Economia
Quaest: 56% consideram que economia brasileira piorou nos últimos 12 meses
Margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos. Pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 27 e 31 de março. Quaest: 56% desaprovam governo Lula, e 41% aprovam
Levantamento feito pela Genial/Quaest indica que 56% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Outros 26% consideram que a economia está do mesmo jeito e 16% avaliam que ela melhorou.
Veja os números:
Piorou: 56% (eram 39% em janeiro)
Melhorou: 26% (eram 32%)
Ficou do mesmo jeito: 16% (eram 25%)
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 a 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil.
A Quaest também quis saber se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego hoje do que há um ano. 53% disseram que está mais difícil — eram 45% em dezembro de 2024. Para 35%, está mais fácil, ante 49% na pesquisa anterior. Outros 6% consideram que ficou igual.
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Aprovação do governo: 56% desaprovam, e 41% aprovam
Veja aprovação e reprovação de Lula por região, gênero, idade, estudo, renda, religião e raça
56% consideram que país está indo na direção errada
Moeda de R$ 1, notas de R$ 10 e R$ 50
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ainda de acordo com a Quaest, 88% dizem que o preço dos alimentos subiu nos mercados no último mês, 6% consideram que caiu e outros 6%, que ficou igual. Para 70%, o preço dos combustíveis nos postos subiu no último mês. Para 16%, ficou igual. Outros 5% consideram que caiu.
A Quaest também quis que os entrevistados comparassem o poder de compra do brasileiro com a situação de um ano atrás. Para 81% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor — em dezembro eram 68%. Para 9%, ficou igual. Outros 9% consideram que ficou maior.
Visão sobre o Brasil
A Quaest também perguntou se os entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção certa ou errada. Para 56% dos entrevistados, o país está indo na direção errada. Eram 50% na pesquisa anterior, de janeiro.
0utros 36% responderam que o Brasil está indo na direção certa — antes eram 39%. Não sabem ou não responderam são 8%.
Aprovação e desaprovação ao governo Lula
O levantamento perguntou se os entrevistados aprovam ou desaprovam o governo Lula. São 56% os que desaprovam, e 41% que aprovam. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Veja os números:
Aprova: 41% (eram 47% em janeiro);
Desaprova: 56% (eram 49%);
Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%).
Avaliação por segmentos
Região
A Quaest mostra que, na região Nordeste, os que aprovam o governo Lula são 52%, ante 46% dos que desaprovam. Essa é a primeira vez que a aprovação e a desaprovação aparecem tecnicamente empatadas desde o início do terceiro mandato de Lula.
No Sudeste, a desaprovação do governo Lula está em 60% (eram 53% em janeiro), enquanto a aprovação é de 37% (eram 42%). A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos.
Entre os entrevistados da região Sul, 64% desaprovam o governo petista (eram 59% na pesquisa anterior), enquanto a aprovação é de 35% (eram 39%). A margem de erro é de 6 pontos para mais ou menos.
As regiões Centro-Oeste e Norte, apuradas em conjunto, apresentam leve oscilação tanto na desaprovação, que ficou em 52% (eram 49%), quanto na aprovação, que é de 44% (eram 48%). A margem de erro é de 8 pontos para mais ou menos.
Gênero
A desaprovação do governo Lula entre as mulheres oscilou seis pontos para cima e está em 53% (eram 47% em janeiro) e a aprovação caiu seis pontos e está em 43% (eram 49%). É a primeira vez que numericamente as mulheres mais desaprovam do que aprovam o presidente.
Já entre homens, 59% desaprovam o governo Lula (eram 52% em janeiro). A aprovação está em 39% (eram 45%).
A margem de erro para gênero é de 3 pontos para mais ou menos tanto para mulheres quanto para homens.
Faixa etária
Entre os grupos etários, 64% dos jovens de 16 a 34 anos desaprovam o governo federal, um crescimento de 12 pontos em relação a janeiro (eram 52%). A aprovação neste grupo é de 33%, queda dos mesmos 12 pontos (eram 45%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos.
