Economia
Tarifaço de Trump: VW, Audi e Jaguar suspendem exportações para os EUA; veja reação das marcas
Algumas marcas suspenderam 900 funcionários em fábricas no México, Canadá e até dentro dos Estados Unidos, enquanto outras interromperam completamente a exportação de veículos para o país. -HN- Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo
Roosevelt Cassio/Reuters
Apesar da presença de grandes marcas nacionais, como GM e Ford, 46% dos 16,03 milhões de veículos vendidos nos Estados Unidos em 2024 foram importados. Os dados são da agência de classificação de risco Standard & Poor’s.
O México lidera as exportações de veículos para os Estados Unidos. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 76% da produção mexicana é destinada ao mercado americano.
Segundo a S&P, a Coreia do Sul foi o segundo maior exportador de veículos para os Estados Unidos em 2024, seguida por Japão, Canadá e Alemanha.
As primeiras reações ao aumento de tarifas imposto por Donald Trump vieram justamente da Alemanha. A Audi, pertencente ao grupo Volkswagen, suspendeu as exportações de veículos produzidos no México. Outra montadora europeia, a Jaguar Land Rover, também interrompeu temporariamente os envios ao mercado americano, pelo menos durante o mês de abril.
A Stellantis, grupo responsável por marcas como Jeep, Fiat, RAM paralisou a produção em fábricas no Canadá e no México, e suspendeu 900 funcionários em diversas unidades, incluindo algumas localizadas nos estados americanos de Michigan e Indiana.
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O que dizem as maiores exportadoras para os Estados Unidos
O g1 entrou em contato com todas as empresas listadas pela S&P Global. As montadoras manifestaram preocupação com as tarifas dos EUA, destacando impactos negativos na produção, cadeias de suprimento e inovação.
Algumas, como Stellantis, já anunciaram ajustes operacionais, enquanto outras ainda avaliam os efeitos. Todas defendem o livre comércio e a estabilidade nas relações comerciais.
Veja todas as respostas, na íntegra:
Stellantis
“A Stellantis continua avaliando os efeitos das tarifas recentemente anunciadas pelos Estados Unidos sobre veículos importados e continuará a se envolver com a administração norte-americana sobre essas mudanças de política. As ações imediatas que devemos tomar incluem a pausa temporária da produção em algumas de nossas plantas de montagem no Canadá e México, o que terá um impacto em várias de nossas instalações de motores e estamparia dos EUA que dão suporte a essas operações.”
Toyota
“Nesta fase, as implicações práticas dessas medidas permanecem incertas — e ainda não está claro se algum impacto concreto se materializará.”
BMW
“O livre comércio sempre foi um princípio orientador para o BMW Group: é um dos motores mais importantes do crescimento e do progresso. Tarifas, por outro lado, dificultam o livre comércio, desaceleram a inovação e desencadeiam uma espiral negativa. No fim das contas, tornam os produtos mais caros e menos inovadores.”
Mercedes-Benz
“Estamos acompanhando a situação e avaliando as opções. Certamente iremos nos adaptar à evolução do mercado e ao cenário competitivo, caso seja necessário. E em função das leis de concorrência, não podemos fornecer mais detalhes.”
Grupo Volkswagen
“O Grupo Volkswagen tomou conhecimento da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre todas as importações de automóveis de passeio e veículos comerciais leves para os Estados Unidos. O Grupo Volkswagen está acompanhando de perto os desdobramentos e fará uma avaliação abrangente, internamente, sobre o possível impacto nas cadeias de suprimentos e na nossa rede de produção, entre outros aspectos.
Os Estados Unidos são uma região importante para o Grupo Volkswagen. Recentemente, investimos mais de US$ 14 bilhões no mercado, apoiando milhares de empregos bem remunerados e contribuindo para a prosperidade e o crescimento.
Compartilhamos da avaliação da maioria dos especialistas de que as tarifas dos EUA e quaisquer contra-tarifas terão um impacto negativo sobre o crescimento e a prosperidade tanto nos EUA quanto em outras regiões econômicas. Toda a indústria automotiva, bem como as cadeias globais de suprimentos, empresas e também os consumidores, terão que arcar com as consequências negativas.
Continuamos defendendo um intercâmbio de bens baseado em regras, mercados abertos e relações comerciais estáveis. Esses são elementos essenciais para uma economia competitiva, especialmente para a indústria automotiva.
Ao mesmo tempo, contamos com conversas construtivas entre os parceiros comerciais para garantir segurança no planejamento, estabilidade econômica e evitar um conflito comercial.”
Ford, GM (Chevrolet), Subaru, Hyundai, e Mazda não enviaram nota até o fechamento desta reportagem. Honda, Volvo e Nissan disseram não ter posicionamento para compartilhar.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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