Política
Tarifas de Trump trazem desafios imediatos para o Brasil, mas podem gerar oportunidades, apontam economistas
Especialistas ouvidos pelo g1 analisaram cenário econômico interno diante das medidas anunciadas pelo presidente americano Donald Trump. Pontos negativos e positivos do Tarifaço de Trump para o Brasil, segundo especialistas
Arte/g1
O pacote de tarifas recíprocas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode trazer desafios imediatos para o Brasil, mas também podem trazer mais competitividade para produtos brasileiros no mercado internacional.
A avaliação é de economistas ouvidos pelo g1 e, nesta reportagem, você vai entender quais são os pontos positivos e negativos dessas medidas para o Brasil.
➡️Isso significa que: se por um lado, esses efeitos vão atingir negativamente o Brasil no curto prazo, por outro, podem acarretar benefícios nos médio e longo prazos.
🌍Donald Trump anunciou, na semana passada, a imposição de tarifas a países do mundo que, no entendimento da Casa Branca, “roubam” os EUA na relação comercial. Os produtos brasileiros foram taxados com o menor índice, de 10%.
Desde o anúncio, países como a China e blocos como a União Europeia passaram a articular uma reação ao “tarifaço” (leia mais abaixo). Além disso, México e Canadá já vinham anunciando medidas ao longo das últimas semanas.
Trump durante reunião de gabinete nesta quinta (10)
Brendan SMIALOWSKI / AFP
Nessa quinta-feira (10), Trump recuou e afirmou que irá pausar por 90 dias o programa de tarifas recíprocas, e reduzirá para 10% as tarifas de importação contra países, exceto a China.
No caso dos produtos chineses, as taxas impostas pelos Estados Unidos aumentarão para 145%, o que causou retaliações de Pequim. Nesta sexta (11), a China anunciou mais uma medida reciproca, e as tarifas impostas pelo país aos EUA chegaram a 125%.
O Brasil, por outro lado, tem adotado a política do “diálogo”, via relações diplomáticas. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que o governo irá responder a qualquer iniciativa de impor protecionismo, ‘que não cabe mais ao mundo’.
Em Honduras, Lula critica tarifaço americano e promete retaliação
Pesos na balança comercial
De acordo com economistas ouvidos pelo g1, as medidas impostas pelo presidente Trump podem dificultar as exportações brasileiras para os Estados Unidos e exigir que o mercado brasileiro oferte produtos com maior qualidade, por conta da competitividade.
Além desse, os principais desafios para a economia brasileira após o “tarifaço” de Trump são:
a diminuição de exportações brasileiras;
o declínio da economia mundial; e
as inundações de produtos chineses
A questão que já se coloca nos mercados, uma vez que o “tarifaço” está mudando a lógica comercial do mundo inteiro, é se haverá algum efeito colateral que pode ser benéfico para a economia brasileira.
Especialistas apontam que o cenário pode ser favorável para o Brasil se as tarifas do republicano contribuírem para beneficiar e ampliar a relevância econômica do país no contexto mundial.
Veja, abaixo, três pontos negativos e três pontos positivos listados pelos economistas ouvidos pelo g1:
Pontos negativos
🔎Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil.
No ano passado, o mercado de exportações brasileiro registrou um aumento de 9,2%, um marco histórico nas relações comerciais com os Estados Unidos. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano atingiram US$ 40,3 bilhões em 2024, 3,4 bilhões a mais que em 2023.
“Essa tarifa paga pelos produtos vai afetar diretamente a competitividade dos produtos brasileiros. Quando a tarifa é alta, o preço consequentemente também é alto, o que afeta o consumo do produto no mercado do EUA”, explica a doutora em direito das relações econômicas internacionais Priscila Caneparo.
A especialista pondera que os impactos terão efeitos a curto e longo prazo. “Primeiro, a gente tem uma diminuição da demanda, o produto fica mais caro, logo o importador vai exigir mais qualidade no produto final”, prossegue a especialista.
Impacto sobre aço e alumínio
Os principais produtos da indústria brasileira afetados pelas tarifas do republicano são o aço e o alumínio. O país enfrenta uma barreira de 25%, com a taxação desses dois produtos, desde a segunda semana de março. A medida afeta todos os parceiros comerciais do Brasil.
“Considerando o plano de fundo global, o Brasil terá um impacto bem menor em comparação com outros parceiros importantes dos EUA como União Europeia e Japão. Com certeza, a taxação do aço e do alumínio preocupam mais [que a taxa de 10%], por conta do volume exportado para os EUA”, afirma a pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos, Carolina Silva Pedroso.
