Economia
Subir ou não subir? Fed enfrenta dilema em meio a temores de crise bancária
Jerome Powell, e seus colegas precisam responder em tempo real à turbulência no sistema bancário após o colapso de dois grandes bancos regionais dos Estados Unidos e reguladores suíços tendo que prometer assistência ao Credit Suisse. Presidente do FED Jerome Powell
Evelyn Rockstein/Reuters
Faltando apenas seis dias para as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) se reunirem em Washington, a decisão que tomarão sobre os juros agora e nos próximos meses é uma dúvida, enquanto investidores e economistas de Wall Street tentam adivinhar o que o BC fará.
Ao longo do ano passado, a liderança do Fed fez de tudo para sinalizar suas intenções de elevar os juros com o objetivo de conter a inflação alta, contando com um fluxo constante de divulgações de dados econômicos para orientar suas ações.
Mas agora o chair do Fed, Jerome Powell, e seus colegas precisam responder em tempo real à turbulência no sistema bancário após o colapso de dois grandes bancos regionais dos Estados Unidos e reguladores suíços tendo que prometer assistência ao Credit Suisse, desenvolvimentos que estão remodelando as condições financeiras domésticas e internacionais diariamente.
E tudo está se desenrolando durante o período de silêncio das autoridades antes da reunião do Fed, que impede os membros de oferecer clareza de forma pública sobre sua avaliação da situação e seu efeito nas decisões de política monetária.
Fechamento de 2 bancos em 3 dias nos EUA coloca mercado financeiro internacional em alerta
Foi apenas na semana passada que Powell sinalizou que o banco central pode acelerar sua campanha de aumento de juros diante da inflação persistente. Os operadores passaram a precificar uma alta de 0,5 ponto percentual nos juros na reunião do Fed de 21 a 22 de março, de sua faixa atual de 4,5% a 4,75%.
Os operadores agora veem a próxima semana como um dilema entre uma alta de 0,25 ponto percentual e uma pausa, com cortes de juros vistos como prováveis nos próximos meses, já que a turbulência no Credit Suisse renovou os temores de uma crise bancária que poderia paralisar a economia dos EUA.
Os analistas também procuraram entender os eventos repentinos, incluindo a falência do Silicon Bank Valley na sexta-feira, a criação no fim de semana de uma proteção emergencial do Fed para o setor bancário, novos dados mostrando progresso lento na luta contra a inflação e uma queda nas ações de bancos na quarta-feira.
“Acho que eles realmente aumentam 25 pontos-base na próxima semana”, disse Thomas Simmons, da Jefferies. “Eles precisam continuar lutando contra a inflação para manter a credibilidade, e uma pausa aqui nesses níveis não vai estancar o sangramento nos mercados.”
Ações do Credit Suisse disparam com promessa de ajuda
O ex-presidente do Fed de Boston Eric Rosengren tem uma opinião diferente.
“Crises financeiras criam destruição de demanda”, disse Rosengren no Twitter. “Os bancos reduzem a disponibilidade de crédito, os consumidores adiam grandes compras, as empresas adiam gastos. Os juros devem parar até que o grau de destruição da demanda possa ser avaliado.”
No fundo, a incerteza sobre o próximo movimento do Fed se resume à dificuldade de saber com que rapidez e profundidade a atual turbulência no setor bancário se espalhará pela economia real.
Afinal, os aumentos de juros do Fed são projetados para desacelerar a economia, e por meses algumas autoridades expressaram perplexidade sobre porque, após um aperto monetário tão agressivo, havia tão pouco disso para ver além do setor imobiliário fortemente atingido.
Na próxima semana, o Fed publicará novas projeções para a trajetória futura da taxa de referência dos EUA. Em dezembro, as autoridades previram que chegaria a 5,1% e, na semana passada, os operadores esperavam que subisse acima de 5,5%.
Agora, espera-se uma alta adicional ou nenhum aumento pelo Fed, e em seguida uma série de cortes que deixaria a taxa abaixo de 4% ao final do ano.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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