Economia
Tebet diz que não haverá mudança no limite de gastos e perseguirá meta zero: ‘é preciso ter compromisso com a responsabilidade fiscal
Assunto voltou a tona depois que o governo federal propôs, por meio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, reduzir as metas de superávit primário para as contas públicas dos próximos anos. Proposta dá espaço para o governo obter cerca de R$ 161 bilhões para novos gastos públicos. Simone Tebet diz que não haverá mudança no limite de gastos
A ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, afirmou nesta terça-feria (16), em entrevista ao Em Ponto, que não haverá mudança no limite de gasto. O assunto voltou a tona depois que o governo federal propôs ontem, por meio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, reduzir as metas de superávit primário para as contas públicas dos próximos anos.
As medidas incluídas na LDO, na prática, facilitam a realização de mais gastos públicos em 2025 e em 2026 – e, por conta disso, tendem a pressionar ainda mais a dívida pública para cima nesse período. Com a redução da meta fiscal, o espaço que o governo pode obter para novos gastos públicos é de cerca de R$ 161 bilhões nos dois anos.
“É preciso, antes de tudo, ter compromisso com a responsabilidade fiscal”, declarou a ministra.
Hoje, a regra limita o crescimento das despesas públicas, que poderão subir acima da inflação, desde que respeitando uma margem de 0,6% a 2,5% de crescimento real ao ano.
Se as contas do governo estiverem dentro da meta de gastos, o crescimento das despesas terá um limite de 70% do crescimento das receitas primárias. Caso o resultado primário fique abaixo da meta, o limite para os gastos cai para 50% do crescimento da receita.
Além disso, a ministra afirmou que perseguirá a meta zero, para garantir que o Brasil nunca mais entre em déficit (quando o Brasil gasta mais do que arrecada). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também disse que para a colunista Andreia Sadi que a meta do governo Lula 3 é de ter déficit zero.
O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado pelo governo na segunda anunciou uma mudança na expectativa para as contas do governo em 2025. A projeção inicial era de um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto – o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país num determinado período.
Agora, o governo reconheceu que não vai mais conseguir alcançar esse resultado e mudou a projeção para um déficit zero – a mesma meta já estabelecida para 2024. Isso significa que as receitas vão ser iguais às despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.
Ela também justificou que o governo resolveu ser mais conservador em relação ao anúncio de revisão de gastos, ao invés de abrir o menu de políticas públicas que poderia gerar qualquer valor para a economia.
“O Brasil não pode gastar mais do que arrecada, não pode gastar tudo o que arrecada, e precisa gastar bem o que arrecada”, declarou Tebet ainda.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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