Economia
Taxa de desemprego cai para 3,5% em março nos Estados Unidos
O relatório de emprego norte-americano (também conhecido como payroll) apontou para 236 mil novas vagas no mês passado. Mulher entra em loja ao lado de uma placa anunciando vagas de emprego na Times Square em Nova York, EUA
Eduardo Munoz/Reuters
A economia dos EUA continuou a gerar empregos em ritmo acelerado em março, reduzindo a taxa de desemprego para 3,5%, de 3,6% em fevereiro, indicou o relatório de emprego norte-americano (também conhecido como payroll), divulgado pelo Departamento de Trabalho do país nesta sexta-feira (7).
Os dados dão sinal de aperto persistente no mercado de trabalho dos Estados Unidos, que pode levar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a aumentar as taxas de juros novamente no próximo mês.
As folhas de pagamento não agrícolas aumentaram em 236.000 empregos no mês passado — uma desaceleração em comparação ao observado em fevereiro, quando 326.000 empregos foram adicionados (dado revisado, de 311.000 anteriormente).
Segundo o órgão, parte da desaceleração nas contratações refletiu o enfraquecimento do clima atipicamente ameno em janeiro e fevereiro.
Economistas consultados pela Reuters previam um aumento de 239 mil vagas. As estimativas variaram de 150.000 a 342.000. A economia precisa criar cerca de 100.000 empregos por mês para acompanhar o crescimento da população em idade ativa.
Como habitualmente acontece com os dados econômicos mais recentes, ainda é cedo para que o estresse do mercado financeiro, desencadeado pela quebra de dois bancos regionais em março, apareça no relatório de emprego.
Ainda segundo o relatório, o salário médio por hora aumentou 0,3% em março, depois de ganhar 0,2% em fevereiro. Com isso, o aumento anual dos salários foi de 4,6% para 4,2%, na mesma base de comparação — patamar ainda considerado elevado para ser consistente com a meta de inflação do Fed, de 2%.
As autoridades do BC norte-americano aguardam, agora, os dados de inflação que serão divulgados no final do mês e devem ajudar o Fed a avaliar o impacto de sua campanha de aperto da política monetária ao longo do ano.
Os mercados financeiros precificam uma alta das taxas do banco central dos EUA em mais 0,25 ponto percentual (p.p.) na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla me inglês), que acontece de 2 a 3 de maio, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
No mês passado, o Fed elevou sua taxa básica de juros em 0,25 p.p., mas indicou que estava prestes a interromper novos aumentos de juros em um aceno ao estresse do mercado financeiro. Ele aumentou sua taxa básica de juros em 4,75 p.p. desde março do ano passado, do nível próximo a zero para a faixa atual de 4,75% a 5,00%.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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