As exportações brasileiras de aço e alumínio para os Estados Unidos têm desempenhado um papel significativo no comércio exterior do Brasil.
No primeiro trimestre de 2025, os EUA foram responsáveis por quase metade dessas exportações, totalizando US$ 1,52 bilhão, o que representa 47% do total exportado pelo Brasil nesse período.
Economistas apontam que a busca constante por diversificação de parcerias, consolidada desde a década de 2000, tem sido importante para minimizar os possíveis efeitos adversos na economia brasileira.
Desaceleração econômica
A medida anunciada por Trump gerou instabilidade nos mercados globais, levando a uma queda nas bolsas de valores e aumentando os temores de desaceleração econômica.
O fenômeno da recessão econômica pode se derivar de fatores como guerras comerciais, choques econômicos e instabilidade política. O período é caracterizado pela redução o Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres consecutivos.
“Os Estados Unidos é a maior economia desde a guerra fria, eles possuem os organismos multilaterais e a própria segurança. Esperamos uma desaceleração econômica dos países e, em alguns contextos, um aumento de inflação. É um efeito escadinha, que repercute no aumento das taxas de juros e os novos investimentos”, afirmou o economista da IBMEC Willian Baghdassarian.
Na sexta-feira, os principais índices acionários da Ásia e da Europa encerraram em forte queda, em repercussão ao “tarifaço”. As bolsas dos EUA derretem 10% na semana e perderam US$ 6 trilhões em valor de mercado em apenas dois dias.
No Brasil, o dólar subiu mais de 3% na última sexta-feira e encerrou cotado a R$ 5,83, no maior valor em quase um mês. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou com queda de 2,96%, aos 127.256 pontos.
“A recessão poderá reduzir a entrada de capital estrangeiro no Brasil, tanto especulativo como o investimento direto no país, dificultando o financiamento da dívida pública, bem como os investimentos no setor produtivo. E para manter a atratividade para o capital estrangeiro, em especial o especulativo, o BC teria que elevar mais ainda a taxa de juros”, afirmou o economista do Instituto de Ensino e Pesquisa, Otto Nogomi.
O principal motivo dessa movimentação nos mercados é a cautela dos investidores quanto aos efeitos das novas tarifas de Trump na economia global.
De acordo com o GDPNow do Federal Reserve Bamk Atlanta, a previsão é de uma queda de 2,8% no PIB americano. O PIB dos EUA não encolhe mais de 2,8% desde o segundo trimestre de 2020, quando caiu 32,9% com o lockdown global causado pela pandemia de COVID-19.
Mais produtos chineses na praça
Os Estados Unidos e a China são grandes potências econômicas mundiais. A China é o maior exportador mundial, o país alcançou US$ 5,9 trilhões em exportações no último e mantém relações comerciais com 150 economias ao redor do mundo.
As reações dos países nos últimos dias apontam para um cenário de uma guerra comercial, depois que o presidente americano, Donald Trump, impôs na quarta-feira (9) tarifas de mais de 100% sobre as importações de produtos chineses.
Ainda no mesmo dia, autoridades chinesas anunciaram elevação de suas tarifas de importação de produtos americanos para 84%.
Em decorrência do desgaste das relações entre os países, as exportações entre a China e os americanos tendem a diminuir paulatinamente, o que ocasionaria uma ‘inundação’ de produtos chineses para outros mercados mundiais.
“Com toda certeza, a China não vai parar de produzir. Dessa forma, o país terá que escoar a produção para outros setores e lugares do mundo. Primeiro, é inegável a capacidade de produção da China, é uma grande potência industrial e ela não vai diminuir essas produções. O fator faz com que o país asiático busque interseções com outros mercados”, afirma a doutora em direito das relações econômicas internacionais Priscila Caneparo.
A China se consolidou como a maior potência industrial do mundo, sendo responsável por quase 30% da produção manufatureira global.
Outro fator observado é diminuição da entrada de dólares no Brasil, o que causaria a valorização do câmbio e os produtos importados poderiam ficar mais caros no bolso do consumidor.
“A China de fato vai ter um excedente de produtos e vai ter que vender em algum lugar. Os produtos chineses vão cair de preço, por uma questão de oferta e demanda, na medida que eu tenho menos pessoas consumindo o produto, vou ter mais oferta de produtos chineses” considerou Willian Baghdassarian.
A competitividade econômica e a tensão entre China e Estados Unidos se intensificam desde o primeiro mandato de Trump. Em janeiro de 2018, o presidente Donald Trump impôs tarifas sobre importações chinesas, alegando práticas comerciais desleais e roubo de propriedade intelectual.
