Economia
Quaest: por que quase metade dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses?
Quaest divulga nova pesquisa de avaliação do governo Lula
Quase metade dos brasileiros considera que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Apenas 24% dizem que ela melhorou no mesmo período, enquanto 30% afirmam que não houve mudança.
O resultado indica que dados como a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, o rendimento médio em nível recorde e a inflação mais controlada não foram suficientes para melhorar a percepção sobre a situação econômica.
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Para economistas ouvidos pelo g1, o aumento da taxa de juros — com a consequente desaceleração da economia e alta da inadimplência — foi determinante para reduzir o efeito positivo dos demais aspectos da economia.
“Isso quer dizer o seguinte: o sujeito até está ganhando mais, o salário está indo bem, só que, dado o nível de endividamento das famílias, o dinheiro não rende”, diz o economista André Perfeito.
“Para as empresas é a mesma coisa: estamos vendo boa parte do lucro empresarial sendo drenado para pagamento de juros, o que faz com que o sentimento empresarial não fique bom.”
Para a economista Zeina Latif, os efeitos dos juros altos ainda aparecem na economia, com perda de ritmo em dados ligados ao consumo das famílias.
“Não tem alívios. A classe média sente condições que não são ruins, mas também não há coisas positivas em curso. Mesmo no mercado de trabalho, é nítida a mudança de tendência na geração de vagas.”
“A inflação, principalmente a dos alimentos, tem efeito desigual. Quando vai bem, a confiança não melhora tanto. Em compensação, quando a inflação sobe, a confiança ou a aprovação no governo cai mais.”
Veja os resultados da pesquisa
A Quaest perguntou sobre a percepção dos entrevistados sobre a economia nos últimos 12 meses. As respostas foram:
Piorou: 43% (eram 43% em janeiro);
Melhorou: 24% (eram 24%);
Ficou do mesmo jeito: 30% (eram 29%);
Não souberam/Não responderam: % (eram 4%).
Quaest: percepção sobre a situação da economia nos últimos 12 meses
Kayan Albertin/Arte g1
Sobre a expectativa para os próximos 12 meses, os entrevistados disseram que a economia deve:
Melhorar: 43% (eram 48% em janeiro);
Piorar: 29% (eram 28%);
Ficar do mesmo jeito: 24% (eram 21%);
Não sabem/não responderam: 4% (eram 3%)
Quaest: expectativa para os próximos 12 meses na economia
Gabs/Arte g1
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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Preço dos alimentos subiu para 56% dos entrevistados
A pesquisa Quaest também quis saber a percepção dos entrevistados sobre o preço dos alimentos nos supermercados e nas feiras onde as pessoas costumam fazer suas compras. Para 56%, os valores estão mais altos. Outros 18%% avaliam que estão mais baixos e 24% disseram que os preços ficaram iguais.
Considerando a margem de erro da pesquisa, não houve mudança na percepção dos entrevistados em relação à pesquisa de janeiro.
Veja os números:
No último mês, o preço dos alimentos:
Subiram: 56% (eram 58% em janeiro)
Ficaram iguais: 24% (eram 24%)
Caíram: 18% (eram 16%)
Não sabem/não responderam: 2% (era 2%)
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra que os preços subiram 0,33% em janeiro. Essa é considerada a inflação oficial do país.
O resultado veio levemente acima das projeções dos economistas, que esperavam alta de 0,32% em janeiro. A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,44%, um pouco acima das previsões que eram de 4,43%.
Para 43% dos brasileiros a situação da economia piorou nos últimos 12 meses; 24% dizem que melhorou
VCA CONSTRUTORA
A pesquisa também mensurou a percepção das pessoas sobre o poder de compra em relação a um ano atrás. 15% responderam que, com o recebem hoje, estão comprando mais; 61% que estão comprando menos e 23% estão comprando a mesma coisa. Os percentuais são parecidos com os da pesquisa de janeiro.
Veja os números:
Com o dinheiro que recebe hoje, você consegue comprar:
Mais: 15% (eram 18% em janeiro)
Menos: 61% (eram 61%)
O mesmo tanto: 23% (eram 18%)
Não sabem/não responderam: 1% (eram 2%)
Com relação ao preço dos alimentos no último mês, 56%% disseram que subiu e 18% que caiu. Outros 24% avaliam que o preço não mudou.
49% avalia que está mais difícil conseguir emprego
Os entrevistados foram questionados ainda se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego no último ano. Para 49% está mais difícil, mas para 39% está mais fácil. Outros 5% responderam que está igual.
Veja os números:
Pelo que você ouve falar, está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego nos últimos 12 meses?
Mais difícil: 49%
Mais fácil: 39%
Igual: 5%
Não sabem/não responderam: 7%
A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%.
Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto percentual.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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