Economia
Tribunal russo bloqueia bens de bilionário do agro no país, dizem agências locais
Promotores calculam que só a transferência de ativos para o governo russo soma US$ 29 bilhões, o maior movimento do tipo desde as privatizações dos anos 1990.
REUTERS/Marina Lystseva
Um tribunal da Rússia determinou o bloqueio dos bens de Vadim Moshkovich, fundador bilionário da gigante agrícola Vadim Moshkovich, segundo a mídia local. A decisão inclui uma participação de 49% na empresa, avaliada em 49 bilhões de rublos (R$ 3 bilhões).
Moshkovich foi preso em março de 2025 e é acusado de desviar 30 bilhões de rublos (cerca de R$ 2 bilhões). Ele se declarou inocente.
Promotores pediram à Justiça, em 1º de maio, a apreensão dos bens. O tribunal informou que realizou nesta segunda-feira os “preparativos” para uma audiência marcada para 5 de maio.
Segundo uma fonte ouvida por agências russas, foi imposto um bloqueio cautelar sobre bens móveis e imóveis de Moshkovich, além de 100% das ações de várias empresas, incluindo a Rusagro. A decisão abrange todas as ações da companhia pertencentes ao empresário.
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Desde o início da campanha militar na Ucrânia, em 2022, o Estado russo já confiscou mais de US$ 50 bilhões em propriedades privadas, incluindo ativos de empresas estrangeiras que deixaram o país. A estimativa é de um escritório de advocacia de Moscou. Promotores calculam que só a transferência de ativos soma US$ 29 bilhões — o maior movimento do tipo desde as privatizações dos anos 1990.
A prisão de Moshkovich, que já foi deputado e construiu um dos maiores grupos agrícolas da Rússia após começar vendendo computadores no período pós-soviético, causou forte reação no meio empresarial.
Este é o caso mais relevante envolvendo um empresário russo desde a prisão, em 2018, de Ziyavudin Magomedov, fundador do grupo Summa, e da detenção domiciliar, em 2014, de Vladimir Yevtushenkov, acionista do AFK Sistema.
A Rusagro, única grande empresa agrícola russa listada em bolsa, afirmou anteriormente que segue operando normalmente apesar da prisão do fundador. A companhia é uma grande produtora de açúcar, carne suína e óleos vegetais, e exporta para 23 países, incluindo China, Turquia e Irã.
A empresa não comentou o bloqueio de bens.
As ações da Rusagro caíam 1,4% nesta segunda-feira e acumulam perda de cerca de 7% desde que começaram a ser negociadas na Bolsa de Moscou, em julho do ano passado.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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