Economia
Santos e Salvador são as cidades com mais mulheres; Balbinos e Lavínia, em SP, as com mais homens: ranking
Considerando a população total, o país tem 94 homens pra cada 100 mulheres. Novos dados do Censo 2022 foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. g1 Censo 2022:Brasil mais velho e mais feminino
Novos dados do Censo de 2022 divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27) apontam que o Brasil é um país majoritariamente feminino. Da população total de 203 milhões de habitantes, 104,5 milhões são mulheres e 98,5 milhões são homens, o que representa uma proporção de 94 homens para cada 100 mulheres.
Brasil está cada vez mais feminino e envelhece mais rápido, mostra Censo
Santos, no litoral de São Paulo, é a cidade brasileira com maior percentual de mulheres em relação aos homens: elas são 54,7% da população total.
Capitais como Salvador (BA), Aracaju (SE), Recife (PE), Porto Alegre e Vitória (ES) também aparecem na lista das dez cidades com maior proporção de mulheres do país. Veja o ranking abaixo:
As cidades com mais homens
Do lado oposto, Balbinos (SP) é a cidade do país com a maior proporção de homens em relação às mulheres: 81,6% da população é masculina. Assim como os outros municípios que encabeçam o ranking, Balbinos tem poucos habitantes.
Chama atenção também a presença de grandes presídios nestas cidades, o que pode alterar artificialmente o total de homens na população residente. Veja o ranking abaixo:
Municípios menores têm mais homens
Estados com mais homens
As mulheres são maioria em todas as regiões do país. No entanto, quatro estados fogem à regra nacional e têm um número maior de homens: Mato Grosso, Roraima, Tocantins e Acre.
No caso do Acre, a diferença é muito pequena: são apenas 646 homens a mais, o que faz com que o percentual seja de 50% para ambos os sexos.
Já Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco e Sergipe lideram entre os estados com o maior percentual de mulheres em relação aos homens.
Veja o ranking com todos os estados:
Sexo por estado do país
O que explica a maioria feminina?
Os dados do Censo apontam que a população feminina está aumentando de forma constante no país nas últimas décadas. Em 1980, o país tinha 98,7 homens para cada 100 mulheres. Agora, em 2022, são 94,2 homens para cada 100 mulheres.
Em números absolutos, o Brasil tem, atualmente, cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no total da população.
A maior quantidade de mulheres é explicada historicamente pelas maiores taxas de mortalidade entre os homens, segundo o IBGE. A última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que 91,4% das mortes violentas intencionais no país vitimam homens, enquanto 8,6% vitimam mulheres.
Até os 24 anos, os homens são maioria entre a população brasileira. A partir deste momento, as mulheres passam a ser maioria. Isso acontece por conta da “sobremortalidade masculina, mais intensa na juventude”.
Segundo o IBGE, há uma relação entre o tamanho dos municípios e a distribuição de sexo da população: municípios menores são mais masculinos, e municípios maiores são mais femininos.
O instituto afirma que isso acontece por conta de uma série de fatores, como migrações e índices de envelhecimento. Municípios menores, por exemplo, costumam oferecer serviços historicamente mais masculinos (trabalhos agrícolas, extração mineral, entre outros). À medida que as cidades crescem, aumenta também a oferta de serviços, o que acaba atraindo e retendo mais mulheres.
A “razão de sexo” é o índice utilizado pelo IBGE para calcular a proporção de quantos homens há mais que mulheres em determinada localidade, e vice-versa. Ele é calculado pela divisão de homens por mulheres multiplicado por 100. Se a razão for maior que 100, há um número maior de homens. Se for abaixo de 100, há um número maior de mulheres.
Os municípios brasileiros com até 5 mil habitantes possuem razão de sexo de 102,3. Ou seja, têm 102 homens para cada 100 mulheres. Já as cidades com mais de 500 mil habitantes apresentam razão de 88,9, o que representa aproximadamente 89 homens para cada 100 mulheres. Veja no gráfico abaixo:
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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