Economia
Trump critica presidente do Fed e espera substituí-lo em alguns meses
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (28) que há uma longa lista de pessoas que podem assumir o controle do Federal Reserve (Fed), criticando o atual chair Jerome Powell no momento em que o banco central se prepara para se reunir nesta semana.
“Temos um chefe incompetente do Fed… temos um cara ruim no Fed, mas ele sairá de lá em alguns meses e teremos alguém novo”, disse Trump em declaração foi feita a líderes empresariais em um jantar em Tóquio durante sua viagem de uma semana à Ásia.
🔎Jerome Powell se tornou presidente do Fed em 5 de fevereiro de 2018, com mandato de quatro anos. Ele foi reconduzido para um segundo mandato no banco central americano, que começou em 23 de maio de 2022. O mandato de Powell termina em maio de 2026.
Indicado por Trump e renomeado ao cargo pelo ex-presidente dos EUA, Joe Biden, ele é advogado se tornou o primeiro não economista a liderar o Fed em 40 anos.
O presidente republicano acrescentou que queria que Scott Bessent assumisse o controle do banco central dos EUA, mas que seu chefe do Tesouro recusou: “Estou pensando nele para o Fed… mas ele não aceitará o cargo. Ele gosta de ser (secretário) do Tesouro, então não estamos pensando nele”.
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A crítica de Trump ocorre às vésperas da reunião do Fed para decidir a taxa de juros da maior economia do mundo. Na última reunião, em setembro, o banco central americano reduziu as taxas de juros do país em 0,25 ponto percentual (p.p.), para a faixa de 4% a 4,25% ao ano.
Esse foi o primeiro corte de juros nos EUA em nove meses. O único voto contrário foi de Stephen Miran, indicado ao Fed pelo presidente Donald Trump, que defendeu uma redução maior dos juros.
Para a reunião de amanhã, a expectativa do mercado financeiro é de que as autoridades do Federal Reserve reduzam os custos dos empréstimos de curto prazo dos EUA pela segunda vez este ano, em um esforço para evitar uma maior desaceleração do mercado de trabalho.
As críticas de Trump ao Fed
Essa não é a primeira vez que Donald Trump critica o presidente do banco central americano. As investidas do republicano contra o Federal Reserve se intensificaram nos últimos meses.
Em junho, o presidente dos Estados Unidos chamou Jerome Powell de “burro” e “teimoso”, pouco antes de o banqueiro central participar de uma audiência na Câmara dos EUA.
“Deveríamos estar pelo menos dois a três pontos abaixo”, afirmou Trump, em uma publicação nas redes sociais antes da participação de Powell na audiência. Ele também disse esperar que “o Congresso realmente acabasse com essa pessoa muito burra e teimosa”.
O republicano vem cobrando publicamente uma redução mais agressiva dos juros e, recentemente, tentou demitir Lisa Cook, diretora da instituição — um ato inédito na história do Fed.
A Justiça dos Estados Unidos, porém, suspendeu a decisão e manteve Cook no cargo, o que foi visto pelo mercado como uma defesa da independência do banco central. O governo Trump também tentou impedir a participação da diretora nas últimas reuniões do Fed, mas sem sucesso.
O caso, que envolve acusações de suposta fraude hipotecária contra Cook, foi levado à Suprema Corte.
Quem são os indicados à presidência do Fed?
Cinco pessoas ainda disputam a cadeira da presidência do banco central dos Estados Unidos. Os nomes foram anunciados nesta segunda-feira (28) pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, o avião oficial da Casa Branca.
O presidente Donald Trump afirmou que pretende escolher o indicado antes do fim do ano.
Kevin Hassett – Trabalha na Casa Branca como conselheiro econômico e é aliado próximo de Trump. Ele já criticou o Fed por não cortar os juros rapidamente e defende mudanças para alinhar o banco central à visão do presidente;
Christopher Waller – Atual governador do Fed, economista de formação. Ele apoia cortes de juros quando necessários, mas preza pela reputação do banco e evita envolvimento em política partidária;
Michelle Bowman – Vice-presidente do Fed para Supervisão, tem experiência em bancos e no governo. É favorável a reduzir regras para grandes bancos e também apoiou cortes de juros este ano;
Kevin Warsh – Ex-governador do Fed, participou da crise financeira de 2008 e tem experiência no mercado financeiro americano. Hoje, critica algumas ações do banco central e defende mudanças para cortar juros e melhorar a eficiência;
Rick Rieder – Executivo da BlackRock, especialista em investimentos e renda fixa. Acredita que o Fed poderia ser mais “inovador” e já defendeu cortes maiores nos juros para estimular a economia.
Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025.
Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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