Política
Tentativa de golpe: veja em 9 pontos o que ex-comandante da Aeronáutica disse em depoimento à 1ª Turma do STF
Baptista Júnior confirmou que Bolsonaro sabia e participou de reuniões sobre trama golpista. E que general ameaçou prender o ex-presidente. Também segundo o brigadeiro, Bolsonaro tinha conhecimento de que não houve fraudes na eleição. Carlos de Almeida Baptista Junior
Isac Nóbrega/PR
O brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior – que comandou a Aeronáutica na gestão Jair Bolsonaro (PL) – depôs, por cerca de uma hora e meia nesta quarta-feira (21), à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre tentativa de golpe.
🪖O militar foi ouvido na condição de testemunha da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela acusação contra a organização golpista, e também como testemunha de defesa dos réus Bolsonaro; Almir Garnier, ex-chefe da Marinha; e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.
Baptista Júnior confirmou diversos pontos do depoimento que prestou à Polícia Federal durante as investigações sobre a trama golpista. E destacou que Bolsonaro sabia e participou de reuniões em que um golpe de Estado foi discutido.
Entre outros pontos, o brigadeiro (clique no link para ler mais):
confirmou a participação de Bolsonaro em reunião sobre tentativa de golpe
reiterou que o general Freire Gomes ameaçou prender o ex-presidente
disse que Paulo Sérgio Nogueira apresentou uma minuta golpista aos comandantes
afirmou que o chefe da Marinha colocou tropas à disposição da trama
disse que houve debates sobre a prisão de Alexandre de Moraes
relatou que sofreu ataques ordenados por Braga Netto por ter resistido à iniciativa golpista
avaliou que a tentativa de golpe não prosperou por falta de adesão ‘unânime’ das Forças
declarou que Bolsonaro sabia da inexistência de fraudes no sistema eleitoral
contou que o ex-presidente pressionou para adiar a divulgação de relatório que atestava a lisura das urnas
Ex-comandante da aeronáutica afirma que Bolsonaro tratou de minuta golpista em reunião
Reunião sobre plano golpista
Baptista Júnior confirmou a realização de uma reunião de tom golpista com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, após o segundo turno das eleições de 2022, sobre “hipóteses de atentar contra o regime democrático, por meio de algum instituto previsto na Constituição”.
📄Esses meios seriam uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou a implementação de um Estado de Defesa ou de Sítio.
O encontro dos comandantes das Forças Armadas com o então presidente teria ocorrido na primeira quinzena de novembro de 2022.
Ameaça de prisão
⛓️💥No depoimento, o ex-comandante da Força Aérea Brasileira confirmou que, durante essa reunião no Palácio da Alvorada, presenciou o general Freire Gomes, então comandante do Exército, ameaçar Bolsonaro de prisão caso a ideia golpista fosse levada adiante.
“O general Freire Gomes é polido, é isso que ele falou. Com muita tranquilidade e muita calma, mas colocou, que, se ele [Bolsonaro] fizesse isso ele teria que prender [o então presidente]”, relatou Baptista Júnior.
Minuta do golpe
Ex-comandante da FAB confirma reunião com Bolsonaro sobre golpe e que general ameaçou pren
📃Baptista Júnior afirmou ao STF que, no dia 14 de dezembro de 2022, em uma reunião no Ministério da Defesa, o ministro Paulo Sérgio Nogueira apresentou uma minuta golpista aos comandantes das Forças Armadas.
Conforme o brigadeiro, nesse encontro, Paulo Sérgio Nogueira afirmou: “Trouxe aqui um documento para vocês lerem”.
No entanto, o ex-comandante da Aeronáutica disse que deixou o encontro sem ler a minuta golpista.
“Com base em tudo o que estava acontecendo, perguntei: ‘O documento prevê a não assunção no dia 1º de janeiro do presidente eleito [Lula]?’. Ele, [Paulo Sérgio Nogueira], disse: ‘Sim’. Eu disse que não aceitava nem receber esse documento. Me levantei e fui embora”, declarou.
Tropas à disposição da trama golpista
🛳️O depoente declarou que, nessa reunião em dezembro de 2022, o então comandante da Marinha almirante Almir Garnier afirmou que colocava as tropas à disposição da trama golpista.
Prisão de Moraes
Moraes durante julgamento no STF
Rosinei Coutinho/STF
👨🏻⚖️O militar também disse ter participado de reuniões em que os presentes faziam “brainstorming”, termo em inglês referente a debate de ideias de ação. E que, nessas discussões, os presentes cogitavam a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“Eu lembro bem, houve a seguinte discussão: ‘Vai prender o Alexandre de Moraes, presidente do TSE? Vai. Amanhã, o STF vai dar um habeas corpus para soltar esse. E aí, nós vamos fazer o que? Vamos prender os outros 11?'”, contou.
“Mas isso era um brainstorming, buscando uma solução, que já estava no campo do desconforto. Pelo menos, para mim estava”, completou.
Ataques por resistir ao plano golpista
Baptista Júnior também declarou que, por ter resistido à iniciativa golpista, sofreu muitos ataques, que teriam sido ordenados pelo ex-ministro da Casa Civil Walter Souza Braga Netto – então candidato à vice-presidência na chapa de Bolsonaro.
Ele contou que recebeu ataques do comunicador Paulo Figueiredo – neto de João Figueiredo, que foi o último presidente da ditadura militar no Brasil.
🍉E que, até hoje, é chamado de “melancia” nas redes sociais – um termo usado por direitistas para criticar militares que, supostamente, são de esquerda, ou seja, “verde por fora e vermelho por dentro”.
“Tenho até hoje perfis no Twitter me chamando de melancia. Meu Twitter tive que fechar, chamam de ‘traidor da pátria’, que ‘não é patriota’. Esses ataques acontecem até hoje”, disse.
Tentativa não prosperou por falta de adesão ‘unânime’
🚫O ex-comandante da FAB disse que as medidas golpistas não foram adiante porque não houve uma adesão “unânime” das Forças Armadas.
Bolsonaro sabia da inexistência de fraudes
🗳️Ao ser questionado pelo procurador-geral, Paulo Gonet, sobre se Bolsonaro tinha informações de que não havia indícios de fraudes no sistema eleitoral, o ex-comandante da Aeronáutica respondeu:
“Sim, [Bolsonaro foi informado disso] através do ministro da Defesa. Além de reuniões que eu falei, o ministro da Defesa que despachava sobre esse assunto”.
Ex-presidente pressionou para adiar relatório
Baptista Júnior foi indagado se o ex-presidente tentou interferir na divulgação de um relatório da comissão de fiscalização das eleições que atestava a lisura das urnas.
“Sim. […] eu ouvi que sim [Bolsonaro pressionou pelo adiamento da divulgação], certamente outras testemunhas poderão dar isso com mais precisão”, respondeu o militar.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


