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Política

‘Todos os esforços estão sendo envidados. São suficientes? Não são ainda suficientes’, diz Marina Silva sobre combate a incêndios

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Ministras do Meio Ambiente e da Saúde se reuniram nesta sexta (13) com o governador de SP, Tarcísio de Freitas, para discutir medidas contra queimadas que se espalham pelo estado. Governo federal estuda medidas para o aumento das penas relacionadas a esse tipo de crime. As ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Nísia Trindade, da Saúde
TV Globo
(
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (13) que o governo federal está trabalhando “com toda intensidade” e em parceria com os estados para debelar os focos de incêndio espalhados pelo país, mas admitiu que os esforços não estão sendo suficientes.
“Toda essa movimentação está sendo feita para que a gente possa dar à população a certeza de que todos os esforços estão sendo envidados. Eles são suficientes? Não são ainda suficientes, mas o esforço é para que a gente possa alcançar o máximo que pudermos de reversão desse processo”, afirmou, em entrevista coletiva após uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Apenas em São Paulo, nesta sexta, havia 15 focos de incêndio ativos às 18h25.
Marina destacou que um fator complicador para o combate às queimadas são os incêndios criminosos. No estado, 20 pessoas foram presas neste ano por provocar queimadas (leia mais abaixo).
“Uma coisa é fundamental: estamos vivendo um evento climático extremo, e as pessoas não podem continuar ateando fogo. O crime ambiental de natureza climática não pode continuar ocorrendo, porque as pessoas não podem atear fogo e dizer depois: ‘Vem apagar o fogo que eu ateei’.”
Para a ministra, “a gestão do desastre é fundamental, porque você não tem como impedir que eles aconteçam – e quando eles acontecem, os desastres naturais, ou provocados, intensificados pela ação humana, como é o caso da mudança do clima, você tem que estar preparado”.
A respeito das ações em vigor pelo governo federal em São Paulo para lidar com o problema, a ministra listou que foram encaminhados, no “pico dos incêndios”:
5 helicópteros KC 390;
7 caminhões cisterna, que fazem transporte de água em alta quantidade;
28 viaturas, que são também caminhões que têm capacidade de fazer lançamento de água, além de outros veículos e equipamentos;
559 militares para se somar aos esforços já feitos aqui no estado de SP.
“Temos que ter a clareza que há um limite para capacidade humana para enfrentar determinados fenômenos que nós nem sabemos a natureza e o desdobramento deles”, destacou Marina.
Marina Silva destacou que autores de incêndios criminosos serão multados e autuados, além de informar que o governo federal estuda medidas para o aumento das penas relacionadas a esse tipo de crime.
“Se temos uma proibição do uso do fogo, os que estão colocando fogo, estão fazendo ao arrepio da lei. Aqueles que estão fazendo com a intenção de criar essa situação de completa calamidade para saúde pública, cumpriremos os regramentos legais existentes”, disse.
Segundo a ministra, áreas que forem propositalmente incendiadas poderão ser alvo de sanções como a perda do direito de uso.
“Se você tem uma área que tem trabalho análogo à escravidão, de acordo com a lei, essas áreas poderão até ser confiscada pelo poder público. Se você tem uma área, que é patrimônio da União, que foi queimada propositadamente, com intenção de tirar alguma vantagem, há que ser cortada qualquer possibilidade de uso dessa área”.
“Mesmo que seja uma área privada, em sendo comprovado, está se estudando medidas para aplicar o mesmo mecanismo que é aplicado em situações análogas à escravidão”, completou.
Monitoramento da qualidade do ar
Nesta semana, a cidade de São Paulo registrou, por três dias, qualidade do ar muito ruim e ficou entre as piores do mundo.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse na coletiva que está sendo feito um monitoramento permanente tanto para avaliar a qualidade do ar quanto o impacto de ondas de calor e da seca sobre a população. “E recomendações que temos feito no Ministério da Saúde muito ligadas à questão da hidratação, do cuidado da exposição, restrição de atividades ao ar livre”, completou.
“Em relação à circulação de veículos, existem recomendações no próprio estado de São Paulo quando se chega a níveis mais elevados. Vamos estar trabalhando para aperfeiçoar essas recomendações. Estamos vivendo um fenômeno que, na sua escala e intensidade é novo. Novas recomendações certamente podem surgir a partir do trabalho técnico feito, sobretudo nos dois ministérios”, disse Nísia.
Também presente na coletiva, a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, explicou que o estado faz um monitoramento diário da qualidade do ar, “muito individualizado, caso a caso, de forma regional, de acordo com esses pontos críticos”.
“Por exemplo, a gente já fez fiscalização em mais de 100 mil veículos pesados, mais de 2 mil multas. Já declaramos pontos de atenção em determinadas cidades. Semana passada, a gente fez um ponto de atenção lá em Santa Gertrudes, que a gente fez uma proibição de circulação de veículos pesados e umidificação nas vicinais.”
E emendou: “Passou um dia, isso voltou, melhorou a qualidade do ar, e a gente vai vendo todos os dias o que a gente precisa fazer para poder atuar de uma forma muito firme, lembrando, claro, que a gente tem as nossas competências estaduais, a gente faz isso com uma governança e multinível, com uma atuação muito firme e consistente com o planejamento de estratégia climática que a gente já tem aqui no estado”.
Após a reunião, o governo estadual anunciou 13.500 vagas para bombeiros que se voluntariarem a combater as chamas em seus dias de folga, por meio de Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), e a liberação de R$ 10 milhões de reforço para a Defesa Civil, para serem utilizados no combate às chamas de forma aérea.
Prisões em SP
O estado conta com 20 pessoas presas em São Paulo neste ano por provocar incêndios florestais. Além das prisões, o governo estadual recolheu mais de R$ 21,3 milhões em multas. Ao todo, somente em 2024, foram aplicados 420 autos de infração ambiental.
Segundo dados do governo estadual, os incêndios estão mais concentrados na fazenda produtiva, ou seja, na lavoura, e afetam diretamente ao agronegócio.
O estado tem 1 milhão de hectares em unidades de conservação e preservação ambiental. Desse total, 748 hectares foram atingidos, ou seja, 0,07%.
‘Situação sem precedentes’, diz sec. de Meio Ambiente de SP sobre qualidade do ar
Em entrevista à GloboNews nesta manhã, a secretária Natália Resende disse que o estado investiga quantos dos incêndios florestais são criminosos e quantos são espontâneos. Ela também defendeu as ações da gestão Tarcísio e asseverou com relação às punições.
“Aqui no estado de SP a gente não tolera crime. A gente já tem 20 presos e todas as pessoas que fizerem isso vão ser responsabilizadas.”

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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