Economia
Saiba o que fazer para proteger sua conta gov.br e evitar golpes
Capacidade de realizar diversos serviços do governo faz com que a conta gov.br seja alvo constante de criminosos. Funcionalidades como a verificação em duas etapas reforçam proteção ao perfil. Conta gov.br
Reprodução/Banco Central
A conta gov.br é a plataforma do governo brasileiro que dá acesso a serviços públicos como a carteira nacional de habilitação digital, a carteira de trabalho digital, Meu INSS e Valores a Receber do Banco Central, entre outros.
🕵️♀️ A capacidade de realizar diversos serviços do governo faz com que a conta gov.br seja alvo constante de criminosos.
As fraudes incluem a invasão de perfis para fazer empréstimos com os dados das vítimas e técnicas para burlar a autenticação biométrica e obter informações dos usuários.
PF suspeita que 3 mil contas do gov.br foram alvo de grupo que fraudava a biometria
Veja alguns procedimentos que reforçam a proteção à sua conta:
Conta no nível prata ou ouro
Verificação em duas etapas
Gestão de dispositivos
Conta prata ou ouro
A conta gov.br pode ter níveis ouro, prata e bronze. Essa última tem segurança mais básica e dá acesso a serviços digitais menos sensíveis, segundo o governo.
Os níveis prata e ouro permitem o acesso a bancos credenciados e a serviços mais sensíveis, como o resgate de valores esquecidos nos bancos. Por isso, exigem mais segurança e também fornecem opções extras de proteção à conta.
Para ativar funcionalidades de proteção como a verificação em duas etapas e a gestão de dispositivos (explicadas abaixo), o usuário precisa ter nível prata ou ouro.
👉 Veja aqui como aumentar o nível da sua conta gov.br.
Verificação em duas etapas
Também conhecida como autenticação em dois fatores, essa funcionalidade garante maior proteção ao perfil. Com ela, o usuário precisará inserir um código de acesso gerado no seu aplicativo gov.br sempre que acessar algum serviço com sua conta.
Isso garante uma dupla proteção, porque mesmo que um criminoso tenha acesso ao seu CPF e senha, ele não conseguirá acessar a conta sem o código de segurança – que está disponível apenas no aplicativo instalado no celular.
Como habilitar a verificação em duas etapas:
faça login no app gov.br em seu smartphone (apenas pelo aplicativo);
selecione “segurança da conta”;
acesse a opção “verificação em duas etapas”;
clique em “habilitar verificação em duas etapas”.
Agora, para acessar o gov.br, será preciso informar o código de acesso gerado em seu aplicativo além do CPF e da senha.
Como obter o código para verificação em duas etapas:
faça login no aplicativo gov.br pelo aplicativo;
selecione “gerar código de acesso” — disponível na página de login, abaixo do item “entrar com gov.br” ou na página principal, em “serviços”;
Se você estiver acessando o próprio aplicativo gov.br no smartphone, a opção “gere o código de acesso” aparece logo após inserir o CPF e a senha.
Atenção:
a única forma de obter o código de segurança é pelo aplicativo gov.br. O código da verificação em duas etapas não é enviado por SMS;
Também não é possível utilizar autenticadores comuns, como o Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Free OTP ou Authy, para gerar esse código de acesso.
Para o código ser gerado corretamente, é necessário que a data e a hora do dispositivo estejam sincronizadas com a rede.
O usuário também tem a opção de dispensar o código de acesso em dispositivos que julgar confiáveis, como seu telefone celular ou computador pessoal.
Para isso, basta marcar a opção “Não solicitar verificação em duas etapas novamente neste navegador” no momento de inserir o código. O dispositivo então constará como “autorizado”, e o código não será solicitado nos próximos acessos feitos a partir dele (veja mais abaixo).
Veja também:
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Gestão de dispositivos
Essa ferramenta faz parte do processo de verificação em duas etapas e envolve os dispositivos autorizados. Para acessá-la, é preciso:
fazer login no aplicativo gov.br;
selecionar “segurança da conta”;
clicar em “verificação em duas etapas”, que aparecerá como “habilitada”;
clicar em “dispositivos autorizados”.
A partir daí, o usuário pode:
excluir os dispositivos autorizados;
visualizar detalhes dos dispositivos autorizados;
ver o histórico de acessos desses dispositivos à conta, com detalhes como data, navegador e IP (endereço que identifica o dispositivo na internet ou em uma rede local) utilizados.
Atenção:
o acesso por diferentes navegadores de internet, ainda que no mesmo aparelho, será considerado um novo dispositivo.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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