Connect with us

Política

Tema de campanha, segurança afeta menos avaliação de prefeitos do que mobilidade e zeladoria, apontam pesquisas

Published

on

Levantamentos da Quaest realizados em 24 capitais mostram que avaliação do prefeito é melhor onde a principal preocupação da população é segurança, e não saúde ou educação
.
Tema comum em campanhas nas eleições 2024, a segurança afeta menos a avaliação dos prefeitos do que outros assuntos da competência das prefeituras, como saúde, mobilidade e zeladoria.
De acordo com pesquisas feitas pela consultoria Quaest em 24 capitais no mês agosto (após o início da campanha eleitoral):
Nas 8 capitais em que a principal preocupação do eleitorado é segurança, a média da avaliação positiva dos prefeitos é de 53,7%;
Nas 10 capitais em que a preocupação principal é saúde, é de 51,6%;
Entre as 2 capitais onde os temas são transporte público e transporte, avaliação positiva dos prefeitos cai para 38,5%;
E, entre as 3 capitais de zeladoria, 36%.
PÁGINA ESPECIAL: veja os dados das pesquisas Datafolha e Quaest sobre as disputas nas capitais
Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os dados mostram que o eleitor brasileiro, mesmo que veja a segurança pública como o principal problema da cidade, não põe a culpa no prefeito.
“Em cidades onde o principal problema é a zeladoria, ou seja, um problema bem municipalista, podemos ver uma pior avaliação do governo. Por outro lado, quando o problema da segurança é o principal, parece não estar afetando a maneira que o eleitor está avaliando o prefeito. Isso sinaliza que o eleitor brasileiro está cada vez mais consciente e compreendendo melhor as funções e atribuições que o prefeito tem”, diz.
Cenário eleitoral
Das 8 capitais em que a segurança é o principal problema, 7 têm prefeitos que buscam a reeleição. Desses, 5 lideram de forma isolada a corrida (os outros dois estão empatados tecnicamente na liderança com outros candidatos). Veja os números:
Manaus: o atual prefeito David Almeida (Avante), liderava com 37% das intenções de voto, seguido do deputado federal Amom Mandel (Cidadania), com 17%;
São Paulo: o prefeito Ricardo Nunes (MDB) tinha 24%, Pablo Marçal (PRTB), 23% e Guilherme Boulos (PSOL) , 21%, em empate técnico triplo na liderança de acordo com pesquisa de setembro;
Recife: o prefeito João Campos (PSD) liderava isolado com 76% na pesquisa de setembro;
Fortaleza: o prefeito José Sarto (PDT) atingiu 18% na pesquisa de setembro, em empate técnico quádruplo com Capitão Wagner (União), 24%, André Fernandes (PL) e Evandro Leitão (PT) , ambos com 21%;
Vitória: o atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) tinha 51% e João Coser (PT), 17%. O levantamento é de 25 a 27 de agosto;
Salvador: o prefeito Bruno Reis (União) tinha 66% das intenções de voto; Geraldo Júnior (MDB), 9%, e Kleber Rosa (PSOL) 4%;
Rio de Janeiro: o atual prefeito, Eduardo Paes (PSD), tinha 64%, seguido de Ramagem (PL), com 13%;
Entre as 10 capitais que apontam a saúde como principal problema, 7 prefeitos buscam a reeleição. Deles, 5 lideram de forma isolada.
João Pessoa: o prefeito Cícero Lucena (PP) liderava com 53% em agosto, Luciano Cartaxo (PT) tinha 12%, Ruy Carneiro (Podemos), 11% e Queiroga (PL), 7%;
Maceió: o atual prefeito JHC (PL) tinha 74% das intenções de voto e liderava isoladamente; Rafael Brito (MDB) e Lobão (Solidariedade) empatados com 4%;
São Luís: o prefeito Eduardo Braide (PSD) tinha 60%; Duarte Júnior (PSB), 21%.
Macapá: o prefeito Dr. Furlan (MDB) tinha 91% das intenções de voto, isolado na liderança;
Goiânia: o atual prefeito Rogério Cruz tinha 4% em agosto, em disputa liderada por Adriana Accorsi (PT), com 22%, Vanderlan Cardoso (PSD), com19% e Sandro Mabel (União Brasil), 19%;
Campo Grande: a prefeita Adriana Lopes (PP) aparece com 14%, empatada tecnicamente com Beto Pereira (PSDB), que tem 15%, e Camila Jara (PT), 9%; disputa liderara por Rose Modesto (União), com 33%;
Boa Vista: o prefeito Arthur Henrique (MDB) tinha 65% das intenções de voto e Catarina Guerra (União), 13%;
Nas três capitais que apontam a zeladoria como principal problema, dois prefeitos buscam a reeleição. Nenhum lidera isoladamente.
Belém: o atual prefeito Edmilson Rodrigo (Psol) apareceu com 15%, empatado no limite da margem de erro com Delegado Eder Mauro (PL), com 23% e Igor Normando (MDB), com 21%;
Rio Branco: o prefeito Tião Bocalom (PL) liderava com 44%, empatado tecnicamente com Marcus Alexandre (MDB), com 43%.
Os prefeitos das 2 capitais que apontam o transporte público como principal problema buscam a reeleição. Nenhum deles lidera isoladamente.
Florianópolis: o atual Topázio (PSD) tinha 40% das intenções de voto em agosto; Dário Berger (PSDB), 16%; e Marquito (Psol), 13%;
Belo Horizonte: o atual prefeito Fuad Noman (PSD) aparece em segundo com 20%, empatado tecnicamente com Bruno Engler (PL), com 16%; a disputa é liderada por Mauro Tramonte (Republicanos), com 27%.
Em Porto Alegre, única cidade que apontou enchente como o principal problema, o prefeito Sebastião Melo (MDB) tenta a reeleição e apareceu com 36%, em empate técnico com Maria do Rosário, com 31%.
Como foram feitas as pesquisas

