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Política

Suspeito de agressões a Alexandre de Moraes usou imagem de Lula em campanha para prefeitura em 2004

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Roberto Mantovani Filho é de Santa Bárbara d’Oeste (SP) e foi candidato a prefeito pelo PL, mas perdeu as eleições. O vice na chapa foi Luis Vanderlei Larguesa, do PT. Acusado de agredir Moraes já liderou chapa PL-PT
O empresário Roberto Mantovani Filho, apontado como suspeito de agressões ao ministro Alexandre de Moraes e seu filho no Aeroporto de Roma, usou a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sua campanha para a prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste (SP), em 2004. Mantovani foi candidato pelo PL, mas perdeu as eleições. O vice na chapa, Luis Vanderlei Larguesa, do PT, foi seu parceiro na disputa municipal.
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Mantovani Filho e a esposa, Andreia Mantovani, são investigados pela Polícia Federal por terem agredido o filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no Aeroporto de Roma, no fim de semana. Em depoimento na manhã desta terça-feira (18), eles negaram as agressões. O empresário, segundo a defesa, admitiu ter “afastado com o braço” o filho do ministro para defender a esposa.
Charge de 2004 mostra Mantovani e Lula como aliados.
Divulgação
O empresário de 71 anos é considerado influente nos negócios no interior paulista. Na década de 1980, abriu uma empresa de perfuração de poços artesianos e depois uma empresa de bombas para indústria. Também é conhecido nos esportes da região, após ter ocupado o cargo de presidente do time União Barbarense, entre 1998 e 2001.
Mantovani é atuante na política e se lançou candidato a prefeito de Santa Bárbara D’Oeste em 2004. Em uma peça de campanha da época, Mantovani aparece em uma charge com Lula, em um aperto de mãos. Na ilustração, Lula faz o número dois com os dedos, em referência ao número das urnas de Mantovani: 22. Na legenda, a charge diz: “com Mantovani, o presidente Lula apoia Santa Bárbara”.
Em outra foto usada pela chapa em 2004, o candidato aparece em uma foto com o presidente Lula e seu vice, Luis Vanderlei Larguesa, do PT. Abaixo, o texto diz que no dia 3 de outubro “teremos a oportunidade de eleger um prefeito cuja coligação está em perfeita sintonia com o governo federal (PT/PL em Brasília e PT/PL em Santa Barbara) e isso quer dizer que essa afinidade vai alcançar em muito, mas muito mesmo, o desenvolvimento de nossa cidade”.
Em campanha eleitoral de 2004, Mantovani aparece ao lado de Lula.
Divulgação
Em 2003, o PL e o PT eram parceiros de chapa na disputa pela Presidência da República. O vice de Lula, José de Alencar, era do Partido Liberal.
Desde 2016, no entanto, Mantovani ele é filiado ao PSD. Após o caso, o partido informou que vai acionar a comissão de ética contra Roberto. A defesa de Mantovani nega que, apesar da ligação com o PL, o empresário tenha proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se filiou à sigla em 2021.
Material de campanha de Mantovani em 2004.
Divulgação
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Depoimento à PF
Casal acusado de agredir Moraes presta depoimento; Defesa alega que tudo foi um desentendimento comum
O casal Roberto Mantovani Filho e Andreia Mantovani, negou em depoimento à Polícia Federal ter agredido o filho do ministro do Supremo Tribunal Federa (STF), Alexandre de Moraes.
Roberto prestou depoimento nesta terça-feira (18) o na sede da Polícia Federal de Piracicaba (SP) e Andreia ainda deve depor. Segundo a defesa, ele admite ter “afastado com o braço” o filho do ministro para defender a esposa. Ele relata que Andreia e Roberto foram vítimas de ofensas por parte do filho de Moraes.
Roberto alegou à PF que não sabia que a discussão era com o filho do ministro. “Somente quando desembarcaram e foram abordados pela Polícia Federal no aeroporto é que tomaram conhecimento que se tratava de um filho do ministro. Que não houve na área de embarque qualquer contato com o ministro e que realmente o contato que houve foi visual. E num segundo momento foi pessoal, mas quando o ministro sai dessa sala vip pra vir retirar o seu filho dessa área externa”, afirmou o advogado.
Casal suspeito de agredir e hostilizar família de Alexandre de Moraes chega para depor em Piracicaba
Guilherme Leal/CBN
Veja ponto a ponto o que a defesa diz que o casal alegou à PF:
A discussão começou após uma confusão por falta de vagas em uma sala VIP no aeroporto;
Em seguida eles viram o ministro Alexandre de Moraes na recepção da sala e outras pessoas o ofendendo;
Andreia teria dito que “para político tem lugar, mas para pessoas com duas crianças de colo não tem”;
Segundo a defesa, ela achou de maneira equivocada que o ministro tivesse privilégios ao entrar na sala, mas depois soube que era necessário uma reserva prévia;
O advogado diz que o filho do ministro estava na recepção e nesse momento teria começado a discussão;
A defesa alega que o filho de Moraes ofendeu Andreia;
Roberto teria o afastado com o braço e que “pode ter esbarrado” no óculos do rapaz. O intuito, segundo ele, era defender a esposa;
O filho de Moraes teria perguntado se Roberto “queria briga”, e ele teria respondido que apenas queria defender a esposa;
Roberto alegou que depois saiu do local com a família e, quando voltou, o filho do ministro teria tentado novamente iniciar a discussão;
Em seguida os envolvidos se retiraram do local.
A versão dada por Roberto e pelo advogado de defesa é diferente das informações da Polícia Federal. O órgão afirma que houve agressão ao filho do ministro.
Andreia, Alex Zanatta (ao centro) e Roberto Montovani Filho no Aeroporto de Guarulhos
Reprodução
Foi instaurado um inquérito policial para apurar acusações de agressão, ameaça, injúria e difamação. Segundo o Código Penal, os crimes praticados por brasileiros, embora cometidos no estrangeiro, ficam sujeitos à lei brasileira

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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