Economia
TCU recomenda que leilão de megaterminal de contêineres no Porto de Santos seja realizado em duas fases
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu recomendar que o leilão do megaterminal de contêineres do Porto de Santos, o Tecon Santos 10, seja realizado em duas fases, sendo a primeira vedada à participação de armadores (donos de navios).
A recomendação segue o Ministério dos Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
🔎 Considerado o empreendimento mais aguardado do setor, o terminal deverá ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres no porto.
🔎 Com investimento estimado em R$ 6,45 bilhões e contrato inicial de 25 anos, renovável por até 70 anos, o Tecon Santos 10 ocupará uma área estratégica de 621,9 mil m² no cais do Saboó, no litoral de São Paulo.
A maioria dos ministros acompanhou o voto do revisor, Bruno Dantas. Segundo ele, a restrição é necessária porque “armadores que possuem terminais não ganham apenas com tarifas, mas também com a exclusão de outros armadores que poderiam operar linhas marítimas para aquele porto”. A decisão, portanto, acaba por afastar grandes atores do setor.
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Além disso, o acordão incluiu a determinação de que seja obrigatória a construção de pátio ferroviário interno com uma capacidade mínima de escoamento pré-determinada, além da recomendação para que se avalie a elevação do valor mínimo da outorga, atualmente fixado em zero.
Proposta da Antaq
A posição de Dantas acolhe, parcialmente, a proposta da Antaq, que recomendou um leilão em duas etapas. Na primeira, operadores que já controlam terminais de contêineres no Porto de Santos ficariam impedidos de participar.
Caso não haja interessados, seria aberta a segunda fase, com participação ampla, incluindo os atuais incumbentes. Se algum deles vencer, deverá realizar o desinvestimento de seus ativos atuais antes da assinatura do novo contrato.
Segundo a Antaq, essa estratégia reduziria o risco de maior concentração econômica e operacional sob o controle dos operadores já estabelecidos no complexo portuário.
G1 em 1 minuto – Santos: Porto de Santos tem contratos suspensos após decisão da Antaq
Relator do processo, o ministro Antônio Anastasia divergiu. Para ele, não há justificativa nem para restrições, nem para o faseamento da disputa.
Anastasia defendeu que todos os operadores devem poder participar livremente; caso um incumbente vença, este deve se desfazer dos ativos que já possui no porto.
“Ao prever uma licitação em duas fases e exigir desinvestimento apenas na segunda, a Antaq cria a possibilidade de um atual incumbente se apresentar como entrante”, afirmou o ministro em voto proferido em novembro.
A expectativa é que o tema acabe na Justiça. A indicação foi feita pelo próprio ministro Benjamin Zymler, ao votar. Segundo ele, o processo se dará “inexoravelmente” a questionamentos judiciais, seja de um lado, seja de outro.
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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