Economia
‘Sem dinheiro nem para sobreviver’: os agricultores que perderam tudo com as chuvas no RS
Um ano após a tragédia, Globo Rural voltou ao estado para ver como estão os produtores gaúchos. ‘Sem dinheiro para sobreviver’, diz agricultor que perdeu tudo com as chuvas no RS
Há um ano, o Rio Grande do Sul vivia a pior catástrofe climática da sua história. No campo, as perdas causadas pelas chuvas que atingiram quase todo o estado foram imensas. O Globo Rural voltou ao estado para ver como estão os agricultores gaúchos depois da enchente de maio de 2024.
Dívidas, perda da moradia e doenças psicológicas são algumas das sequelas que a tragédia deixou na vida dos produtores rurais do estado. Apesar disso tudo, eles ainda buscam reconstruir suas lavouras.
Conheça as histórias a seguir.
Dificuldade em reconstruir
Na região metropolitana de Porto Alegre, que concentra a maior produção de arroz orgânico do Brasil, as lavouras são cultivadas por agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em Eldorado do Sul, seu Otavino não pôde voltar para casa, que foi condenada após as chuvas e corre risco de desabar. Atualmente, o agricultor mora em uma cabana usada anteriormente como galpão.
“Me sinto quase que na rua, sem poder habitar um lugar que levei uma vida para construir”, relata.
Na lavoura de arroz, a máquina funciona aos trancos. Os defeitos começaram depois que ela foi submersa pela enchente. Para comprar uma nova, o agricultor precisaria de cerca de R$ 2 milhões.
“Não tenho [dinheiro] nem para sobreviver, quem dirá para comprar uma máquina”, afirma.
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Sequelas psicológicas
Agricultores sofrem com síndrome pós-traumática depois de enchentes no RS
Além das perdas materiais, os agricultores que buscam permanecer na lavoura após as chuvas também precisam lidar com as sequelas psicológicas causadas pelo desastre.
É o caso de Iris e Ricardo, que moram em Muçum. O casal criava vacas de leite, porcos, ovelhas e cultivava milho e soja.
“Eu não gosto de olhar para o rio. É uma sensação de pavor. Parece que ele vem assombrar a gente”, afirma Iris.
Já Ricardo desenvolveu crises de ansiedade e teve sintomas de síndrome pós-traumática, como tontura e falta de ar.
Abandono do campo
Após chuvas no RS, agricultores precisaram vender propriedades por causa de dívidas
Como visitantes, Clair e Telmo voltam para a propriedade que antes era deles. Após as enchentes, eles precisaram vender a terra para quitar dívidas. O imóvel, que já tinha sido avaliado em R$ 3 milhões, foi vendido por R$ 1 milhão.
Da propriedade de 11 hectares, eles foram morar em um apartamento com cerca de 70 metros quadrados.
O casal tinha lavoura de grãos e criava vacas e suínos em Arroio do Meio. De 971 suínos, apenas 105 sobreviveram à enchente.
“Eu não tenho mais a roça, que eu amava muito”, diz Clair. Hoje, ela trabalha fazendo faxina.
Já Telmo se tornou secretário de agricultura de Arroio do Meio. “A gente saiu da roça, mas a roça não sai da gente”, afirma.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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