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Política

Rota do dinheiro: entenda a triangulação entre fundos investigados e o resort da família Toffoli

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Entenda a triangulação entre fundos investigados e o resort da família Toffoli
A teia que envolve o Banco Master e o Poder Judiciário ganhou contornos mais nítidos com a compreensão da rota do dinheiro que abasteceu o Resort Tayayá, no Paraná. No centro da polêmica está a empresa Maridt, formada pelos irmãos do ministro Dias Toffoli, que recebeu milhões de um fundo de investimento cujo cotista único é ligado a Fabiano Zetel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O ministro Dias Toffoli, que é relator da investigação sobre o Master no STF, admitiu que era sócio da empresa que vendeu o resort. Ele também negou amizade ou pagamentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal. Contudo, ele disse que a administração da empresa é feita por parentes.
O esquema de passeio do capital, segundo a apuração, ocorreu de forma estruturada para ocultar os beneficiários finais e inflar ativos:
A entrada da família: em 2020, os irmãos de Toffoli — um engenheiro e um padre — criaram a Maridt, que se tornou sócia do Resort Tayayá;
O Fundo Arleen: em 2021, a Maridt vendeu a participação para o Fundo Arleen, gerido pela Reag Investimentos. O valor declarado na Junta Comercial foi de R$ 3,1 milhões, mas registros da CVM indicam que o fundo injetou, na verdade, R$ 20 milhões no empreendimento;
O Fundo Leal: fundo investiu outros R$ 20 milhões no Fundo Arleen. O principal e único cotista do Fundo Arleen é o Fundo Leal, também gerido pela Reag. O dono deste fundo é Fabiano Zetel.
Família Toffoli e o resort de luxo
Reprodução/GloboNews
A Reag Investimentos, de João Carlos Mansur, é o elo comum. A gestora já era alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a Polícia Federal (PF), a Reag utilizava fundos para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master, em operações onde o dinheiro “passeava” por empresas e voltava valorizado em até 1.000% em poucas horas, sem nunca sair fisicamente do banco.
A suspeita dos investigadores é que o dinheiro do crime organizado possa ter sido usado para lavar ativos por meio da compra de participações no resort. Embora a família Toffoli alegue não ter obrigação de saber a origem do dinheiro dos fundos, a PF quer descobrir se os compradores sabiam exatamente quem eram os vendedores: o ministro e seus familiares.
Pela primeira vez, o ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio da Maridt. O nome não constava na Junta Comercial porque a empresa foi registrada como uma Sociedade Anônima (S.A.) de Capital Fechado, modelo que permite omitir a identidade dos acionistas que não são administradores. Toffoli alegou não saber quem estava por trás do Fundo Arleen no momento da venda.
O que é a Maridt
Fundada em agosto de 2020, a Maridt se torna sócia do Resort Tayayá em dezembro daquele ano e permaneceu até fevereiro de 2025.
A empresa tem os irmãos Toffoli como sócios e recebeu R$ 3,1 milhões do Fundo Arleen. Documentos apontam que, ao todo, o fundo investiu R$ 20 milhões no resort.
O Arleen é um fundo gerido pela Reag, empresa investigada no Caso Master e que também foi alvo de operação da Polícia Federal contra o crime organizado no ano passado.
Outro fundo da Reag, o Leal Fundo de Investimento, injetou outros R$ 20 milhões no Fundo Arleen. O Leal tem como único cotista Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Ofensiva no Congresso
O avanço das informações fez a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado reagir. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-RS), e o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), apresentaram requerimentos que devem ser votados nos próximos dias:
Quebra de sigilo: bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag Investimentos e de João Carlos Mansur;
Convocações: pedido para ouvir os irmãos do ministro, José Eugênio e José Carlos Toffoli, além do próprio Mansur.
O foco agora é entender se as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, que citam o ministro, têm relação direta com essa engenharia financeira que transformou um resort familiar em um duto de investimentos de fundos sob investigação federal.
Ministro do STF Dias Toffoli
Reprodução

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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