Política
Senado discute novo Código Eleitoral; entenda o que pode mudar
Projeto inclui novas regras para igualdade de gênero, uso de IA e combate a fake news, e incorpora ‘minirreforma’ paralisada desde 2023. Mudanças só valem em 2026 se forem aprovadas até outubro. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado começou a discutir nesta quarta-feira (2) o projeto que cria um novo Código Eleitoral.
Uma versão anterior do texto já foi aprovado pela Câmara em 2021. Relator atual, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) fez uma série de mudanças e entregou uma nova versão nesta quarta.
Castro pretendia ler o relatório na sessão da CCJ desta quarta, mas enfrentou resistência dos colegas – que pediram mais tempo para analisar e discutir o texto.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), definiu que haverá audiências públicas antes que o relatório seja lido e votado. Serão, pelo menos, três reuniões com convidados sugeridos pelos senadores do colegiado.
Castro trabalha para concluir a análise do projeto, no Senado e na Câmara, antes de outubro — prazo limite para que as novas regras entrem em vigor já nas eleições de 2026.
O Novo Código Eleitoral consolida, atualiza e unifica, em uma só lei, diversas outras normas eleitorais espalhadas em leis vigentes. É, portanto, um apanhado de legislações eleitorais.
Urna eletrônicam em imagem de arquivo
Giuliano Gomes/PR Press
Na nova versão, Marcelo Castro incluiu pontos que a Câmara tinha aprovado em uma “minirreforma eleitoral” em 2023 – e que até hoje não foram analisados pelo Senado.
Em razão do número de mudanças, esse novo Código Eleitoral terá de passar por uma nova análise da Câmara se for aprovado no Senado.
A principal mudança introduzida pelo senador é a criação de uma cota de 20% de assentos para mulheres na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais.
O texto ainda prevê que, se o índice não for alcançado, candidatos homens serão trocados por mulheres. E, se não for possível, uma nova eleição pode ser convocada.
Ainda no tema da igualdade de gênero, o projeto:
mantém as atuais cotas de recursos públicos para candidaturas femininas;
propõe autorizar partidos a gastar recursos de campanha para pagar babás, creches e escolas de filhos, com até seis anos de idade, de candidatas ao longo do período eleitoral.
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O relator também propõe deixar claro que conteúdos produzidos por inteligência artificial ou manipulados deverão ser, nas campanhas eleitorais, “explicitamente identificados”.
Outra novidade é a unificação do prazo de desincompatibilização de cargos para disputar eleições. De forma geral, o limite para que um agente público deixe o cargo será fixado em 2 de abril do ano do pleito. Haverá exceções.
Hoje, os prazos são diferentes para cada função e variam entre três meses a seis meses da eleição.
Para militares, juízes, policiais e membros do MP, a regra será outra. Se quiserem disputar eleições, eles terão de se afastar do cargo quatro anos antes da disputa eleitoral.
Segundo o senador Marcelo Castro, o texto representa um “avanço institucional” e uma contribuição “enorme para a democracia brasileira”. A construção do parecer, segundo ele, contou com a participação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Ministério Público Federal e de partidos.
Além dessas mudanças, outras também foram propostas por Castro. Confira a seguir:
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Mulheres
O parecer de Marcelo Castro restringe as punições da Justiça Eleitoral a fraudes nas cotas de candidaturas femininas — que tem de ser de, no mínimo, 30%.
O texto diz que tribunais eleitorais não poderão aplicar, por exemplo, a cassação de chapas de partidos que não cumprirem a cota ou que a Justiça Eleitoral considerar fraudulenta.
TSE
O projeto derruba e modifica uma série de trechos aprovados pelos deputados que poderiam impactar nas funções do Tribunal Superior Eleitoral.
Em uma primeira mudança, o texto mantém consultas — mecanismo utilizado para que o TSE se manifeste e estabeleça acerca de determinado tema —, mas determina limites para anos eleitorais. Segundo o projeto, para que os entendimentos sejam aplicados nos pleitos, as consultas terão de ser respondidas até 5 de março.
A proposta de Marcelo Castro derruba um mecanismo introduzido pela Câmara que permitia ao Congresso derrubar resoluções e outras normas do TSE, quando parlamentares acharem que os textos extrapolaram os limites do tribunal.
Segundo o senador, a medida seria “flagrante inconstitucionalidade”.
Castro também derruba um trecho que determinava que qualquer mudança e introdução de novas tecnologias de votação teriam de ser aprovadas pelo Congresso.
Urnas eletrônicas
Em seu parecer, o senador também retirou o Conselho Nacional de Justiça, as Forças Armadas e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia da lista de entidades fiscalizadoras do sistema eleitoral.
Também exclui trechos que determinam, explicitamente, quais auditorias o TSE deverá realizar no processo eleitoral.
Segundo o senador, a medida foi excluída porque cabe ao próprio tribunal “aferir, consoante suas competências constitucionais e legais, a conveniência, exequibilidade, viabilidade e efetividade das medidas projetadas”.
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Nova multa para eleitores
O projeto eleva para R$ 5 a multa para quem não se justificar e deixar de votar. Atualmente, o eleitor que se ausenta deve pagar R$ 3,51 por turno.
O não pagamento ou as consecutivas ausências injustificadas nas eleições podem levar ao cancelamento do título de eleitor.
Melhorias ao projeto da Câmara
O relator retirou um trecho, introduzido pela Câmara, que poderia restringir o direito ao voto de indígenas e quilombolas, estabelecendo que somente aqueles que se alfabetizarem deveriam tirar título de eleitor.
