Política
Saiba quem é o senador Fabiano Contarato, eleito presidente da CPI do Crime Organizado
O senador Fabiano Contarato (PT-ES), foi eleito nesta terça-feira (4) presidente eleito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal.
Parlamentares escolhem Fabiano Contarato para presidente da CPI do crime organizado
🔎 A CPI do Crime Organizado foi instalada em meio à repercussão da operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos na semana passada.
A comissão deve funcionar por 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 60, e pretende:
investigar a estrutura e expansão de facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) e de milícias;
investigar fontes de financiamento e lavagem de dinheiro;
apurar o domínio territorial e prisional das organizações;
investigar conexões regionais e transnacionais;
identificar atuação e possível infiltração no poder público; e
apontar mudanças legislativas.
O início dos trabalhos da comissão ocorre em meio à disputa entre o governo e a oposição por protagonismo nas pautas relacionadas à segurança diante da pressão da opinião pública por respostas à expansão das organizações criminosas no país.
“Que fique claro: eu não apoio a barbárie, não apoio ações violentas ou desumanas. Mas também não podemos, de dentro de nossas casas seguras, bem alimentados e distantes das balas, romantizar a vida de quem precisa seguir as leis de criminosos para se manter vivo”, afirmou Contarato.
CPI do Crime Organizado é a mais recente tentativa do Congresso assumir liderança do debate público
“Essa realidade exige compromisso sério de enfrentamento. O combate ao crime organizado só será eficaz se for contínuo e progressivo. Não pode se amparar em ações isoladas. O Estado precisa retomar o controle das comunidades, oferecer emprego”, completou o parlamentar do PT após ser eleito presidente da CPI.
Quem é Fabiano Contarato?
Com 59 anos e natural de Nova Venécia (ES), no interior do estado, Contarato é professor, palestrante, ativista humanitário e delegado da Polícia Civil desde 1992.
O senador é graduado em direito pela Universidade Vila Velha (UVV), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Gama Filho (UGF) do Estado do Rio de Janeiro, e especialista em Impactos da Violência na Escola pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Na Polícia Civil, ele comandou a delegacia da Delitos de Trânsito por mais de 10 anos. Também assumiu a direção geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), e atuou como de Corregedor Geral do Estado, na Secretaria de Estado de Controle e Transparência (SECONT/ES).
Contarato foi o candidato que mais recebeu votos para a vaga de senador pelo estado do Espírito Santo em 2018. Ele ficou a frente dos outros dois atuais colegas de mandato pelo estado, Marcos do Val (Podemos-ES) e Magno Malta (PL-ES) – o último eleito em 2022.
Fabiano Contarato foi o candidato ao Senado mais votado no Espírito Santo em 2018.
Reprodução/TV Gazeta
Mudanças partidárias
Apesar de atualmente ser um senador da base do governo, a vida política de Contarato começou em outubro de 2013, quando se filiou ao Partido Liberal (PL) do Espírito Santo.
O senador ficou no partido por dois anos, quando decidiu migrar para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em 2015. Foram dois anos e meio filiado ao PSDB até que em abril de 2018 ele se mudou para Rede Sustentabilidade (REDE).
Foi pelo partido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que Contarato foi eleito para o cargo de senador da República, seu primeiro cargo político na carreira.
Ele se manteve no Rede Sustentabilidade mesmo com a perda de força da legenda no Senado e foi o penúltimo a deixar o partido, que hoje não tem mais representantes na casa.
Fabiano Contarato (PT-ES), eleito presidente da CPI do Crime Organizado
Reprodução/TV Senado
Em janeiro de 2022, Contarato se filiou ao Partido dos Trabalhadores, legenda em que está desde então.
Participação no Senado
O senador já comandou por três vezes a Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal. A primeira, entre 2019 e 2020, como presidente. Entre 2023 e 2024 foi vice-presidente da comissão e no começo deste ano foi reeleito como presidente. Ele também foi líder do PT no Senado em 2024.
A principal área de atuação do senador, no entanto, é a segurança pública. Dentro do tema, ele é visto por colegas como uma linha mais dura dentre os integrantes da base do governo e em algumas vezes é um voto contrário ao do partido, como no projeto que acaba com a saída temporária dos presos, conhecida como “saidinha”, em feriados e datas comemorativas, como Dia das Mães e Natal.
O governo liberou a bancada para votar como quisesse. Contarato, então líder do PT na Casa, se juntou a dois outros senadores do partido e ao líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), no apoio ao texto. Os demais foram contrários ou preferiram não votar para não deixar um voto registrado no tema.
Contarato também apresentou um pacote de propostas para endurecer a segurança pública no começo deste ano. Ao todo, foram 12 projetos dele que tramitam no Congresso.
Entre eles, estão:
➡️ Transformar as guardas em um poder ostensivo, como o de outras polícias;
➡️ Transformar corrupção e peculato (desvio de dinheiro público) em crimes hediondos, sem direito a fiança, indulto ou anistia, e consequente aumento total do tempo de pena;
➡️Acabar com acordos para escapar da condenação em crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro;
➡️Aumentar a pena para prefeitos e vereadores que desviam bens públicos, podendo chegar a 12 anos de prisão;
➡️Aumentar pena para crimes graves como: estupro de vulnerável, exploração sexual de menor, pornografia infantil e tráfico de drogas;
➡️Aumentar o tempo de internação para adolescentes em conflito com a Lei, de 3 para, no mínimo, 5 anos, podendo chegar a 10 em caso de crimes hediondos;
➡️Prever indenização às famílias de policiais mortos ou inválidos em serviço;
➡️Criar programa de apoio psicológico para policiais e seus familiares;
➡️Obrigar plataformas de comércio eletrônico a coibir a receptação de bens, produtos ou mercadorias;
➡️Exigir mais rigor no cumprimento de penas, punindo com mais severidade quem receber falta grave, diminuindo o tempo de redução por dia trabalhado e aumentando o prazo para a prescrição de crime cometido por menores de 21 anos.
Homofobia
A trajetória de Contarato no Senado Federal ainda ficou marcada por um episódio de homofobia que ocorreu durante a CPI da Covid, que investigava a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.
Em uma das sessões de depoimento, o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury, atacou o senador em uma publicação em rede social após um erro ortográfico cometido pelo senador, também em uma publicação em rede social.
“O delegado [Contarato], homossexual assumido, talvez estivesse pensando no perfume de alguma pessoa ali daquele plenário… Quem seria o ‘perfumado’ que lhe cativou?”, escreveu o empresário bolsonarista.
‘Orientação sexual não define o caráter’, diz Fabiano Contarato
Contarato, que é casado com um homem e tem dois filhos, disse para Fakhoury:
“O senhor não é um adolescente. O senhor é casado, tem filhos. A sua família não é melhor que a minha”, afirmou o senador.
E finalizou:
“Eu aprendi que a orientação sexual não define caráter, a cor da pele não define o caráter, poder aquisitivo não define caráter. […] Eu sonho com o dia em que eu não vou ser julgado por minha orientação sexual. Sonho com o dia em que meus filhos não serão julgados por ser negros. Eu sonho com um dia em que minha irmã não vai ser julgada por ser mulher e que o meu pai não será julgado por ser idoso”, declarou o senador.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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