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Política

Simone Tebet confirma chapa feminina à Presidência com Mara Gabrilli, do PSDB, como vice

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Anúncio desta terça (2) acontece após conversas entre as candidatas e os presidentes dos três partidos da aliança (MDB, PSDB e Cidadania), em São Paulo. Tetraplégica, Gabrilli é senadora desde 2018. Antes disso havia sido deputada federal e vereadora na capital paulista. A senadora Simone Tebet (MDB) anuncia Mara Gabrilli (PSDB) como vice da chapa que concorrerá à Presidência da República em outubro.
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A senadora Simone Tebet, candidata do MDB à Presidência da República, confirmou na manhã desta terça-feira (2) a também senadora Mara Gabrilli (PSDB) como sua vice na chapa que disputará a eleição de outubro.
O anúncio foi feito na cidade de São Paulo, após conversas entre as duas candidatas e os presidentes dos três partidos da aliança – Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Roberto Freire (Cidadania) – e o senador Tasso Jereissati (PSDB).
“Eu tinha dúvida, Mara, se uma chapa 100% feminina seria aceita. Que bom que as [pesquisas] qualitativas mostraram que homens e mulheres estão prontos para votar nessa chapa. E quando fiz o convite para você, esperando que você fosse dizer ‘vou pensar um pouquinho, eu tenho algumas limitações’, Mara disse, na sua generosidade, ‘Simone, que honra. Como vai ser bom falar para o Brasil da nossa causa e da nossa luta’”, afirmou Tebet.
Deficiente física, Mara Cristina Gabrilli é psicóloga e publicitária de formação, e foi eleita senadora por São Paulo em 2018. Antes disso, havia sido deputada federal e vereadora na capital paulista.
Eleições 2022: quem são os candidatos à Presidência da República
Painel de coletiva do PSDB anuncia a senadora Mara Gabrilli como vice de Simone Tebet (MDB) na chapa que concorre à Presidência da República.
Phillipe Guedes/TV Globo
A informação da indicação da tucana na chapa de Tebet havia sido antecipada pelo repórter Ricardo Abreu no blog do Camarotti na segunda (1º). Pouco depois, em evento na Fiesp com presidenciáveis, Tebet disse que teria uma chapa puramente feminina, mas não mencionou quem seria a candidata.
“É por isso que eu quero aqui anunciar para as senhoras e aos senhores, que pela vez, provavelmente a primeira vez na história da República do Brasil, nós teremos uma chapa pura para candidato à Presidência da República. A minha vice será mulher”, disse.
Apesar de Tebet falar em ineditismo em uma chama puramente formada por mulheres, o PSTU anunciou no sábado (30) uma candidatura exclusivamente feminina para a Presidência, com Vera Lúcia como cabeça de chapa e a indígena Kunã Yporã no posto de vice.
A senadora Mara Gabrilli (PSDB) discurso no evento que foi indicada vice na chapa de Simone Tebet (MDB).
Reprodução/TV Globo
Tetraplégica desde 1994 após quebrar o pescoço em um acidente de carro, Mara Gabrilli destacou a representatividade das pessoas com deficiência na disputa presidencial deste ano, algo inédito após redemocratização do País.
“A riqueza do Brasil é a diversidade da população. E quem desdenha isso não merece ir adiante. (…) Um estado ou um país que é bom para a pessoa com deficiência, ele é maravilhoso para as pessoas normais. Sou uma pessoa que tem compromisso com a justiça social, com o combate à fome. Conte comigo e com a minha devoção para mudar o país”, disse Mara Gabrilli nesta terça (2).
A senadora tucana também criticou indiretamente o presidente Jair Bolsonaro (PL), adversário da chapa na eleição de outubro, a quem chamou de alguém que “desdenha do próprio país”.
“Fico muito arrasada, triste, de ver um governo desdenhando a população negra, as mulheres, as meninas, a população indígena, a população LGBTQIA+. Desdenhando aquele que tem uma deficiência ou doença rara, desdenhando idosos. É impossível de conviver com uma situação dessas. Desdenhar do nosso próprio país”, declarou.
Caciques justificam escolha
As lideranças dos partidos que formam a coligação de Simone Tebet justificaram a escolha de duas mulheres para a chapa como uma forma de “devolver ao Brasil a alegria da vida pública” após os episódios de violência que têm sido registrados na atual disputa ao Planalto.
“O Brasil vive talvez o momento mais difícil da sua história. Nós temos o Brasil dividido e a eleição deixou de ser uma festa e virou uma guerra de ódio, com ameaças constantes à nossa democracia e às nossas instituições. Nós não podemos aceitar isso como nosso destino. Reunimos aqui [nessa chapa] o que temos de melhor para devolver ao Brasil a alegria da vida pública”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB) ao falar da união das duas colegas nesta terça (2).
O presidente do PSDB, Bruno Araújo, participa do anúncio de Mara Gabrilli como vice de Simone Tebet, em São Paulo.
Reprodução/TV Globo
O nome de Gabrilli vem à tona após o próprio Jereissati desistir de integrar a composição. O martelo sobre a nova vice foi batido na segunda à noite, em reunião entre os caciques da coligação, que avaliavam também os nomes de outras duas mulheres: a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e a candidata tucana ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra.
“Nós estamos com duas mulheres que não estão para compor cenário, mas para mudar a história”, disse o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire.
O presidente nacional do MDB afirmou que a escolha de duas mulheres da aliança é para “pacificar o país” e acabar com a “política de ódio que domina atualmente a eleição”.
“Quanto a gente escolhe um presidente porque não gosta do outro, a gente não tem perspectiva de vida melhor. É muito ruim para o país. Por isso que trabalhamos incansavelmente para chegar no dia de hoje para apresentar uma chapa completa e inclusiva, que respeita a todos e que vai mostrar que a educação é a característica dos brasileiros. Com amor, a Simone e a Mara vão devolver ao Brasil a esperança de um futuro melhor”, declarou Baleia Rossi.
Durante sua fala na Fiesp na segunda (1), Simone Tebet disse que teve de “enfrentar caciques do nosso partido” para confirmar sua candidatura. Ela criticou um grupo de lideranças do MDB que declarou apoio ainda no 1º turno ao ex-presidente Lula, candidato do PT.
“Não é fácil para uma mulher enfrentar o meu partido, o maior partido do Brasil, quando outros candidatos querem nos puxar o tapete. ‘Vamos tirar Simone porque queremos ganhar no primeiro turno’, ‘Vamos tirar Simone porque ela pode ser competitiva'”, afirmou Tebet.
As senadoras Simone Tebet e Mara Gabrilli participam de evento em SP para anúncio da vice na chapa da aliança MDB, PSDB e Cidadania.
Reprodução/TV Globo
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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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