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Política

Temendo hostilidades, Lula desiste de viagens a três estados em que Bolsonaro venceu em 2022

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Governo previa visitas a MT, GO e SC como parte de giro pelo país para inaugurar obras e elogiar pré-candidatos. Lula participa do desfile cívico do 2 de Julho
Matheus Landim/GOVBA
Em meio a um giro pelo país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu desistir de três viagens para estados em que foi derrotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022: Mato Grosso, Goiás e Santa Catarina.
Lula planejava lançar o Plano Safra na cidade de Rondonópolis (MT) em 26 de junho. O lançamento no interior de Mato Grosso chegou a ser anunciado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, após uma reunião no dia 18 sobre o plano. O evento acabou sendo adiado para amanhã (3) e transferido para o Palácio do Planalto.
Mato Grosso é reduto do agronegócio, setor em que Lula sofre forte rejeição. O Planalto tem buscado formas de ampliar a interlocução com os ruralistas. O presidente chegou a planejar encontros quinzenais na Granja do Torto, com representantes do agro, mas, até agora, só um foi realizado, com produtores de frutas.
Lula cancela viagens a estados onde Bolsonaro foi mais votado nas eleições
Lula tinha uma viagem prevista para Goiânia na próxima quarta-feira (4) para inaugurar unidades do Instituto Federal. O petista chegou a citar o roteiro durante pronunciamentos em outras cidades.
O encontro teria a presença da deputada federal Delegada Adriana Accorsi, pré-candidata do PT à prefeitura da capital goiana. Ela é uma das apostas do partido para eleger algum prefeito de capital.
A Secom (Secretaria de Comunicação Social do governo) informou que a agenda deverá ser substituída por uma viagem a Campinas, no interior de São Paulo.
Evento em Santa Catarina
A viagem para Santa Catarina seria a primeira de Lula nesse terceiro mandato. Aliados do presidente esperavam que o petista participasse de um evento no porto de Itajaí, no litoral catarinense, no sábado (6).
Na mesma data e na mesma região, Jair Bolsonaro irá se reunir com representantes da extrema-direita brasileira e até do exterior. O presidente da Argentina, Javier Milei, inclusive, deverá participar.
O encontro da direita será em Balneário Camboriú (SC), cidade vizinha a Itajaí. O aeroporto que serve a região é o de Navegantes.
Segundo a Secom, a viagem à cidade catarinense não constava na previsão de agenda de Lula.
De forma reservada, auxiliares de Lula afirmam que a viagem para Santa Catarina e outros estados em que o bolsonarismo é forte foram canceladas pelo risco de haver algum tipo de hostilidade ao presidente.
Lula intensifica viagens
De olho nas eleições municipais, o presidente Lula intensificou a agenda de viagens pelo Brasil para ajudar na conquista de prefeituras-chave para o governo.
Um levantamento da Globonews mostra que, das 52 viagens feitas pelo presidente em 2024, 20 foram concentradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Enquanto isso, ele evita Estados de predominância bolsonarista, concentrados principalmente no Norte e Centro-Oeste.
No Norte, os Estados do Amazonas, Roraima, Rondônia e Amapá ainda não receberam nenhuma visita. Já no Centro-Oeste, Goiás e Mato Grosso tinham previsão de receber o presidente e as viagens foram desmarcadas.
Lula participa de evento do governo federal em Feira de Santana, na Bahia.
Reprodução/CanalGov
Até agora, Lula só esteve em quatro estados que deram vitória para Bolsonaro: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. O Rio Grande do Sul recebeu 4 visitas do presidente, três delas concentradas em maio, quando o Estado foi afetado por uma tragédia climática.
Já no Nordeste, reduto eleitoral do petista, Lula foi a oito dos nove estados da região. Apenas Sergipe ainda não recebeu o presidente.
Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná também estão entre os 12 estados que ficaram de fora do roteiro.
Em junho, foram 13 viagens; até então, abril foi o mês mais intenso para Lula, com 11 viagens, incluindo uma internacional para Bogotá, na Colômbia.
Uma entrevista a cada dois dias
Em junho, Lula também concedeu mais entrevistas do que em todos os outros meses do ano até agora, com um total de sete entrevistas. Entre janeiro e maio, Lula havia dado apenas quatro entrevistas.
A estratégia reflete o desejo já manifestado por Lula de fortalecer a comunicação do governo. Em novembro de 2023, durante uma reunião ministerial, o presidente prometeu viajar pelo Brasil em 2024.
“Se preparem, companheiros, porque a partir do ano que vem quero dedicar o ano para viajar pelo Brasil. Quero visitar todas as obras de infraestrutura, muitas obras de educação, muitas obras na área da saúde. Quero visitar para conversar com o povo um pouco sobre o futuro deste país”, disse.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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