Economia
Regulamentação das apostas visa enfrentar ‘pandemia’ de jogos que se instalou no país, diz Haddad
Empresas de apostas de quota fixa que ainda não pediram autorização terão atuação suspensa a partir de 1º de outubro. Segundo o ministro da Fazenda, há muitos relatos de problemas de saúde e de dependência relacionados. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho
Matheus Moreira
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (17) que a regulamentação das apostas eletrônicas visa combater uma “pandemia” de jogos que se instalou no país.
Segundo uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta manhã, a partir do próximo mês e até o fim de dezembro, só poderão continuar funcionando empresas de apostas que:
➡️já estão atuando; e
➡️já solicitaram autorização para explorar a modalidade lotérica de apostas de quota fixa até a última segunda-feira (16).
As empresas de apostas de quota fixa que ainda não pediram autorização para funcionar terão a atuação suspensa a partir do próximo dia 1º de outubro, informou o Ministério da Fazenda nesta terça-feira (17).
“Não tem nada a ver com arrecadação. Isso tem a ver com uma pandemia que está instalada no país e que nós temos que começar a enfrentar, que é essa questão da dependência psicológica dos jogos”, afirmou o ministro da Fazenda.
Governo quer colocar travas para apostadores compulsivos em bets e jogos
A expectativa do Ministério da Fazenda é de arrecadar até R$ 3,4 bilhões neste ano com as outorgas concedidas a empresas que desejam explorar as apostas eletrônicas.
Segundo o ministro Haddad, há muitos relatos de problemas de saúde, de dependência, por conta das apostas eletrônicas.
“O objetivo da regulamentação é esse, é criar as condições para que nós possamos dar amparo. Isso tem que ser tratado como um entretenimento muito simples e toda forma, toda e qualquer forma de dependência tem que ser combatido pelo Estado”, pontou.
“Então, o objetivo é começar essa campanha de regularização que ficou muitos anos aguardada e não foi concretizada pelo governo anterior”, prosseguiu o ministro.
Ele lembrou que, entre as regras para as empresas poderem operar no país, há a vedação do uso de cartão de crédito pelos apostadores.
“A questão que também tem no chegado do ‘fiado’ para jogar, isso vai ser afastado. Essas dívidas que a pessoa contrai para jogar, então nós temos que salvaguardar as famílias, vamos pedir o apoio da sociedade também para enfrentar esse problema”, afirmou.
O ministro reforçou que o governo pretende tratar do assunto com a “cautela devida”. Ele destacou ainda como “tênue” a distância entre entretenimento e dependência — algo que, ainda de acordo com Haddad, o mundo está “aprendendo a lidar”.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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