Eventuais oportunidades
Mais competitividade para produtos brasileiros
Se por um lado as taxações podem dificultar as exportações brasileiras, por outro, ela pode abrir novas oportunidades de comércio para o Brasil. Os especialistas avaliam que se a China deixar de importar insumos dos Estados Unidos, pode abrir o mercado de exportações nacionais.
“Se como retaliação ao tarifaço, além de aderir às tarifas proporcionais, as relações com a China se desgastassem. O Brasil poderia se beneficiar das importações da China, que irão precisar de um novo mercado, principalmente se eles parassem de importar soja, algodão e milho”, afirmou o economista do Instituto de Mercado de Capitais (IBMEC) Willian Baghdassarian.
O Brasil é o maior produtor de soja do mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a expectativa é de que o país produza 169 milhões de toneladas, até maio de 2025, quando finaliza a safra 2024/25.
Já os Estados Unidos, estão em segunda colocação e irão produzir, de acordo com o levantamento, 121,11 milhões de toneladas do produto.
“Como as exportações de outros países vão pagar taxas bem mais elevadas do que as do Brasil, pode ser que em alguns casos os produtos brasileiros se tornem mais competitivos. Mas tudo isso vai depender do que de fato acontecer nos próximos meses e de como os países irão reagir”, afirmou o economista.
Dinâmica no comércio mundial
As tarifas anunciadas por Trump provocam um redesenho da economia mundial, visto que os países podem procurar novas parcerias para intensificarem as relações comerciais.
“As crises movem as peças do jogo. Nesse novo equilíbrio global com países como China, Rússia e India com maior protagonismo, o Brasil pode se beneficiar e aumentar a sua relevância econômica mundial”, considerou o economista do Instituto de Mercado de Capitais (IBMEC) Willian Baghdassarian.
A China, o Japão e a Coreia do Sul têm se reunido para discutir estratégias em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Os três países concordaram em acelerar as negociações para um acordo trilateral de livre comércio.
Os países são grandes potências econômicas da Ásia, mas suas relações são complexas e marcadas por rivalidades históricas, disputas territoriais e interesses estratégicos divergentes.
As ações individualistas do governo americano provocam e quebram as regras de comércio integrado e cooperativo, estabelecidas após a segunda guerra mundial, durante a Conferência de Bretton Woods. Na época, ocorreu a institucionalização do padrão dólar, a criação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Os pilares do comércio eram a integração do mercado, a partir do momento que a gente vê a maior economia do mundo se fechando para si, observamos que não estamos ais em um mundo de cooperação e sim em um mundo de coordenação, onde os Estados só firmam aquilo que lhes interessam, o que provoca o individualismo”, afirmou a doutora em direito das relações econômicas internacionais Priscila Caneparo.
Fortalecimento União Europeia e Mercosul
Enquanto os EUA adotam medidas protecionistas, outros países podem fechar acordos comerciais bilaterais ou regionais para impulsionar seu comércio.
Um exemplo é a aceleração do acordo entre União Europeia e Mercosul, cujas negociações se concluíram no fim de dezembro de 2024. O acordo agora precisa ser assinado e ratificado pelos países membros do Mercosul e da União Europeia.
“A partir do EUA tem uma postura protecionista, a União Europeia, que é um grande parceiro dos Estados Unidos, vai buscar outros estados e ter uma relação estável com esses outros mercados. A consequência vai ser encadeada, o Mercosul se torna mais atrativo”, afirmou Caneparo.
O principal benefício do acordo para o Brasil é o acesso ampliado ao mercado europeu. A União Europeia é um dos maiores mercados do mundo. Com a eliminação de tarifas alfandegárias e outras barreiras comerciais, provenientes do acordo que será assinado pelos grupos, o mercado brasileiro seria beneficiado.
Coordenação internacional
Um dos efeitos do anúncio é a perda de credibilidade por parte do governo americano. A potência, desde a guerra fria, está ligada a grandes decisões mundiais, assim como a deliberação de dinâmicas multilaterais e geopolíticas.
“Agora, com essas mudanças, mesmo que haja um retorno ao status anterior, a confiança estará quebrada e os esforços de coordenação internacional serão muito mais difíceis, complicando a integração entre os países. Com a falta de um líder organizador da economia mundial, os países irão focar em seus próprios interesses”, afirma o economista do Instituto de Mercado de Capitais (IBMEC) Willian Baghdassarian.
O país descumpriu o princípio do livre comércio, estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A regra prevê que todos os países-membros devem ser tratados de forma igualitária. Ou seja, tarifas seletivas quebram a norma.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


