Política
Tesouro Educa+: entenda como vai funcionar o título público para financiar estudos
Título será lançado pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (1º), às 15h. Será possível investir de 3 a 18 anos e, a partir da data escolhida, receber o retorno do investimento
Pixabay
O Tesouro Nacional vai lançar nesta terça-feira (1º), em parceria com a B3, um título público destinado ao financiamento da educação, para quem deseja começar a poupar recursos e a investir no ensino dos filhos, por exemplo.
O novo papel será chamado de Tesouro Educa+ e poderá ser adquirido no site do Tesouro Direto.
Será possível investir de 3 a 18 anos e, a partir da data escolhida, receber o retorno do investimento, corrigido pela inflação, em parcelas mensais, durante 5 anos.
Esse valor poderá ser usado tanto para pagar a mensalidade de uma faculdade particular ou um intercâmbio, como para custear outros gastos, como materiais e moradia.
“É um título educacional voltado pra você ir formando uma poupança pouco a pouco e depois, quando o seu filho tiver com 18 anos, ele poder ter mensalmente um valor durante 5 anos pra pagar mensalidade da universidade ou pagar os custos desse período”, explica o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
Uma pesquisa do Todos pela Educação, em parceria com o Datafolha, mostra que 65% dos estudantes da rede pública pretendem cursar uma faculdade após concluírem o Ensino Médio. Porém, segundo dados do IBGE, apenas um quarto dos jovens entre 18 e 24 está no ensino superior.
Um dos objetivos do Tesouro com o lançamento do Educa+ é incentivar a educação financeira das famílias e possibilitar que mais jovens continuem estudando após a conclusão do Ensino Médio.
Segundo estimativas do Tesouro, para que um jovem tenha uma renda mensal de R$ 500 durante 5 anos, através do Educa+, a família precisaria investir:
R$ 81 por mês durante 18 anos (começando a investir quando o filho tiver menos de 1 ano); e
R$ 164 por mês durante 11 anos (começando a investir quando o filho já tiver 7 anos).
De acordo com o secretário, R$ 500 é a média de uma mensalidade de um curso híbrido ou à distância em uma faculdade particular.
Saiba mais sobre o título:
O que é Tesouro Direto?
Como comprar um título?
Qual a duração do investimento?
Tem cobrança de tarifa?
E se eu precisar do dinheiro antes?
Outros lançamentos
1. O que é Tesouro Direto?
É um programa do Tesouro Nacional, desenvolvido em parceria com a B3, para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas.
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2. Como comprar um título?
Primeiro, é preciso se cadastrar no Tesouro Direto. Esse cadastro é feito através de bancos e corretoras habilitados.
No caso do Educa+, será possível fazer o cadastro no nome dos pais ou da criança e do adolescente.
“Se não tem o cadastro, precisa fazer o cadastro. Se for maior de idade, pode fazer um cadastro diretamente no site, escolher uma corretora e já começar a investir. Se ele quer abrir para o filho menor, ele precisa abrir conta numa corretora, cada uma tem um procedimento, mas é procedimento fácil, cadastra o menor e, a partir daí, pode começar a fazer o investimento também em nome do menor”, disse o secretário do Tesouro.
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3. Qual a duração do investimento?
Entre 3 e 18 anos. A pessoa que for investir deve escolher um ano para começar a receber a renda mensal, durante 5 anos.
No caso dos pais que querem poupar para a faculdade dos filhos, por exemplo, o responsável poderá escolher uma data para que o filho comece a receber a renda mensal, considerando o ano pretendido para o filho iniciar o curso superior.
Se o filho estiver iniciando o Ensino Médio, por exemplo, e a família deseja poupar para a faculdade, poderia investir em um título que vence em 3 anos — que é a duração do Ensino Médio. Assim, ao término da escola, o jovem já começaria a receber uma renda mensal para auxiliar no pagamento da mensalidade da faculdade, compra de livros ou outras despesas relacionadas ao período.
Para ajudar, estará disponível um simulador no site do Tesouro Direto.
Nele, a pessoa pode preencher algumas informações, como a idade atual do filho, idade em que o filho pretende começar a universidade, e o investimento inicial disponível. A partir daí, o simulador vai indicar o valor que deverá ser aportado mensalmente para chegar à renda mensal pretendida.
O investimento mínimo é de R$ 30.
A renda recebida por 5 anos é mensalmente corrigida pela inflação.
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4. Tem cobrança de tarifa?
Não há cobrança de Taxa de Custódia (tarifa cobrada pela B3) para quem carregar o título até o vencimento e receber renda mensal de até 4 salários-mínimos
O vencimento do título só ocorre após pagamento da renda mensal por 5 anos.
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5. E se eu precisar do dinheiro antes?
O investidor poderá vender o título a partir de 60 dias após a compra, mas terá incidência da taxa de custódia. A venda antecipada terá incidência de taxa sobre o valor vendido de:
0 a 7 anos: 0,50% (a.a.);
7 a 14 anos: 0,20% (a.a.);
Acima de 14 anos: 0,10% (a.a.).
“Não há nenhum problema se a família por alguma razão mudou de ideia e resolveu retirar, ela vai ter auferido aquele rendimento financeiro naquele período, única coisa que ela vai perder é o benefício da isenção da taxa de custódia”, explica Ceron.
Além disso, se o resgate for feito antes, há um pagamento de imposto de renda maior sobre os rendimentos. Isso porque a alíquota do IR é regressiva conforme o prazo do investimento:
22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
15% para aplicações com prazo acima de 721 dias.
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6. Outros lançamentos
A partir de outubro, o Tesouro e a B3 devem lançar outras funcionalidades para o título, como:
financiamento coletivo: possibilidade de amigos e outros familiares, além dos pais, investirem em nome da criança e do adolescente;
gift card: criação de cartão-presente do Educa+.
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VÍDEOS: notícias de Economia
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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