Política
Quem são os advogados de Bolsonaro e dos outros réus no julgamento do golpe
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta terça-feira (2) o julgamento sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, por tentativa de golpe de Estado em 2022.
No período da tarde, os advogados dos réus começaram a fazer suas defesas para os ministros do STF. Veja quem são os advogados dos réus do núcleo 1
Paulo Cintra
Paulo Cintra é o advogado responsável pela defesa do deputado federal e ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem (PL-RJ). Discreto e avesso aos holofotes, ele construiu sua trajetória profissional sobretudo no campo do direito eleitoral, área em que é especializado, mas também atua em ações penais e de improbidade administrativa.
Formado em Direito em 2001, Cintra tem larga experiência no Ministério Público. Entre 2006 e 2023, foi assessor da Procuradoria-Geral da República (PGR), chegando a ocupar o cargo de assessor-chefe. Deixou a instituição em abril de 2023, pouco antes de Paulo Gonet assumir como procurador-geral da República. Gonet, meses depois, seria o responsável por apresentar a denúncia sobre a trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Demóstenes Torres
Ex-senador cassado em 2012, Demóstenes Torres é o advogado do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, acusado de ter colocado tropas à disposição para a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Torres atua sobretudo em casos ligados a empresas do setor agrário, mas ganhou notoriedade nacional pela trajetória política. Promotor de Justiça de formação, foi secretário de Segurança Pública de Goiás entre 1999 e 2002, no governo Marconi Perillo (PSDB), e assumiu uma cadeira no Senado em 2003. Ao longo de sua carreira parlamentar, chegou a ser apontado como um dos principais defensores do combate à corrupção.
Em julho de 2012, porém, ele teve o mandato cassado após vir à tona seu envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pivô da chamada Máfia dos Caça-Níqueis. Gravações da Polícia Federal mostraram que Torres pediu dinheiro a Cachoeira e teria vazado informações de reuniões oficiais. Ele sempre negou a ligação. Tornou-se, à época, apenas o segundo senador da história cassado pelo plenário da Casa.
Após a cassação, Demóstenes retornou ao Ministério Público de Goiás, de onde só se aposentou em 2019. Desde então, abriu escritórios de advocacia em Goiânia e em Brasília, onde atua em causas empresariais e, mais recentemente, na defesa de Garnier.
Eumar Novacki
Eumar Novacki é o advogado do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, investigado no caso da minuta golpista encontrada em sua casa após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Amigo pessoal de Torres, assumiu sua defesa logo após a prisão dele.
Ex-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Novacki deixou a farda para se dedicar à advocacia. No setor público, teve uma carreira marcada por cargos de confiança: foi secretário de Estado-Chefe da Casa Civil, secretário de Comunicação e chefe de gabinete do então governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (União-MT), de quem se tornou aliado próximo.
No governo federal, durante a gestão Michel Temer (MDB), foi secretário-executivo do Ministério da Agricultura. Em 2019, ocupou também a Casa Civil do Distrito Federal, no governo Ibaneis Rocha (MDB).
Na advocacia, concentra sua atuação em casos ligados ao agronegócio, mas ganhou projeção nacional ao se tornar peça central na defesa de Torres, que, à época dos ataques, era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal — pasta responsável pela proteção da Praça dos Três Poderes.
Sua atuação no Supremo Tribunal Federal já rendeu episódios de tensão e descontração. Em maio de 2024, durante o depoimento do ex-comandante do Exército Marco Antônio Freire Gomes, ouviu uma bronca do ministro Alexandre de Moraes, que o acusou de tentar transformar a sessão em “um circo” ao repetir insistentemente uma pergunta como estratégia retórica.
Em outro momento, também em audiência, Moraes chegou a brincar com o advogado após uma intervenção, arrancando risos de Novacki e do próprio Torres.
Matheus Mayer Milanez
Matheus Mayer Milanez é o advogado do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro. Criminalista, ele também representou o general na CPMI do Congresso que investigou os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Professor e mestrando em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Milanez ganhou notoriedade nacional em junho de 2024, durante os interrogatórios no Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, pediu ao ministro Alexandre de Moraes o adiamento de uma sessão para poder “minimamente jantar”. Moraes negou o pedido com ironia, dizendo que também gostaria de ir para casa e sugerindo que Milanez aproveitasse o dia seguinte para “tomar um belo brunch”. O episódio viralizou nas redes sociais e fez com que seu nome circulasse em todo o país.
Outro momento que chamou atenção ocorreu quando o advogado, em meio ao depoimento de Heleno, o orientou publicamente a “se ater aos fatos” e responder apenas “sim ou não”.
Ex-presidente da Comissão de Direito Militar da OAB do Distrito Federal, Milanez mantém presença ativa nas redes sociais, onde já criticou decisões de Moraes. Entre elas, a que determinou multa a usuários que acessassem a rede social X, após a suspensão da plataforma no Brasil por descumprimento de ordens judiciais.
Celso Vilardi (Jair Bolsonaro)
Celso Vilardi foi contratado em janeiro de 2025 para reforçar o time de advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Celso Vilardi se juntou à equipe do advogado Paulo Bueno e passou a ser o principal nome da estratégia jurídica do ex-presidente.
