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Tarifaço: Trump diz que tarifa mundial ficará entre 15% e 20%; Brasil vai pagar mais que o dobro do resto do planeta

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Donald Trump
Christopher Furlong/Pool via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (28) que a média da tarifa para o resto do mundo ficará, na média, entre 15% e 20%. Caso a previsão se confirme, isso significa que o Brasil pagará mais do que o dobro do resto do mundo, uma vez que a taxa imposta pelo republicano aos produtos brasileiros é de 50%.
“A tarifa mundial ficaria em algum lugar na faixa de 15% a 20%”, afirmou Trump em entrevista a jornalistas.
O republicano também falou sobre a China, indicando que adoraria ver o gigante asiático abrir as portas dos seus mercados para produtos norte-americanos.
“Terminamos o acordo com a Indonésia e eles abriram o país para nós. O Japão também abriu seu país para nós, para nossos carros e o nosso arroz. As Filipinas também abriram os mercados para nós […] e eu adoraria ver a China abrir o país para nós também. Estamos lidando com eles agora”, disse.
As principais autoridades econômicas dos Estados Unidos e da China retomam as negociações nesta segunda-feira (28), em Estocolmo, para tentar resolver as disputas econômicas de longa data que estão no centro de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
O objetivo seria prorrogar a trégua tarifária por três meses. As informações são da agência de notícias Reuters.
A China enfrenta atualmente o prazo de 12 de agosto para chegar a um tratado tarifário duradouro com o governo do presidente Donald Trump. O prazo foi estabelecido depois que Pequim e Washington chegaram a acordos preliminares em maio e junho, tentando encerrar semanas de escalada de tarifas e questões sobre minerais de terras raras.
Sem um acordo, as cadeias globais de oferta podem enfrentar uma nova turbulência, com as tarifas dos EUA voltando a níveis de três dígitos, o que equivaleria a um embargo comercial bilateral.
As negociações de Estocolmo ocorrem logo após o maior acordo comercial já fechado por Trump com a União Europeia, no domingo, que prevê uma tarifa de 15% sobre a maioria das exportações de produtos da UE para os EUA, inclusive automóveis.
ENTENDA: Os principais pontos do acordo entre EUA e UE
Não se espera um avanço semelhante nas negociações entre os EUA e a China, mas analistas afirmam que é provável que haja outra prorrogação de 90 dias da trégua tarifária e de controle de exportações firmada em meados de maio.
Uma prorrogação evitaria uma nova escalada e facilitaria o planejamento de uma possível reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping no final de outubro ou início de novembro.
Um porta-voz do Tesouro dos EUA não quis comentar sobre uma reportagem do South China Morning Post que citava fontes não identificadas dizendo que os dois lados evitariam introduzir novas tarifas ou outras medidas que poderiam aumentar a guerra comercial por mais 90 dias.
O governo de Trump está pronto para impor dentro de semanas novas tarifas setoriais que afetarão a China, inclusive sobre semicondutores, produtos farmacêuticos e outros produtos.
“Estamos muito próximos de um acordo com a China. Nós realmente fizemos uma espécie de acordo com a China, mas vamos ver como isso vai se desenrolar”, disse Trump a repórteres no domingo, antes de a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fechar o acordo tarifário.
O jornal britânico Financial Times também informou nesta segunda-feira (28) que os EUA haviam suspendido as restrições sobre exportações de tecnologia para a China para evitar interromper as negociações comerciais com Pequim e apoiar os esforços de Trump para garantir uma reunião com Xi este ano.
O departamento de indústria e segurança do Departamento de Comércio, que supervisiona os controles de exportação, foi instruído a evitar medidas duras contra a China, disse o jornal, citando funcionários atuais e antigos.
A Reuters não pôde verificar imediatamente a matéria. A Casa Branca e o departamento não responderam aos pedidos de comentários da Reuters fora do horário comercial.
Trump anuncia acordo com União Europeia e baixa tarifa para 15%

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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