Política
Trama golpista: governistas veem fortalecimento da democracia e oposição reforça campanha por anistia
Integrantes do governo federal e parlamentares reagiram nesta quarta-feira (11) à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por todos os crimes dos quais foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), incluindo golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
STF tem maioria para condenar Jair Bolsonaro por todos os crimes da trama golpista
Por maioria, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) também condenaram os réus por organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
🔴 O g1 transmite ao vivo o julgamento do núcleo crucial da trama golpista. ACOMPANHE AQUI.
A decisão foi tomada por quatro votos favoráveis – do relator, ministro Alexandre de Moraes, e dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O ministro Luiz Fux votou pela absolvição dos réus, com exceção do ex-ajudante de ordens da Presidência da República, Mauro Cid, e o ex-ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto. Nos dois casos, Fux votou pela condenação de ambos pelo crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
A Primeira Turma ainda vai decidir quanto tempo cada réu vai cumprir de pena, na chamada dosimetria.
‘O Brasil só vale a pena porque nós ainda conseguimos manter o Estado Democrático’
Fortalecimento da democracia
Em uma rede social, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro “expressa vigor” da democracia e da soberania do Brasil.
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“A condenação de Jair Bolsonaro e seus cúmplices pelo Supremo Tribunal Federal expressa o vigor da Democracia e da Soberania Nacional. Foram condenados no devido processo legal, mediante provas contundentes dos crimes que cometeram”, escreveu Gleisi.
“É uma decisão histórica, sem precedentes, para que nunca mais ousem atentar contra o estado de direito e atentar contra a vontade do povo expressa nas urnas”, acrescentou.
Gleisi destacou que a decisão também é uma “resposta altiva” do Judiciário brasileiro às sanções econômicas e à “coação absurda” feita pelo governo dos Estados Unidos “em conspiração com os traidores da pátria a serviço de Bolsonaro”.
O presidente americano, Donald Trump, sobretaxou em 50% produtos brasileiros e exigiu o término dos processos contra Bolsonaro, de quem é aliado. O governo brasileiro criticou a medida, considerada uma tentativa de violar a soberania nacional.
Trump diz estar surpreso com condenação de Bolsonaro
“Hoje, por meio do STF, o Brasil disse ao mundo que os crimes contra a democracia são intoleráveis. E são imperdoáveis”, disse Gleisi.
O líder do governo na Câmara dos Deputados Lindbergh Farias elogiou a formação de maioria para a condenação e ressaltou a importância do ato para o fortalecimento da democracia.
“Não se tratou de mera retórica inflamada, mas de atos concretos: reuniões, articulações institucionais, mobilização de forças de segurança e investidas contra as urnas eletrônicas. Tudo, segundo ela (Cármen Lúcia), direcionado para corroer a confiança pública e inviabilizar a alternância de poder”, afirmou.
Placar da condenação
Arte/g1
Senador Fabiano Contarato (PT-ES)
“A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus cúmplices é um marco histórico. É a afirmação de que ninguém está acima da lei e de que o Estado Democrático de Direito jamais será refém de projetos autoritários ou de qualquer espírito déspota que tente germinar dentro da nossa democracia”, afirmou.
Senador Marcelo Castro (MDB-PI)
“Quem atenta contra a nossa democracia atenta contra o Brasil. Que a Justiça siga firme para que jamais se trame contra a nossa liberdade democrática de novo”, afirmou.
Reforço para pautar anistia
A liderança da oposição na Câmara dos Deputados manifestou descontentamento com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação foi feita por meio de nota, assinada pelo líder da oposição na Casa, o deputado Zucco (PL-RS).
“Hoje é um dia muito triste para o Brasil, para a Justiça e para os direitos humanos. Mas é também o dia em que se reforça a certeza de que a verdade e a democracia prevalecerão”, diz o trecho.
Zucco também destacou que pretende continuar empenhando esforços para pautar a anistia no Congresso Nacional. Desde o início do julgamento, a oposição tem defendido uma anistia ampla, geral e irrestrita.
No senado, parlamentares da oposição fizeram elogios ao voto do ministro Luiz Fux, único a absolver o ex-presidente da República.
É #FAKE que Fux disse em seu voto que ministros do STF a favor da condenação de Bolsonaro tentam ‘implementar uma ditadura’
Senador Flávio Bolsonaro (PL- RJ)
“A pretexto de defender a democracia, os pilares da democracia foram quebrados para condenar um inocente que ousou não se curvar a um ditador chamado Alexandre de Moraes”.
Senador Carlos Portinho (PL-RJ)
“Os Ministros de Lula/Temer orgulham-se do script q traçaram e cumpriram passando por cima do devido processo legal e sem chance de apelação. Agora só a #AnistiaJá salvará este País. Ou será a Anistia ou a guerra sem fim. Escolham as suas armas. Eu escolho a Paz. Anistia já!”
Senador Alan Rick (União- AC)
“O voto do único ministro de carreira mostrou equilíbrio técnico e coragem diante das pressões políticas. Ao defender o devido processo, o juízo natural e o direito de defesa, Fux reafirmou que a democracia só se sustenta quando a Constituição prevalece sobre narrativas”.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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