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Política

Rotina de Bolsonaro na cadeia tem 144 atendimentos médicos em 39 dias, 7 horas de sono diárias e programas esportivos, aponta relatório

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de indeferir o pedido de prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro (PL) apresenta detalhes de relatórios técnicos sobre a rotina do ex-presidente preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, e trechos do relatório da perícia médica para sustentar a decisão de negar o pedido. Moraes considerou que Bolsonaro tem atendimento adequado no local.
O documento aponta que, em um período de 39 dias de análise (entre 15 de janeiro e meados de fevereiro de 2026), Bolsonaro teve atendimento médico em 144 ocasiões diferentes (média de quase quatro por dia), mantém sete horas de sono diárias, assiste a programas esportivos e realiza caminhada, sob escolta, de cerca de 1 km no final da tarde.
De acordo com o laudo da perícia médica da Polícia Federal, que foi solicitado por Moraes, Bolsonaro:
relatou dormir por volta das 22h e acordar às 5h, embora costume levantar-se apenas às 8h. Sua manhã inclui café da manhã, higiene pessoal e dedicação à leitura de livros.
disse que faz um repouso de cerca de 20 minutos após o almoço.
costuma assistir a programas esportivos na televisão e conversar com o policial responsável pela guarda de seu alojamento no período da tarde.
realiza caminhadas de aproximadamente 1 km na área comum do batalhão ao final do dia, atividade que geralmente dura uma hora e é feita sob escolta. O relatório contabilizou 33 caminhadas no período analisado.
O batalhão dispõe de um médico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e uma Unidade de Saúde Avançada do SAMU, com enfermeiro, em sistema de rodízio 24 horas para acompanhar o ex-presidente, o que justifica a quantidade de atendimentos médicos no período analisado.
A perícia médica atestou que as comorbidades de Bolsonaro, como hipertensão, apneia do sono grave e aderências abdominais, estão sob controle clínico e medicamentoso, não exigindo transferência para ambiente hospitalar.
Além do suporte oficial, Bolsonaro recebe visitas semanais de um fisioterapeuta particular para sessões de acupuntura e alongamento, e o acompanhamento de seu médico particular, Dr. Brasil Caiado. Foram 13 sessões contabilizadas no período da análise.
Alimentação
O laudo pericial da Polícia Federal traz observações específicas sobre a alimentação de Bolsonaro, destacando que seus hábitos alimentares não estão adequados às suas condições de saúde. O documento detalha que há um baixo consumo de alimentos naturais, sendo a dieta descrita como pobre em frutas, verduras e hortaliças.
Os peritos registraram um excesso de ultraprocessados e açúcares, com consumo frequente de itens como biscoitos e bolos.
O relatório aponta falta de controle dietético e ponderal (de peso) necessários para o tratamento de suas comorbidades, como o refluxo gastroesofágico, destacando que não há medicamento prescrito para o tratamento de obesidade.
Apesar dessas escolhas alimentares pessoais, a perícia médica e a decisão judicial confirmam que o ambiente carcerário do 19º Batalhão da Polícia Militar tem total capacidade para garantir uma dieta fracionada e todas as medidas assistenciais adequadas.
O laudo menciona o funcionamento intestinal do ex-presidente: segundo o documento, Bolsonaro relatou aos peritos ter um hábito intestinal de três a quatro vezes por semana.
Cuidados com sono, refluxo e prevenção solar
O laudo aponta que o ex-presidente relatou roncos e despertares frequentes, mas apresentou uma melhora de cerca de 80% na qualidade do sono após iniciar o uso de um aparelho CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) em meados de fevereiro. Os peritos recomendaram o acompanhamento contínuo com um especialista em medicina do sono para monitorar o tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).
Quanto ao refluxo gastroesofágico, embora o ex-presidente faça uso de medicação contínua e mantenha a cabeceira da cama elevada, os médicos apontaram falhas em medidas comportamentais.
O relatório destaca que o hábito de repousar logo após o almoço e a falta de controle de peso prejudicam a eficácia do tratamento gástrico. Além disso, devido às caminhadas diárias ao ar livre, foi prescrita uma rotina rigorosa de prevenção ao câncer de pele, incluindo o uso de filtro solar (fator 30 ou superior), roupas com proteção UV, chapéu e óculos escuros, evitando a exposição ao sol entre 10h e 16h.
Visitas e atividade política
A decisão de Moraes destaca que a “intensa atividade política” de Bolsonaro na prisão corrobora sua boa condição de saúde mental. No período analisado, foram 36 visitas de pessoas que não são da família de Bolsonaro
Além de visitas permanentes da esposa, Michelle, e dos filhos, o ex-presidente recebeu 36 visitas de terceiros solicitadas pela defesa. Entre os visitantes registrados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de uma comitiva de senadores e deputados aliados, como Rogério Marinho (PL-RN), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Helio Lopes (PL-RJ).
Bolsonaro também teve assistência religiosa em quatro ocasiões e reuniões com advogados em 29 dias do período analisado.
Negativa da prisão domiciliar
Ao negar o pedido de prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes ressaltou que o ambiente prisional atende integralmente às necessidades do condenado e respeita a dignidade da pessoa humana.
O magistrado também citou como fator impeditivo a tentativa de fuga e a violação da tornozeleira eletrônica ocorrida em novembro de 2025, antes do trânsito em julgado da condenação.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado, conforme fixado pelo STF.
PGR se manifesta contra prisão domiciliar para Bolsonaro

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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