Economia
Sueca Saab diz ter sido intimada nos EUA a fornecer informações sobre venda de caças ao Brasil
A concorrência para compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), conhecido como programa FX-2, aconteceu entre 2008 e 2014 e teve a Saab como vencedora. Caças F-39 Gripen da FAB
Reprodução/SO Johnson/Força Aérea Brasileira
A fabricante sueca de aeronaves Saab disse nesta quinta-feira (10) ter sido intimada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a fornecer informações sobre a venda de 36 caças militares Gripen ao Brasil, em uma transação assinada em 2014.
Em comunicado, a empresa sueca disse que pretende atender ao pedido e cooperar com o departamento norte-americano nessa questão.
“Tanto autoridades brasileiras quanto suecas investigaram anteriormente partes do processo de concorrência do Brasil. Essas investigações foram encerradas sem indicar quaisquer irregularidades por parte da Saab”, disse a companhia em nota.
A concorrência para compra de caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), conhecido como programa FX-2, aconteceu entre 2008 e 2014 e teve a Saab como vencedora. Na ocasião, a norte-americana Boeing também participou da disputa.
Santa Catarina recebe novo caça F-39 Gripen da Força Aérea
Contrato
O contrato entre a FAB e a Saab foi assinado em 2014 e os aviões são produzidos na Suécia. São dois modelos diferentes: o Gripen E, que abriga um piloto, e o Gripen F, para até dois tripulantes. Nos demais detalhes, as aeronaves são iguais. A FAB, inclusive, é pioneira na operação da versão de dois assentos, o Gripen F.
À época, a empresa sueca e o governo brasileiro “assinaram um contrato para o desenvolvimento e a produção de 36 caças Gripen NG, além dos sistemas e equipamentos relacionados”, afirma a empresa em um comunicado, que informa o valor do contrato: US$ 5,4 bilhões.
O caça Gripen F-39 está entre os modelos mais tecnológicos do mundo. De acordo com a Saab, empresa sueca que fabrica o avião, o Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e capacidade tecnológica avançada.
Veja detalhes abaixo.
Conheça o caça F-39 Gripen
Arte g1
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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