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Economia

Taxados por Trump, Lula e primeiro-ministro da Índia concordam fortalecer cooperação em comércio

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Lula articula resposta conjunta com Brics ao tarifaço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta quinta-feira (7), com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula e Modi conversaram por cerca de uma hora. Entre os temas, discutiram a respeito das tarifas impostas de forma unilateral pelos EUA.
A sobretaxa de 50% para entrada de produtos brasileiros nos EUA entrou em vigor na quarta (6), mesmo dia em que Trump anunciou uma tarifa extra de 25% sobre produtos importados da Índia por conta do comércio do país com a Rússia.
🔎De acordo com Trump, a medida contra a Índia é uma retaliação ao país por continuar adquirindo petróleo da Rússia, o que, na visão do republicano, contribui para a continuidade da guerra na Ucrânia.
A medida também serve como um alerta ao Brasil, que mantém relações comerciais com Moscou e pode enfrentar retaliações parecidas.
“Os líderes discutiram o cenário econômico internacional e a imposição de tarifas unilaterais. Brasil e Índia são, até o momento, os dois países mais afetados. Ambos reafirmaram a importância em defender o multilateralismo e a necessidade de fazer frente aos desafios da conjuntura, e explorar possibilidades de maior integração entre os dois países”, disse nota divulgada pelo governo brasileiro.
Lula com o premiê indiano Narendra Modi, anfitrião da cúpula 2023 do G20
Reuters/Via BBC
Segundo auxiliares de Lula, a ligação estava em negociação antes do anúncio da nova taxa sobre a Índia. Com essa nova cobrança, a tarifa total sobre produtos indianos alcança 50%, igualando-se à do Brasil.
O Planalto informou que Lula visitará a Índia no próximo ano. Antes, em outubro, o vice-presidente Geraldo Alckmin irá à Índia, com uma delegação de ministros e empresários brasileiros para tratar de cooperação em:
comércio
defesa
energia
minerais críticos
saúde
inclusão digital
Alckmin, que também é ministro da Indústria e Comércio (MDIC), lidera o comitê criado por Lula para negociar a tarifa de Trump. O governo brasileiro também busca novos mercados, o que incluir ampliar vendas para Índia.
PIX
Segundo a nota brasileira, Lula e Modi trocaram informações sobre as plataformas de pagamento virtual dos dois países, entre as quais PIX e a UPI indiana.
O PIX consta entre os pontos destacados pelo governo americano para apontar suposto desequilíbrio na relação com o Brasil.
Os EUA afirmam que PIX prejudica meios eletrônicos de pagamento de gigantes americanas de tecnologia.
Apoio do Brics
Brasil e Índia estão no Brics, grupo de economias emergentes que também reúne China, África do Sul, Rússia, Indonésia e outros.
Lula deseja debater o tarifaço com os parceiros do Brics, bloco criticado por Trump diante do plano de substituir o dólar nas transações comerciais do grupo.
Além de alinhar uma resposta ao tarifaço, Lula quer abrir mercados para produtos brasileiros na Índia e avalia uma visita ao país em 2026.
Modi esteve com Lula no Alvorada há um mês, quando os dois governantes destacaram a intenção de ampliar o fluxo comercial. Modi, na ocasião, citou que é possível alcançar o patamar de US$ 20 bilhões anuais.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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