Economia
Trump ataca CEO da Intel e pede sua renúncia; ações da empresa caem
O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, fala na Conferência Anual de Tecnologia de Manufatura da empresa em San Jose, Califórnia, EUA, em 29 de abril de 2025.
REUTERS/Laure Andrillon
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a renúncia imediata do novo presidente-executivo da Intel, Lip-Bu Tan, alegando que ele estava “altamente em conflito”.
Trump deu a declaração após surgirem dúvidas sobre laços de Lip-Bu Tan com empresas chinesas e sobre o futuro da companhia americana da fabricação de chips, que vem passando por uma crise, especialmente por ter entrado tarde na corrida das IAs.
“Não há outra solução para este problema”, disse Trump em uma publicação na plataforma Truth Social, o que fez as ações da Intel caírem quase 5% nas negociações do pré-mercado.
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A Intel não se pronunciou sobre as declarações de Trump até a última atualização desta reportagem.
O ataque de Trump foi feito um dia depois de a Reuters informar que o senador republicano Tom Cotton enviou uma carta ao presidente do conselho da Intel com questionamentos sobre os vínculos de Tan com empresas chinesas e sobre um recente processo criminal envolvendo sua antiga empresa, a Cadence Design.
Em abril, a Reuters revelou que Tan, pessoalmente ou por meio de fundos de risco que fundou ou administra, investiu em centenas de empresas chinesas, algumas das quais têm ligações com as forças armadas da China.
O CEO da Intel investiu ao menos US$ 200 milhões em companhia das China de manufatura avançada e chips entre março de 2012 e dezembro de 2024, segundo a Reuters.
Donald Trump, em foto de 6 de agosto de 2025
Reuters/Jonathan Ernst
A Intel está passando por uma mudança de estratégia para tentar recuperar espaço após ficar atrás da rival taiwanesa TSMC.
A companhia também tem pouca presença no crescente mercado de chips de inteligência artificial, dominado pela Nvidia.
Tan, que assumiu o cargo de CEO em março após a saída de seu antecessor, Pat Gelsinger, no final do ano passado, estabeleceu a meta de reduzir a força de trabalho da fabricante para 75 mil funcionários até o final deste ano — uma redução de cerca de 22%.
A Intel também prometeu adotar uma abordagem mais disciplinada para investimentos em manufatura.
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Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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