Economia
Sucessão bilionária: Rupert Murdoch vai a tribunal para garantir controle da Fox para Lachlan
Filho já dirige a empresa e é o presidente da News Corp, holding de mídia da família. Ele é visto como ideologicamente alinhado com seu pai conservador. Rupert Murdoch, magnata da mídia, deixa sua casa em Londres, em 2016
REUTERS/Stefan Wermuth/File Photo
Uma disputa pelo controle do império global de mídia de Rupert Murdoch começa nesta segunda-feira (16) em um tribunal de Reno, Nevada, onde um juiz irá considerar a questão contenciosa da sucessão.
Murdoch, de 93 anos, está tentando alterar os termos do trust familiar — que detém participações significativas na Fox (controladora da Fox News) e na News Corp, proprietária do jornal The Wall Street Journal.
O bilionário busca garantir que, após sua morte, as empresas de mídia permaneçam sob o controle de seu filho mais velho, Lachlan Murdoch, de acordo com o jornal “The New York Times”, que obteve um documento judicial detalhando o drama da sucessão.
Uma audiência para determinar se Murdoch está agindo de boa-fé ocorrerá no tribunal de sucessões, onde os procedimentos são fechados ao público.
Um juiz de Nevada rejeitou na quinta-feira um apelo da Reuters e de outras organizações de notícias para abrir as audiências ao público. As organizações de notícias alegaram que o destino de veículos de mídia cultural e politicamente influentes é uma questão de interesse público, mas o juiz citou a necessidade de prevenir a divulgação de informações pessoais e financeiras confidenciais. A maioria dos documentos também permanece sob sigilo.
Lachlan Murdoch e Rupert Murdoch chegam para o TIME 100 Gala em Nova York, em abril de 2015
REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
O trust de Murdoch foi formado por volta da época do divórcio de Rupert Murdoch de sua segunda esposa, Anna, em 1999. O trust é o veículo através do qual Murdoch controla a News Corp e a Fox, com cerca de 40% das ações com direito a voto de cada empresa.
Após a morte de Rupert Murdoch, as ações com direito a voto da News Corp e da Fox serão transferidas para seus quatro filhos mais velhos — Prudence, Elisabeth, Lachlan e James. Potencialmente, três dos herdeiros poderiam sobrepujar o quarto, configurando uma disputa sobre o futuro das empresas.
Lachlan Murdoch dirige a Fox e é o presidente da News Corp. Ele é visto como ideologicamente alinhado com seu pai conservador.
A emenda proposta por Rupert Murdoch impediria qualquer interferência de três dos irmãos de Lachlan, que são mais politicamente moderados. James Murdoch, que chegou a doar recursos para grupos políticos progressistas, renunciou em 2020 ao conselho da News Corp, citando divergências sobre conteúdo editorial.
Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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