Economia
Trufa inédita no Brasil tem quilo vendido por R$ 8 mil
Cogumelo que cresce debaixo da terra ocorre naturalmente em países mais frios, mas já é cultivado no Sul e Sudeste brasileiro. Quilo de variedade italiana pode chegar a R$ 40 mil. Trufa inédita no Brasil tem quilo vendido por R$ 8 mil
A trufa ocorre naturalmente em países mais frios e, por muito tempo, o consenso era de que seria impossível encontrar esse tipo de cogumelo em solo brasileiro. Mas cientistas e agricultores encontraram o produto se desenvolvendo no Sul e no Sudeste do país.
Em São Bento do Sapucaí, em São Paulo, existem mais de 10 espécies trufeiras. Por exemplo, a castanheira, a aveleira e o carvalho são árvores que têm raízes onde as trufas costumam se desenvolver.
No sítio, elas são encontradas com a ajuda da Birba, uma cadela da raça Lagotto romagnolo, e a Laika, uma vira-lata. As duas estão entre as pioneiras do Brasil a farejar o produto.
O que é a trufa
A trufa é um cogumelo comestível que cresce debaixo da terra.
Existem trufas de várias espécies, mas, no geral, ela lembra uma batatinha. Por dentro, conforme amadurece, vai se pintando de marrom. Ela também é aromática, característica fundamental para atrair os animais.
As trufas também possuem uma estratégia de sobrevivência: se um besouro se alimenta dela, ele espalha as suas sementes, chamadas de esporos. Assim, o fundo se multiplica na natureza.
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Tempero da nobreza
No século 15, a trufa era usada como um condimento para dar mais aroma e sabor aos pratos que eram servidos nas cortes.
Hoje, o trabalho dos anciões italianos é Patrimônio Cultural e Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
E ela continua sendo considerada um ingrediente de pratos nobres. A espécie mais cobiçada é a italiana branca de alba, com o quilo chegando a R$ 40 mil.
Uma espécie inédita encontrada no Brasil, a Tuber floridanum – batizada de Sapucay -, é vendida para restaurantes por cerca de R$ 8 mil o quilo.
Ela foi descoberta há 7 anos na cidade gaúcha de Cachoeira do Sul, em meio a uma produção de noz pecan pelo biólogo Marcelo Sulzbacher, em parceria com cientistas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
O pesquisador já sabia que as trufas cresciam junto às nogueiras nos Estados Unidos e decidiu visitar mais de 30 fazendas gaúchas até encontrá-las.
Confira a reportagem completa no vídeo acima.
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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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