Aracaju – A pesquisa, contratada pela TV Sergipe, realizou 852 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 25 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SE-09990/2024;

Belém – A pesquisa, contratada pela TV Liberal, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 28 e 30 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PA-02991/2024;

Belo Horizonte/ agosto- A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 1.002 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número MG-09915/2024;

Belo Horizonte/setembro – A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 1.002 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número MG-08280/2024.;

Boa Vista – A pesquisa, contratada pela Rede Amazônica, realizou 704 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RR-01685/2024;

Campo Grande – A pesquisa, contratada pela Rede Matogrossense, realizou 852 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número MS-03495/2024;

Cuiabá – A pesquisa, contratada pela Rede Matogrossense, realizou 852 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número MT-07650/2024;

Curitiba – A pesquisa, contratada pela RPC, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PR-06447/2024;

Florianópolis – A pesquisa, contratada pela NC Comunicações, realizou 852 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SC-08197/2024;

Fortaleza/agosto – A pesquisa, contratada pela TV Verde Mares, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 19 e 21 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número CE-04809/2024;

Fortaleza/setembro – A pesquisa, contratada pela TV Verde Mares, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número CE-05405/2024;
Goiânia: A Quaest, contratada pela TV Anhanguera, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2024. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número GO-00762/2024;
João Pessoa – A pesquisa, contratada pela TV Cabo Branco, realizou 852 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PB-08301/2024;
Macapá – A pesquisa, contratada pela Rede Amazônica, realizou 704 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 25 de agosto. A margem de erro máxima é de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número AP-00095/2024;
Maceió – A pesquisa, contratada pela TV Gazeta de Alagoas, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número AL-06310/2024;
Manaus – A pesquisa, contratada pela Rede Amazônica, realizou 900 entrevistas com eleitores de Manaus de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 25 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número AM-09882/2024;
Porto Alegre – A pesquisa, contratada pela RBS TV, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RS-09561/2024;

Porto Velho – A pesquisa, contratada pela Rede Amazônica, realizou 704 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RO-09119/2024;

Recife/agosto- A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-07463/2024;

Recife/setembro – A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número PE-06977/2024.;

Rio Branco – A pesquisa, contratada pela Rede Amazônica, realizou 704 entrevistas com eleitores de Rio Branco de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 25 de agosto. A margem de erro máxima é de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número AC-04219/2024;

Rio de Janeiro/agosto – A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 1.140 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RJ-08084/2024;

Rio de Janeiro/setembro – A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 1.140 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RJ-05862/2024;

Salvador – A pesquisa, contratada pela TV Bahia, realizou 900 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BA-07361/2024;

São Paulo/ agosto – A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 1.200 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-08379/2024;

São Paulo/ setembro – A pesquisa, contratada pela TV Globo, realizou 1.200 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-09089/2024;
São Luís: A pesquisa foi encomendada pela TV Mirante e ouviu 852 eleitores entre os dias 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número MA – 08174/2024.

Vitória – A pesquisa, contratada pela Rede Gazeta, realizou 852 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número ES-08003/2024.
Como são feitas as pesquisas eleitorais?
Para que servem as pesquisas eleitorais?

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

Published

on

By

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

Continue Reading

Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

Published

on

By

Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

Continue Reading

Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

Published

on

By

Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados