Política
‘QG eleitoral’ na Papudinha: Bolsonaro recebeu visitas de aliados e pré-candidatos antes de UTI e prisão domiciliar
Bolsonaro terá de usar tornozeleira em prisão domiciliar; veja regras
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou dois meses preso na Papudinha, em Brasília, e nesse período recebeu uma série de visitas de aliados políticos para discutir estratégias para a eleição deste ano. Parte desses encontros resultou em anúncios e articulações de candidaturas, o que transformou a rotina no local em uma espécie de “QG eleitoral” do bolsonarismo.
Em dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que concorreria ao Planalto com o apoio do pai, que naquele momento estava preso na sede da PF, também na capital federal, e tinha visitas restritas. Após a transferência para a Papudinha, em janeiro, teve início uma romaria de aliados que foram ver Bolsonaro em busca de aval para planos de candidaturas a governos estaduais e ao Senado.
Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Bolsonaro passe 90 dias em prisão domiciliar depois que deixar o hospital onde se recupera de uma broncopneumonia. Após esse período, ele pode voltar para a Papudinha.
Na decisão, Moraes impôs restrições e proibiu Bolsonaro de usar celular, gravar vídeos ou receber visitas que não sejam seus advogados e filhos, em dias e horários pré-determinados.
Na passagem pela Papudinha, Bolsonaro recebeu ao menos políticos e aliados, segundo levantamento com base nas agendas autorizadas.
Veja políticos que visitaram Bolsonaro na Papudinha:
Tarcísio de Freitas — governador de São Paulo
Carlos Portinho — senador (PL-RJ)
Bruno Bonetti — senador (PL-RJ)
Nikolas Ferreira — deputado federal (PL-MG)
Ubiratan Antunes Sanderson — deputado federal (PL-RS)
Guilherme Derrite — secretário de Segurança Pública de SP
Anderson Luis de Moraes — secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do RJ
Jorge Antônio Oliveira — ministro do TCU
Rogério Marinho — senador
Cabo Gilberto Silva — deputado federal (PL-PB)
Hélio Lopes — deputado federal (PL-RJ)
Luiz Antonio Nabhan Garcia — ex-secretário de Assuntos Fundiários
Wilder Morais — senador (PL-GO)
O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Coube a Flávio Bolsonaro, o filho 01, o papel de anunciar algumas decisões tomadas pelo pai dentro da prisão. Em novembro, ele afirmou que os candidatos do bolsonarismo ao Senado em Santa Catarina seriam o irmão Carlos Bolsonaro e a deputada Carol De Toni. Esse acordo deixou de lado o aliado Espiridião Amin, do PP.
Tarcísio de Freitas visita o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha
Sergio Lima/AFP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que desistiu de ser candidato a presidente após Bolsonaro escolher o filho, visitou o aliado na prisão em 29 de janeiro.
Após o encontro, reiterou que pretende disputar a reeleição como governador e negou qualquer incômodo na relação. “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma”, disse. No dia seguinte, negou que a decisão represente submissão política ao ex-presidente.
O deputado Guilherme Derrite (PP-SP), aliado e ex-secretário de Segurança Pública no governo de Tarcísio, visitou Bolsonaro em 25 de fevereiro. Após o encontro, o senador Flávio Bolsonaro confirmou seu nome como pré-candidato ao Senado por São Paulo.
“Está batido o martelo, é pré-candidato ao Senado em uma das vagas”, disse Flávio.
Em 2025, Derrite deixou o PL e se filiou ao PP, movimento que abriu espaço para a candidatura de Eduardo Bolsonaro ao Senado pelo partido do pai.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) esteve com Bolsonaro em 21 de fevereiro e afirmou ter recebido aval para articular alianças eleitorais em Minas Gerais.
“Obviamente, entramos em questões políticas, não somente em Minas Gerais, mas de outros estados. A gente tem trabalhado para construir algo melhor, principalmente em Minas, na definição de nomes tanto para o Senado quanto para o governo, porque não queremos correr o risco de entregar o estado para a esquerda ou para o PT”, disse o parlamentar a jornalistas.
Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
No mesmo dia, Bolsonaro recebeu o deputado Sanderson (PL-RS). Após o encontro, o parlamentar afirmou ter recebido do ex-presidente a missão de atuar como porta-voz político em algumas decisões. “Saio daqui com essa missão, já que ele não pode falar”, disse.
Segundo Sanderson, Bolsonaro já definiu nomes para o Senado em alguns estados, incluindo a pré-candidatura do próprio Sanderson e Marcel Van Hattem, no Rio Grande do Sul.
Prisão preventiva, transferência para a Papudinha e UTI
Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentar aplicar um golpe de Estado. Em novembro, foi preso preventivamente por decisão de Alexandre de Moraes, após tentar violar a tornozeleira eletrônica que utilizava em casa. A Polícia Federal apontou risco de fuga para evitar o cumprimento da pena.
Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permaneceu inicialmente sob custódia.
Na unidade da PF, as visitas foram restritas a familiares, advogados e médicos, mediante autorização judicial. Entre os visitantes estiveram a esposa Michelle Bolsonaro e os filhos.
Em 15 de janeiro, Moraes determinou a transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, no complexo penitenciário da Papuda.
Bolsonaro passou por mais de 200 atendimentos médicos enquanto esteve detido e deixou a unidade prisional no dia 13 de março para ser internado em um hospital particular em Brasília, por conta de um quadro de broncopneumonia. Ele recebeu alta da UTI na segunda-feira (23) e segue internado, sem previsão de alta.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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