Economia
Quem é o filho de George Soros que vai assumir império de US$ 25 bilhões
Nascido na Hungria, Soros ficou bilionário no mercado financeiro, mas tem direcionado a fortuna da família desde os anos 1990 para fortalecer a democracia em dezenas de países. No entanto, nos últimos anos, o ex-gestor de fundos tem sido alvo de ataques antissemitas. Alex é um dos cinco filhos de Soros.
Reuters
O bilionário George Soros, de 92 anos, passou o comando de seu império financeiro e instituições de filantropia para um de seus cinco filhos.
Alex, de 37 anos, é o segundo mais novo da família e vai assumir o controle de uma fortuna avaliada em US$ 25 bilhões (R$ 122 bilhões).
Nascido na Hungria, Soros ficou bilionário no mercado financeiro, mas tem direcionado a fortuna da família desde os anos 1990 para fortalecer a democracia em dezenas de países. Ele também é um dos maiores doadores do partido Democrata nos Estados Unidos.
No entanto, nos últimos anos, o ex-gestor de fundos tem sido alvo de teorias da conspiração antissemitas.
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Soros disse que passou o bastão para seu filho em uma entrevista no Wall Street Journal (WSJ) e um porta-voz confirmou a informação à BBC. O bilionário disse que seu filho “fez por merecer” para assumir o controle do fundo de investimento.
Alex é formado em história e será o único membro da família no conselho de administração do Soros Fund Management, o fundo que administra os 25 bilhões da família.
Ele já havia assumido o cargo de presidente do conselho da Fundação Open Society em dezembro de 2022 e também já comandava um mecanismo de financiamento para partidos políticos nos EUA.
Embora Alex tenha em geral as mesmas inclinações políticas de seu pai, ele disse ao WSJ que é “mais político” que seu pai – por exemplo, teria feito campanha contra a tentativa de Donald Trump de concorrer à reeleição (que Trump acabou perdendo).
“Eu gostaria muito que a política não dependesse tanto de dinheiro, mas enquanto o outro lado estiver usando (muitos recursos), nós teremos que usar também”, disse Alex Soros.
Alex disse que a Fundação Open Society vai continuar com os mesmos objetivos que tinha sob seu pai, incluindo a promoção da liberdade de imprensa, de reforma dos sistemas de Justiça penal, direitos das minorias, dos refugiados e apoio a políticos progressistas.
Mas Alex também quer incluir pautas como direito ao voto, direitos reprodutivos e igualdade de gênero – além de ter um programa mais focado nos EUA.
Alex Soros é fã de hip-hop e do time de futebol americano New York Jets. Também é conhecido por ter uma vida social muito ativa, frequentando festas de celebridades em Cannes, na França, e nos Hamptons, nos EUA.
Ele também viajou para partes remotas da Amazônia e se juntou ao conselho do grupo de campanha de direitos humanos Global Witness.
“Nosso lado tem que ser melhor em ser mais patriótico e inclusivo”, disse ele ao WSJ. “Só porque alguém vota em Trump não significa que esteja perdido ou seja racista.”
Quem é George SorosSoros nasceu na Hungria, onde viveu sob o terror da ocupação nazista em 1944 e 1945. Sua família precisou esconder que era judaica para sobreviver.
Depois da guerra, Soros imigrou para Londres e depois para Nova York, onde acabou ficando bilionário com sua atuação no mercado financeiro.
Ele ganhou bastante notoriedade no Reino Unido quando ganhou cerca de US$ 1 bilhão apostando que a libra iria desvalorizar em 1992.
Quando o muro de Berlim caiu, abrindo caminho para o estabelecimento de governos democráticos no antigo bloco soviético, Soros criou a Fundação Open Society (OSF) para apoiar o processo. A OSF agora gasta cerca de US$ 1,5 bilhão por ano apoiando causas progressistas, organizações educacionais e direitos humanos em mais de 120 países.
Algumas de suas causas irritaram a direita, incluindo o combate ao preconceito racial no sistema de justiça dos EUA.
A OSF mudou seu escritório de operações internacionais de Budapeste para Berlim em 2018, depois que o governo húngaro liderado por Viktor Orbán fez campanha explicitamente contra Soros pessoalmente e contra o trabalho da fundação.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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