Política
Tesouro Nacional lança títulos públicos para financiar estudos após conclusão do Ensino Médio
O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, explica que medida tem valor de investimento baixo, a partir de R$ 30. ‘É um título que você vai investindo, acumulando para o seu filho para quando ele tiver 18 anos, ele receber durante a fase universitária’, explica Ceron. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, vai anunciar nesta terça (1º) o lançamento de títulos públicos para que estudantes possam financiar os estudos. Segundo ele, o cadastro poderá ser feito já a partir das 15h desta terça por meio do site do Tesouro ou por meio de corretoras, para abrir o cadastro no nome dos pais ou da criança.
“É um título que você vai investindo, acumulando para o seu filho para, quando ele tiver 18 anos, ele receber durante a fase universitária. Durante cinco anos, ele vai receber um valor mensal de acordo com a poupança que foi acumulada nesse período.”
O título, lançado pela Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3, tem como objetivo auxiliar pessoas de todas as idades a conseguir renda complementar para custear estudos, sejam eles de Ensino Superior, especialização ou qualquer outra natureza.
“O valor do investimento é baixo. A partir de R$ 30 vai ser possível investir. Todo mês ele pode fazer essa poupança, mas também nas datas comemorativas, no Natal, no aniversário da criança, no Dia das Crianças, se quiser fazer um presente, além do presente tradicional, um brinquedo, pode fazer um depósito na poupança que vai servir para formar esse futuro”, explica o secretário.
O investidor vai poder escolher os títulos disponíveis para venda de acordo com ano de vencimento e acumular recursos nestes títulos. Após o vencimento, receberá fluxos mensais recorrentes por cinco anos a partir do dia 15 de janeiro do ano escolhido. Inicialmente, serão disponibilizados 16 títulos, com a primeira conversão em 2026 e a cada ano subsequente.
Ceron explica que, “no site do tesouro, há um simulado muito simples que a pessoa vai ter que colocar a idade do jovem ou da criança, a idade que ele gostaria que ela começasse a receber e o valor que ela gostaria que ele recebesse lá.”
Os títulos garantem proteção aos efeitos da inflação, com correção pelo IPCA, além de uma taxa real, dando mais segurança para o investidor planejar seu futuro.
“Esses títulos são corrigidos pela inflação, então ela vai saber exatamente [o valor a ser recebido].Por exemplo, eu quero que meu filho receba R$ 500 quando ele tiver 18 anos e ele acabou de nascer. Então, coloca ‘0-18’, eu quero R$ 500 e ele vai me trazer o valor da simulação: R$ 81. Então, se você guardar R$ 80 por mês eu chego lá e garanto para ele R$ 500. Durante cinco anos, ele vai receber 60 parcelas de R$ 500 reais que é o equivalente à média de um curso universitário híbrido ou EAD no Brasil. Com isso, você ajuda muitas famílias.”
“Como o título para educação tem uma taxa de rentabilidade e protege da inflação, ele é exatamente customizado para isso. Ainda, como ele é um título totalmente voltado para o ciclo educacional, a taxa de custódia vai ser zero se ele carregar até o vencimento. Ele é extremamente competitivo, rentável e seguro porque ele é protegido pelo tesouro nacional”, afirma Ceron.
“É uma plataforma, então, abre a possibilidade da filantropia educacional. Há diversas possibilidades. As empresas podem entrar para ajudar os filhos dos colaboradores. O recebimento é em dinheiro. Então, a partir dos 18 anos ele recebe, ele tem uma renda extra durante 60 meses do valor acumulado. Então, pode ser de R$ 500, R$ 1 mil reais, de acordo com o que foi acumulado nesse período. Assim, ele pode utilizar para mensalidade da faculdade, para o próprio custeio, enfim, o uso é livre.”
Os investimentos possuem carência de 60 dias e, após esse período, é possível vender os títulos ao preço de mercado. Os títulos levados até o vencimento terão como benefício extra a isenção da taxa de custódia na B3. A venda antecipada de 0 a sete anos terá incidência de taxa sobre o valor vendido de 0,50% (a.a.), de sete a 14 anos terá taxa de 0,20% (a.a.) e acima de 14 anos terá taxa sobre o valor vendido de 0,10% (a.a.). O vencimento do título só ocorre após pagamento dos 60 fluxos mensais de pagamentos.
Governo estuda criar incentivo para estimular ingresso e permanência no Ensino Superior
O Governo Federal quer criar uma espécie de “bolsa permanência” para resolver dois problemas: a evasão no Ensino Médio, que tem aumentado, e também para garantir que estudantes consigam financiar e permanecer no Ensino Superior.
A ideia ainda está sendo analisada e, inicialmente, envolveria três ministérios: Fazenda, Educação e Desenvolvimento Social.
O plano seria, a partir do nono ano do Ensino Fundamental e até o terceiro ano do Ensino Médio, o governo pague uma quantia de R$ 1 mil por mês por estudante para todos os estudantes. Esse dinheiro ficaria em uma conta poupança (com o rendimento da poupança). Quando entrar na universidade, ele poderia sacar este valor e usar para permanecer no seu curso, em uma espécie de “bolsa permanência”.
O governo quer anunciar esta proposta em breve. Junto com ela, há a intenção de lançar um título do Tesouro para que famílias consigam financiar um curso universitário para os seus filhos.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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