Economia
Saiba quais são os produtos da linha branca, cujos preços Lula quer reduzir
Em mais uma medida de incentivo ao consumo, presidente sugeriu ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, uma reedição de um antigo programa de incentivo à compra de eletrodomésticos. Linha branca abrange refrigeradores, fogões, lavadoras e diversos outros produtos
Adriane Souza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, nesta quarta-feira (12), que o vice-presidente Geraldo Alckmin — que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio — estude a reedição de um programa de incentivos às compras de eletrodomésticos de linha branca.
Esses eletrodomésticos formam uma categoria de itens que são essenciais para o funcionamento de uma casa e para a realização de tarefas diárias, como cozinhar e lavar roupa.
Os produtos de linha branca, normalmente, possuem um alto valor agregado, por conta das tecnologias e matérias-primas envolvidas em sua produção, além de terem longa vida útil. Por isso, sua troca não é tão frequente — principalmente em períodos de menor atividade econômica.
Entre os principais eletrodomésticos de linha branca, cabe destacar:
geladeira;
fogão,
micro-ondas;
refrigerador;
ar-condicionado;
forno elétrico;
cafeteira;
torradeira;
aparelho purificador de água;
máquina de lavar roupas;
secadora de roupas
tanquinho;
máquina de lavar louça;
adegas/frigobar.
A sugestão de Lula
A sugestão de Lula ao vice-presidente de reeditar o programa de incentivos à compra de produtos de linha branca aconteceu durante um evento no Palácio do Planalto.
“Até falei para o Alckmin: ‘Que tal a gente fazer uma aberturazinha para a linha branca outra vez?’. Facilitar a compra de geladeira, de televisão, de máquina de lavar roupa”, disse o presidente.
“As pessoas, de quando em quando, precisam trocar os seus utensílios domésticos. Quando a geladeira velha está batendo, não está gelando a cerveja bem, e está gastando muita energia, você tem que trocar. E, se está caro, vamos baratear, tentar encontrar um jeito”, completou.
Na sequência, o presidente se dirigiu à ministra do Planejamento, Simone Tebet, pedindo que ela “abra a mão um pouquinho”, para o governo poder “facilitar a vida do povo que quer ter acesso” aos produtos.
O presidente ponderou, no entanto, que o povo tem de consumir de “forma responsável”. “Ninguém pode gastar o que não tem”, afirmou. Segundo Lula, nos próximos dias, o governo deve lançar oficialmente o Desenrola, programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas que tem o objetivo de aquecer o consumo no país.
2° mandato do presidente teve programa semelhante
Se o governo realmente conceder os incentivos para a compra dos eletrodomésticos de linha branca, essa não será a primeira vez que Lula desenvolve um programa com esse objetivo.
Em 2009, durante o seu segundo mandato, o presidente lançou um programa que reduziu o IPI Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre quatro itens dessa categoria: geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas e tanquinhos.
Na época, o Ministério da Fazenda, chefiado por Guido Mantega, concedeu as reduções do IPI durante um período de três meses, no seguinte esquema:
o imposto sobre geladeiras caiu de 15% para 5%;
o imposto sobre fogões caiu de 5% para zero;
o imposto para máquinas de lavar roupas caiu de 20% para 10%;
e o imposto para tanquinhos caiu de 10% para zero.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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