Entre a população de 35 a 59 anos, Lula é aprovado por 54% (eram 52%). Outros 44% aprovam a gestão (eram 46%) e mantém empate dentro da margem de erro, que é de 3 pontos para mais ou menos
A população mais idosa, com 60 anos ou mais, também apresenta empate técnico. Segundo a pesquisa, 50% dizem aprovar o governo de Lula (eram 52% em janeiro), enquanto 46% desaprovam (eram 40%). Margem de erro é de 5 pontos para mais ou menos.
Escolaridade
Entrevistados com ensino médio completo e superior incompleto passaram a ser a escolaridade que mais desaprova Lula: 64%, eram 56% em janeiro. Outros 33% aprovam, eram 42%. Margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos.
Dos entrevistados com ensino superior completo, 61% dizem reprovar o governo petista (eram 59% em janeiro), e 38% aprovam (eram 40%). A margem é de 5 pontos para mais ou menos.
A desaprovação do governo Lula é de 55% entre pessoas com ensino fundamental completo e médio incompleto, eram 46% na pesquisa anterior, enquanto a aprovação é de 42% — eram 49%. A margem de erro é de 6 pontos para mais ou menos.
Os entrevistados sem instrução e com fundamental incompleto tem maior aprovação à gestão petista: 55% aprovam (eram 58% em janeiro), já 41% desaprovam o governo — alta de seis pontos (eram 35%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos.
Renda familiar
Famílias com renda acima de 5 salários mínimos têm mais desaprovação ao governo Lula: 64%, alta de cinco pontos em comparação aos 59% em janeiro. A aprovação neste grupo é de 34%, cinco pontos abaixo do que na última pesquisa (eram 39%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos.
A desaprovação entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos está em 61% (eram 54%), enquanto a aprovação está em 36% (eram 43%). A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos.
Já entre aqueles que recebem até 2 salários mínimos a aprovação do governo Lula é a maior: 52% (eram 56% em janeiro). A desaprovação nessa renda está em 45% (eram 39%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos.
Religião
Entre os evangélicos, 67% avaliam mal a gestão de Lula (eram 58% em janeiro), contra 29% que aprovam o trabalho do presidente (eram 37%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos.
Já entre os católicos, 49% aprovam e os mesmos 49% desaprovam o governo federal e empatam pela primeira vez. Em janeiro, 52% aprovavam, e 45% desaprovavam o governo. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos.
Raça/cor
Brancos têm a maior desaprovação ao presidente, com 61% (eram 60% em janeiro). A aprovação é de 36% (eram 38%). Margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos.
Entre os pardos, 52% desaprovam o governo Lula (eram 45% em janeiro). A aprovação está em 45% (eram 51%).Margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos.
Pretos têm 51% de desaprovação ao governo federal (eram 42%). A aprovação é de 46% (eram 54%). Margem de erro é de 7 pontos para mais ou menos.
Voto para presidente no 2º turno de 2022
Os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2022 são os que mais desaprovam o petista, com 92%, seguido de quem votou branco, nulo ou não foi votar, com 62%. Já 26% eleitores de Lula em 2022 reprovam sua gestão.
Em relação à aprovação, 72% dos que elegeram o petista aprovam o seu governo, enquanto o total é de 31% entre os que votaram branco, nulo ou não foram votar, e de 7% entre os eleitores de Bolsonaro.
Avaliação geral do governo
O levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira questionou aos eleitores como eles avaliam o governo Lula num geral: 41% responderam “negativo”, 29% “regular” e 27%, “positivo”.
Veja os números:
Positivo: 27% (eram 31% em janeiro)
Negativo: 41% (eram 37%)
Regular: 29% (eram 28%)
Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%)
Em relação aos dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, 53% dos entrevistados responderam que o atual governo está “pior que os anteriores”, 23% “igual aos anteriores” e 20%, “melhor que os anteriores”. Já 4% não souberam ou não responderam.
A comparação com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), de 2019 e 2022), é de que o governo atual de Lula é “pior” para 43%, “melhor” para 39% e “igual” para 15%. Outros 3% não souberam ou não responderam.
A expectativa dos entrevistados é de que Lula deve fazer um governo diferente (81%) nos próximos dois anos, enquanto 15% preferem uma atuação igual e 4% não soube ou não respondeu.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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