Economia
Tarifas de Trump tiveram pouco impacto no PIB de 2025 mas aumentaram receita, mostra estudo acadêmico
Trump sofreu derrota após tribunal bloquear tarifaço anunciado no começo de abril
Carlos Barria/Reuters
As tarifas impostas no ano passado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram pouco impacto sobre a economia do país, mas geraram uma arrecadação relevante e aumentaram o distanciamento comercial entre os EUA e a China, segundo estudo do Brookings Institution divulgado nesta quarta-feira (25).
O levantamento, que analisa os efeitos de curto prazo das medidas, aponta que o impacto geral na economia foi limitado, variando entre um leve ganho de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma pequena perda de 0,13%, dependendo de fatores como a substituição de produtos importados por nacionais.
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O PIB americano cresceu 2,2% em 2025, somando US$ 30,62 trilhões, o que indica desaceleração frente à alta de 2,8% registrada em 2024.
Entre os principais pontos do estudo, os pesquisadores destacam que, apesar do efeito pequeno no consumo, houve uma transferência de custos dos consumidores para produtores.
Esse impacto, porém, foi compensado em parte pelo aumento da arrecadação do governo e por ganhos salariais em alguns setores.
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O estudo também mostra que a maior parte das tarifas foi repassada aos preços: entre 80% e 100% do custo acabou sendo pago pelos consumidores nos EUA, enquanto uma pequena parcela ficou com exportadores estrangeiros.
As tarifas médias subiram de 2,4% para 9,6%, o maior nível em 80 anos. Ainda assim, o impacto total é limitado porque boa parte das importações segue isenta — cerca de 57% entram no país sem tarifas, graças a acordos comerciais e exceções para produtos como energia e eletrônicos.
🔎 A arrecadação com tarifas somou US$ 264 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhões) em 2025, o equivalente a cerca de 4,5% das receitas do governo, acima da média de 1,6% registrada na última década.
Outro efeito relevante foi a queda da participação da China nas importações dos EUA, de 23% em 2017 para 7% no fim de 2025. Parte dessas compras, no entanto, foi redirecionada para outros países.
Por fim, o estudo não encontrou evidências de que as tarifas tenham fortalecido a produção industrial dos EUA, aumentado empregos no setor ou reduzido o déficit comercial. Também ainda não está claro o impacto dos novos acordos comerciais firmados pelo governo.
No mês passado, a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao impor o tarifaço a outros países.
Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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