme, o total de subsídios em 2022 deve ser R$ 1,1 bilhão superior aos R$ 3,3 bilhões usados pela prefeitura para sustentar o sistema de transporte público da capital paulista no ano passado.
Na virada do ano, a previsão da SPTrans era de que o sistema teria a necessidade de recursos na casa de R$ 3,5 bilhões, segundo números divulgados pela própria empresa no Diário Oficial.
Mas o aumento de 24,9% no preço do óleo diesel anunciado no início do mês pela Petrobras obrigou a empresa a rever os valores, atualizando o que internamente é chamado de “gatilho do diesel”, que é um mecanismo contratual aplicado na remuneração dos contratos das empresas de ônibus da cidade toda vez que há variações excessivas no preço do diesel.
Valor dos subsídios pagos pela Prefeitura de São Paulo ao sistema de transporte por ônibus da capital paulista.
Arte/g1
No orçamento municipal aprovado na Câmara no ano passado, a gestão municipal destinou apenas R$ 2,5 bilhões para o “Programa de Compensações Tarifárias”, como é chamado o repasse dos subsídios às empresas de ônibus da cidade.
O resto dos valores terá que ser coberto do Tesouro Municipal ou remanejado de outras pastas.
O que diz a SPTrans
Por meio de nota, a SPTrans afirma que “não tem gerência sobre os preços externos que compõem o custo do setor”.
A própria Prefeitura diz na mesma nota que o prefeito “vem defendendo junto ao Governo Federal e no Congresso Nacional, desde o início das discussões, que a União apoie os municípios transferindo recursos para custeio da gratuidade para idosos”.
“O prefeito Ricardo Nunes está pessoalmente empenhado na busca de uma solução para evitar o reajuste da tarifa de ônibus, que prejudica a população e pressiona também os índices de inflação”, declarou a gestão municipal.
Ajuda federal de R$ 350 milhões
A ajuda do governo federal na gratuidade dos idosos injetaria cerca de R$ 350 milhões ao sistema de transportes na cidade, o que não deve tirar a pressão dos custos do sistema após o aumento anunciado do diesel, segundo especialistas.
“R$ 350 milhões é um valor muito bom, mas para o tamanho do rombo projetado não é nem 10% do que a cidade precisa. Nesse momento de pressão dos custos, a Prefeitura precisa rever todo o modelo, que pra mim não entrega a qualidade do que custa aos munícipes. É preciso acelerar as mudanças que já estavam previstas nos contratos com a implantação do Centro de Controle da SPTrans. A cidade precisa pagar exatamente por aquilo que utiliza”, disse o professor Ciro Birderman, do curso de Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
“As empresas de ônibus estão numa situação muito cômoda de toda vez que os custos aumentam e a viúva, que são os cofres públicos, vai lá e cobre, sem questionar”, afirmou Birderman.
O coordenador de mobilidade do Instituto Brasileiro do Direito do Consumidor (Idec), Rafael Calábria, defende que além da ajuda federal, a prefeitura busque outras fontes de receita para financiar o sistema público de ônibus da cidade.
“Cidades como São José dos Campos e Rio de Janeiro estão buscando outras formas de receita para financiar o transporte, como compra de frota, publicidade em ônibus e uso da taxação dos aplicativos para financiar o sistema. Mas em São Paulo a gente não tem avançado nesse debate, mesmo a lei prevendo essas fontes extras fora do Tesouro Municipal”, explica Calábria.
A gestão Nunes reconhece o problema e afirma que “mesmo com a aprovação, pelo Senado, do projeto que prevê apoio financeiro para os municípios, a Prefeitura continua trabalhando para encontrar receitas alternativas que ajudem reduzir o impacto do aumento de custos do sistema de transporte público”.
Recuperação da demanda de passageiro
Além do problema da alta do diesel e do congelamento da passagem, o sistema de transporte da capital paulista sofre com o problema da demanda baixa de passageiros, que ainda não voltou ao patamar anterior à crise da Covid-19.
No pico da pandemia do coronavírus na cidade, a queda da demanda de passageiros na cidade chegou a 64%, em abril de 2020. Na época, o número de passageiros transportados mensalmente caiu de 194 milhões de usuários em janeiro para 69,1 milhões em abril de 2020.
Demanda de passageiros no sistema de transporte de ônibus da cidade de São Paulo desde o início da pandemia da Covid-19.
Arte/g1
Essa demanda vem se recuperando lentamente desde o ano passado, após a reabertura econômica, mas ainda está longe de atingir os números de antes das medidas restritivas.
Em janeiro de 2022, o total da passageiros transportados da cidade subiu para 137,1 milhões e, em fevereiro, atingiu 153,5 milhões de passageiros no sistema.
Para o professor Ciro Birderman, da FGV, a retomada da demanda é o melhor caminho para reduzir os subsídios pagos pelo Tesouro Municipal às empresas que compõem o sistema municipal. Porém, no contexto de desemprego alto e de empresas ainda em compasso de home-office, ele diz que é preciso pensar em outras formas também de reduzir custos.
“Racionalizar é sempre possível e a SPTrans precisa o tempo todo estudar formas de rever rotas e intervalos de linhas que têm pouca demanda, reforçando as áreas onde a demanda é maior. Tem muita linha rodando com poucos passageiros e outras com veículos lotados. É preciso também cobrar a qualidade, para que os munícipes não fiquem quase uma hora esperando um veículo e apareçam três de uma vez só”, disse o professor da FGV.
Terminal Dom Pedro II, em São Paulo
Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo
Íntegra da nota da Prefeitura de SP
“A SPTrans esclarece que o “gatilho” se trata de mecanismo contratual aplicado na remuneração dos contratos, que considera variações excessivas no preço do diesel. A Pasta não tem gerência sobre os preços externos que compõem o custo do setor.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), informa que vem defendendo junto ao Governo Federal e no Congresso Nacional, desde o início das discussões, que a União apoie os municípios transferindo recursos para custeio da gratuidade para idosos. E reafirma que mantém a disposição de não reajustar a tarifa, confiando que o texto aprovado pelo Senado também seja referendado na Câmara dos Deputados.
O prefeito Ricardo Nunes está pessoalmente empenhado na busca de uma solução para evitar o reajuste da tarifa de ônibus, que prejudica a população e pressiona também os índices de inflação. Mesmo com a aprovação, pelo Senado, do projeto que prevê apoio financeiro para os municípios, a Prefeitura continua trabalhando para encontrar receitas alternativas que ajudem reduzir o impacto do aumento de custos do sistema de transporte público”.
VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
Movimentação de ônibus no Terminal Bandeira, no centro de São Paulo
Marcelo Brandt/G1
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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