Economia
Quatro anos após lançamento, nota de R$ 200 representa apenas 1,9% das cédulas em circulação
Segundo informações do Banco Central, 144,24 milhões de cédulas de R$ 200 estão em circulação. Em 2020, durante a fase mais aguda da pandemia da Covid-19, instituição imprimiu 450 milhões de cédulas figurando o lobo-guará. Nota de R$ 200 traz estampa do lobo-guará
Reprodução / Youtube
Lançada em setembro de 2020, durante a pior fase da pandemia da Covid-19, a cédula de R$ 200 não emplacou entre a população.
Ela pode ser considerada tão ou mais difícil de encontrar do que o lobo-guará, que a ornamenta, espécie ameaçada de extinção.
💸Para se ter uma ideia, a cédula de R$ 200 é menos popular do que a nota de R$ 1 — que deixou de ser emitida em 2004, ou seja, há 20 anos, sendo apontada como valiosa por colecionadores.
De acordo com as estatísticas do Banco Central (BC), havia em 1º de agosto deste ano 144,74 milhões de notas de R$ 200 em circulação.
Ao mesmo tempo, havia 148,63 milhões de notas de R$ 1 no país.
O total cédulas em circulação somava 7,67 bilhões de unidades no começo deste mês.
O volume de notas de R$ 200 emitidas representa 32% do total de 450 milhões de unidades da tiragem inicial, em 2020. E somente 1,9% da quantidade de cédulas em circulação.
Com um ano de circulação, parte da população nunca pegou em nota de R$ 200
O Banco Central informou que libera as cédulas de R$ 200 para circulação de acordo com a demanda e que seu “ritmo gradual de utilização evolui em linha com o esperado”.
Em 2024, de acordo com a instituição, foram “emitidas” somente 6,1 milhões de notas. Pelo conceito do BC, uma cédula é emitida “quando uma instituição financeira saca uma cédula no BC, o que ocorre diariamente”.
Segundo a área econômica, a pandemia foi um dos motivos para o aumento da procura por cédulas em 2020, o que levou a instituição a lançar uma nova nota da família do Real.
A pandemia, explicou o Banco Central naquele momento, levou as pessoas a “entesourarem” recursos em casa, ou seja, manter reserva em cédulas — algo que também aconteceu em outros países.
Outro motivo apontado foi a necessidade de fazer frente ao pagamento do auxílio emergencial. Boa parte dos beneficiários preferiu sacar o benefício em espécie nos primeiros lotes. Depois, em um segundo momento, a Caixa facilitou a transferência dos recursos e o pagamento de contas.
Cédula de R$ 200 entra em circulação e colecionadores fazem fila para garantir primeiras notas no DF
Isabela Melo/TV Globo
Questionado pelo g1, o Banco Central avaliou que seu papel, enquanto autoridade monetária, é estar atento à demanda da população por papel moeda e atendê-la.
“A cédula de R$ 200 foi emitida em 2020 em razão do forte aumento da demanda da população por numerário em espécie, por ocasião da pandemia de Covid-19. Assim, seu lançamento possibilitou o atendimento da necessidade de numerário da população e permitiu o funcionamento adequado da economia e do sistema financeiro nacional”, informou o BC.
Valor de produção
💲A nova cédula, apesar da baixa utilização, é a que custa mais caro. Ao preço de R$ 325 por milheiro, o valor desembolsado no ano passado pelo Banco Central foi de cerca de R$ 146 milhões na produção das 450 milhões de unidades.
Depois da cédula de R$ 200, a de mais cara produção é a de R$ 20, com custo estimado, em 2020, de R$ 309 o milheiro. Os valores estão sujeitos à variação do dólar.
Segundo o BC, estão previstos R$ 142 milhões para o “acondicionamento e guarda de numerário” neste ano, envolvendo não apenas as cédulas de R$ 200, mas também as outras notas e moedas.
“Não há validade para cédulas em estoque no BC. São destruídas as cédulas, após terem circulado e retornado ao BC, consideradas inadequadas pelo desgaste de uso”, acrescentou a instituição.
Nota de 200
A cédula de R$ 200 foi a sétima da família de notas do real. Na ocasião, foi a primeira cédula de um novo valor da família do real em 18 anos. A última, a de R$ 20, tinha sido lançada em 2002.
Um ano antes, em 2001, surgiu a nota de R$ 2. Nesse intervalo, houve a “aposentadoria” da nota de R$ 1, em 2005.
Na cédula de R$ 200, segundo o BC, optou-se pela manutenção de elementos de segurança já existentes nas cédulas da segunda família do real:
o número que muda de cor, que muda do azul para o verde, com uma faixa brilhante parecendo rolar para cima e para baixo, ao se movimentar a nota;
a marca-d’água, que apresenta o valor da nota e a imagem do animal;
o número escondido, que aparece quando a nota é colocada na posição horizontal, na altura dos olhos;
o alto-relevo, em diversas áreas na frente e no verso da nota.
Nota de R$ 200 começou a ser emitida em setembro de 2020
Reprodução / Youtube
O animal escolhido para a nota, o lobo-guará, foi o terceiro colocado em uma pesquisa feita pelo Banco Central em 2000.
A instituição perguntou à população quais espécimes da fauna gostariam de ver representados no dinheiro brasileiro.
O primeiro lugar foi a tartaruga marinha, usada na cédula de R$ 2. O segundo, o mico leão dourado, incorporado na cédula de R$ 20.
PIX em alta
A baixa utilização das cédulas de R$ 200 coincide com uma maior facilidade e redução de custos para os correntistas realizarem transferências eletrônicas.
Instituído em novembro de 2020, o PIX, sistema de pagamentos brasileiro em tempo real, 24 horas por dia e sem custos, completou três anos de funcionamento no fim do ano passado.
Em todo o ano de 2023, as transferências de recursos e os pagamentos feitos por meio do PIX, somaram R$ 17,18 trilhões.
O PIX concentrou 39% das transações financeiras em 2023, uma alta de 75%.
Em 7 de junho, as transações via PIX bateram um novo recorde ao somar 206,8 milhões de operações em um único dia.
O Banco Central prevê lançar uma nova funcionalidade para o PIX em outubro deste ano: o Pix recorrente (uma transferência válida para pagamento entre pessoas físicas, para pagamentos de aluguel e serviços como personal trainer, diarista e terapeuta).
Já o PIX automático, que poderá ser usada em cobranças recorrentes, como contas de água e luz, escolas e faculdades, academias, condomínios, foi postergado para junho de 2025.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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