Ele é professor de Direito Penal Econômico da FGV-SP e fundador do escritório Vilardi e Advogados, em São Paulo. Em mais de 30 anos, atuou em casos de grande repercussão nacional.
Foi advogado do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares no processo do mensalão, representou executivos da empreiteira Camargo Corrêa no episódio que levou à anulação da Operação Castelo de Areia, defendeu a empresa Andrade Gutierrez na Lava Jato e o empresário Eike Batista. Mais recentemente, atuou no caso da fraude contábil das Lojas Americanas.
Hoje defensor, Vilardi assinou um manifesto de juristas que denunciava a omissão do governo Bolsonaro no enfrentamento da covid-19 e os ataques constantes às instituições.
Em 2022, endossou a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, divulgada às vésperas da eleição.
Já em 2023, Vilardi criticou a invasão às sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro e elogiou a condução das investigações pela Polícia Federal.
Cezar Bitencourt
Cezar Roberto Bitencourt defende o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, preso pela Polícia Federal e peça-chave nas investigações sobre a tentativa de golpe. Autor de mais de 30 livros e referência acadêmica em Direito Penal, Bitencourt é doutor pela Universidade de Sevilha e professor convidado em programas de pós-graduação na Espanha.
Gaúcho, construiu sua carreira combinando atuação acadêmica com a defesa de casos de grande repercussão política e criminal. Esteve na defesa de Rubens Catenacci, investigado no Caso Banestado, e do ex-deputado e aliado de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures (MDB), flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em espécie.
O advogado sempre foi crítico da delação premiada. Chegou a classificá-la como um mecanismo que transforma o “delator em dedo-duro” e, durante a Lava Jato, se destacou como uma voz contrária ao instituto. Também comentou, em artigos e entrevistas, que o ex-presidente Lula havia sido condenado “sem provas” e teve a prisão decretada de forma “açodada, intempestiva e ilegal”.
À frente da defesa de Mauro Cid, no entanto, Bitencourt negociou e fechou o acordo de colaboração premiada do militar com a Justiça, a primeira delação de sua carreira.
Sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, Bitencourt classificou os atos como “uma violência generalizada e antidemocrática protagonizada por vândalos e asseclas irracionais de Jair Bolsonaro”.
Quem também atua na defesa de Cid é o criminalista e especialistas em Processo Penal, Jair Alves Pereira.
Paulo Bueno (Jair Bolsonaro)
Paulo Bueno é advogado criminalista e professor de Direito Penal na PUC-SP. Integra a equipe de defesa de Bolsonaro desde o início do caso das joias sauditas. O ex-presidente foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito que apurou recebimento de joias da Árabia Saudita e a venda nos Estados Unidos.
Além da carreira acadêmica e jurídica, o advogado passou pelo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR) e, entre 2011 e 2013, foi membro do conselho de administração da fabricante de armas Taurus.
Competiu em campeonatos de tiro e chegou a presidir o Conselho de Administração do Safari Club International, entidade norte-americana que reúne caçadores ao redor do mundo.
No WhatsApp, Bueno exibe a bandeira do Brasil Império como imagem de perfil.
Andrew Fernandes Farias
Andrew Fernandes Farias é advogado criminalista e especialista em Justiça Militar. Atualmente, defende o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira. Fundador de um escritório de advocacia em Brasília, construiu sua carreira atuando em processos criminais de grande repercussão envolvendo militares.
Um deles ocorreu em 2015, quando participou, como advogado, do tribunal do júri que absolveu nove militares acusados de envolvimento no chamado Massacre da Estrutural, ocorrido em 1998 na periferia de Brasília. Pela relevância de sua atuação, recebeu a Ordem do Mérito Judiciário Militar, concedida pelo Superior Tribunal Militar (STM) em 2022.
Nos interrogatórios do Supremo Tribunal Federal sobre o plano de golpe, protagonizou um episódio de tensão com seu próprio cliente. Ao questionar Nogueira sobre reuniões com comandantes das Forças Armadas para discutir a decretação de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem, o general se irritou e retrucou: “Vai me perguntar de reunião, cara? Andrew, eu já respondi tudo isso ao nobre presidente Alexandre de Moraes, ok?”. A reação arrancou risadas de Moraes, e mais tarde Nogueira divulgou uma carta aberta pedindo desculpas ao advogado.
José Luis Oliveira Lima
Conhecido no meio jurídico como Juca, José Luis Oliveira Lima, atua na defesa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro, preso preventivamente desde dezembro de 2024 sob suspeita de tentar obstruir as investigações sobre a trama golpista.
Ao longo de sua carreira, o advogado esteve envolvido em alguns dos processos criminais de maior repercussão das últimas décadas. Foi defensor do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) no julgamento do mensalão, de quem se tornou amigo pessoal.
Também representou o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e o doleiro Alberto Youssef, ambos alvos da Lava Jato. Ainda defendeu o médico Roger Abdelmassih, condenado por estupro de pacientes, e Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Bolsonaro, denunciado por assédio sexual.
Apesar de hoje defender um general do núcleo bolsonarista, Juca tem um histórico de críticas públicas ao ex-presidente. Em artigos, classificou a atuação de Bolsonaro como “populismo rasteiro” e, em 2022, foi um dos signatários de uma carta em defesa da democracia, lida na Faculdade de Direito da USP.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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