Economia
Quem é Kevin Warsh, indicado para comandar o Federal Reserve
Kevin Warsh, novo indicado do governo Trump para assumir a presidência do banco central dos Estados Unidos
AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) que escolheu o ex-diretor do Federal Reserve (Fed) Kevin Warsh para chefiar o banco central do país.
Kevin M. Warsh é economista e jurista americano, com longa trajetória no sistema financeiro, no governo dos Estados Unidos e no comando da política monetária.
Ele integrou o Conselho de Governadores do Fed entre 2006 e 2011, período que incluiu a crise financeira global de 2008.
Nascido em Albany, no Estado de Nova York, Warsh formou-se em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com ênfase em economia e estatística.
Em seguida, concluiu o curso de direito na Universidade Harvard, onde se especializou na relação entre direito, economia e regulação. Também realizou estudos complementares em economia de mercado e mercados de capitais na Harvard Business School e no MIT.
Sua carreira começou no setor financeiro, no banco Morgan Stanley, onde atuou por sete anos na área de fusões e aquisições. Nesse período, assessorou empresas de diferentes setores, como indústria, tecnologia e serviços, além de participar da estruturação de operações no mercado de capitais.
Atuação no governo Bush
Em 2002, Warsh deixou o setor privado para integrar o governo do então presidente George W. Bush. Na Casa Branca, ocupou os cargos de assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional.
Nessa função, aconselhava diretamente o presidente sobre temas ligados à economia dos EUA, mercados financeiros, sistema bancário e seguros.
Em 2006, foi indicado por Bush para o Conselho de Governadores do Fed, tornando-se o mais jovem membro da história da instituição, aos 35 anos.
Durante seu mandato, representou o banco central americano no G20 e atuou como emissário para economias da Ásia, além de exercer a função de governador administrativo, responsável pela gestão interna da instituição.
Warsh teve participação relevante na condução da política monetária durante a crise financeira de 2008 e ficou conhecido por discursos sobre o período, como “The End of History?” e “The Federal Funds Rate in Extraordinary Times”, nos quais abordou os desafios do sistema financeiro e da política de juros.
Desde que deixou o Fed, em 2011, Warsh atua no meio acadêmico e no mercado financeiro. É pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover, da Universidade de Stanford, e professor na Escola de Negócios da mesma instituição. Também é sócio-consultor da gestora Duquesne Family Office, ligada ao investidor Stanley Druckenmiller.
Além disso, integra conselhos de administração de empresas como a United Parcel Service (UPS) e a Coupang, e participa de fóruns de discussão econômica, como o Grupo dos Trinta (G30) e o painel de consultores econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.
Reconhecido como especialista em política monetária e mercados financeiros globais, Warsh construiu uma carreira que combina experiência técnica, atuação em momentos de crise e trânsito entre governo, academia e setor privado.
*Reportagem em atualização
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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