Economia
TCU dá 120 dias para Fazenda aumentar recursos orçamentários da Secretaria de Prêmios e Apostas
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que, no prazo de 120 dias, o Ministério da Fazenda adote medidas para garantir que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), responsável pela regulação das apostas esportivas (bets), disponha de recursos humanos, tecnológicos e orçamentários compatíveis com suas atribuições de regulação e fiscalização.
Segundo o relator do processo que fundamentou a decisão, ministro Jhonathan de Jesus, a falta de pessoal, de tecnologia e de orçamento compromete de forma significativa a capacidade de atuação da secretaria.
“De nada adianta um arcabouço normativo robusto se a entidade reguladora não dispõe de servidores, sistemas ou orçamento para fazê-lo valer”, afirmou o ministro em seu voto.
“Em suma, é inócuo estabelecer regras rigorosas no papel sem dotar a SPA de condições materiais mínimas para supervisionar o seu cumprimento. A situação atual cria regulação meramente formal, reduz a capacidade fiscalizatória e, consequentemente, a expectativa de controle sobre os operadores, elevando o risco de que o mercado brasileiro de apostas seja utilizado para fins ilícitos”, completou.
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🔎Criada em janeiro de 2024, a SPA é responsável por regular, autorizar, monitorar e, quando necessário, fiscalizar e aplicar sanções às atividades econômicas de promoção comercial e às loterias em âmbito federal.
Em janeiro de 2025, entrou em operação o mercado regulado de apostas esportivas. Pelas normas vigentes, as empresas devem cumprir uma série de requisitos para atuar, incluindo a obrigação de utilizar o domínio “.bet.br” em seus sites.
Na ocasião, o governo afirmou que a regulação do setor permitiria corrigir “problemas estruturais” e reduzir riscos associados às apostas, como o superendividamento.
O TCU também recomendou que a SPA formalize, em manuais operacionais ou outros documentos técnicos, as rotinas relacionadas às principais atividades de seus servidores.
A orientação surgiu após auditoria técnica da Corte identificar a ausência de procedimentos formalizados e de critérios claros para orientar a fiscalização.
Para o relator, essa falta de formalização “abre margem à subjetividade nas análises, a prejudicar a padronização, a isonomia e a transparência das ações de controle, o que é especialmente crítico em setor tão sensível e complexo”.
O Tribunal de Contas também decidiu continuar acompanhando as atividades da SPA.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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