Marcelo Castro derrubou um trecho do projeto aprovado na câmara que estabelecia que as contratações de funcionários por partidos políticos não poderiam mais ser feitas pelo regime da CLT.
Os deputados aprovaram uma medida que estabelecia que os postos em partidos passariam a seguir as regras do serviço público, mais especificamente aos cargos em comissão ou de natureza especial. Castro argumentou que a mudança no regime seria inconstitucional.
O senador também derrubou texto dos deputados que autorizava empresas a doar dinheiro para custear as despesas mensais de manutenção de partidos políticos.
Transporte gratuito
O parecer de Marcelo Castro propõe colocar em lei que deverá haver transporte gratuito em dias de eleição.
O texto consolida decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Fake news nas eleições
O projeto proíbe a disseminação de fatos “sabidamente inverídicos” para atrapalhar o processo eleitoral.
O texto também estabelece que, se uma plataforma não cumprir ordem judicial para retirar conteúdos das redes, a empresa poderá ter de arcar com a multa aplicada ao candidato punido.
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Moderação de conteúdo na internet
A proposta permite a moderação de conteúdo, pelas próprias plataformas, para derrubar publicações que infringem leis ou os termos de uso das redes.
Segundo o texto, essas ações não poderão ser entendidas como “controle editorial”.
Disparos de mensagens
O parecer de Marcelo Castro proíbe disparos de mensagens em massa. O uso dessas ferramentas poderá levar a punições.
Segundo o texto, não serão considerados disparos em massa o envio de mensagens a pessoas que solicitaram anteriormente ou aquelas feitas num relacionamento pessoal.
Pesquisas eleitorais
O projeto determina que pesquisas eleitorais terão de ter um índice de confiança. Elas terão de ser divulgadas sempre com esse indicador, que levará em conta os acertos dos institutos de pesquisa na eleição anterior.
O texto também permite a realização de pesquisas no dia anterior às eleições e a divulgação de levantamentos no dia das eleições.
Gastos eleitorais
Além de permitir o uso de recursos de campanha para pagar babás e escolas de filhos de candidatas, a proposta também prevê que será possível usar recursos públicos para contratar seguranças pessoais a candidatos ameaçados.
Prestação de contas
Marcelo Castro propõe criar um mecanismo que encaminha a aprovação de contas de campanhas e partidos caso haja demora na análise pela Justiça Eleitoral.
O texto prevê que, se não houver manifestação do órgão técnico da Justiça Eleitoral em 360 dias, as contas receberão parecer técnico favorável. Ainda assim, será necessário que o plenário das Cortes Eleitorais aprovem.
O prazo é menor do que o que havia sido sugerido pela Câmara em 2021 — os deputados queriam que o limite fosse de 180 dias e que as contas fossem consideradas aprovadas diretamente.
Além disso, o parecer determina que os pareceres técnicos tratem somente de questões “estritamente formais, sendo vedado tecer considerações” sobre condutas de políticos.
A proposta mantém entendimento da Justiça Eleitoral de aprovação a contas que tenham percentual de irregularidades não superior a 10% do fundo partidário, desde que seja comprovada “ausência de má-fé”.
O relator exclui obrigação de serem informados os passageiros de voos fretados por partidos em campanha. Continua, no entanto, a obrigação de apresentar, entre outras coisas, notas fiscais.
No aluguel de aeronaves e embarcações, Marcelo Castro sugere estabelecer que esses gastos não superem 20% do total de gastos de campanha. Isso, segundo o senador, evitaria a “desigualdade excessiva entre os gastos de candidatos adversários”.
Contas de fundações e institutos
A proposta de Marcelo Castro mantém a obrigação de que fundações e institutos vinculados a partidos prestem contas.
Para isso, determina que o TSE deverá, em até 180 dias após a sanção do projeto, editar regras e sistemas específicos para isso.
Doações
O texto de Marcelo Castro flexibiliza a regra para doações em campanhas. Hoje, pessoas físicas podem doar valor equivalente a 10% da sua renda bruta anual declarada à Receita Federal.
Pela proposta de Castro, os 10% seguirão. Mas será assegurado a qualquer pessoa doar até R$ 2.855,97 — mesmo que isso seja superior ao limite definido com base na renda bruta anual.
Também há uma mudança no limite de dinheiro que candidatos podem doar para as próprias campanhas. Hoje, o teto é de até 10% dos limites previstos para gastos com candidaturas de determinados cargos.
O projeto estabelece, porém, que esse teto poderá crescer para até 30% se o valor máximo de gastos em determinada campanha for igual ou inferior a R$ 120 mil.
Moedas virtuais
A proposta de Castro proíbe o uso de moedas virtuais para pagar gastos de campanhas. Também proíbe o uso de cartões pré-pagos.
Mudanças nas federações
O projeto estabelece que partidos que entrarem, depois de ocorridas eleições, em uma federação já existente não poderão ter seus resultados somados ao restante da aliança para os critérios de distribuição de recursos públicos de manutenção de legendas e de tempo de rádio e TV.
Também determina que, dentro do Legislativo, federações formadas antes das eleições não terão qualquer efeito interno. A aliança somente será reconhecida pelas Casas após o primeiro pleito da federação.
Marcelo Castro também propõe incluir uma nova punição a partidos que não seguem as regras das federações.
Ele propõe determinar que, além das punições já existentes para partidos que deixam federações antes do prazo mínimo de quatro anos, a sigla que deixar a aliança também perderá direito a inserções comerciais em TV e rádio.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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