Economia
Seca: governo determina que ONS elabore plano para garantir fornecimento de energia até 2026
Silveira disse que pediu um plano de contingência para o verão de 2024, ‘já com olhos ao planejamento energético do ano que vem’. A retomada do horário de verão é uma possibilidade estudada. Ribeirinhos carregam galões de água enquanto atravessam bancos de areia do rio Madeira até a comunidade Paraizinho, em meio à pior seca da história. Humaitá, Amazonas
Bruno Kelly/Reuters
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elabore, em até 30 dias, um plano para garantir o fornecimento de energia entre 2024 e 2026.
A determinação consta em ofício obtido assinado por Silveira na última sexta-feira (6), ao qual o g1 teve acesso.
A medida já havia sido antecipada pelo ministério, depois de reunião com o ONS no último dia 3.
Segundo o documento, o ONS deve apresentar um plano para garantir o fornecimento no Sistema Interligado Nacional (SIN) e no sistema de Roraima — único que não está conectado ao restante do país.
“Além disso, destaco que o Plano deve conter, entre outras, propostas de medidas concretas, para cada ano, a serem adotadas pelas instituições que compõem o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico”, diz o ofício.
O ministro também pediu que a primeira reunião para elaboração do plano ocorra até esta sexta-feira (13).
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A jornalistas nesta quinta-feira (12), Silveira disse que pediu um plano de contingência para o verão de 2024, “já com olhos ao planejamento energético do ano que vem”.
O ministro ressaltou a volta do horário de verão como uma das medidas que podem surgir desse plano. “É uma possibilidade real, mas não é um fato”, disse.
“Ele [o horário de verão] tem implicações não só energéticas, tem implicações econômicas. Até agora, todos os dados de pesquisas anteriores são positivos, fomenta a economia em diversos setores do Brasil, turismo, bares, restaurantes e muitos setores importantes. É importante para diminuir o despacho de térmicas nos horários de ponta, mas é uma das medidas”, concluiu.
Retomada do horário de verão
Na quarta-feira (11), em entrevista a jornalistas, o ministro já tinha confirmado que a proposta estava na pauta do governo.
Entretanto, segundo apurou o g1, ela é encarada como uma decisão política do governo, e não técnica.
Isso porque a retomada do horário de verão não traz uma economia significativa de energia. Na verdade, a mudança se dá no horário em que as pessoas consomem mais.
Dessa forma, a medida poderia ajudar a operação do sistema elétrico ao deslocar o pico de consumo, que costuma ocorrer no início da noite.
Nesse horário, a geração de energia solar cai por causa da falta de sol. Ao mesmo tempo, a geração eólica sobe porque há maior incidência de ventos à noite e em determinadas épocas do ano.
No intervalo entre a queda da solar e o aumento da eólica, há um pico de consumo que precisa ser suprido por energia hidrelétrica ou térmica.
Com a redução dos reservatórios e menor geração por usinas hidrelétrica, por causa da seca, é necessário acionar mais termelétricas — caras e que poluem mais — para atender ao pico de consumo.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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