Economia
Trump critica Suprema Corte e diz que ‘decisão ridícula’ sobre tarifaço vai custar US$ 159 bilhões aos EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no Air Force One rumo ao Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Base Aérea Conjunta Andrews, Maryland, EUA, em 24 de abril de 2026
REUTERS/Kylie Cooper
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (24) a Suprema Corte do país. Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que a decisão de suspender o tarifaço e permitir reembolsos a importadores é “ridícula” e deve custar US$ 159 bilhões aos cofres do país.
“Pessoas e empresas que se aproveitaram do nosso país por décadas, por causa da decisão horrível e ridícula da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas, agora supostamente devem receber de volta 159 bilhões de dólares”, escreveu Trump.
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“Tudo o que [os juízes] precisavam fazer era incluir uma pequena meia frase — “que os Estados Unidos não precisam devolver valores que já foram pagos” — e o nosso país estaria 159 bilhões de dólares mais rico”, acrescentou.
Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte decidiu que Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA.
Com a medida invalidada, importadores passaram a poder solicitar reembolsos à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA pelas taxas pagas. O sistema para pedidos de devolução entrou em vigor na segunda-feira (20).
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A plataforma vai consolidar os reembolsos para que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de valores separados por importação. Mais de 330 mil empresas importadoras pagaram as tarifas em 53 milhões de remessas, segundo o tribunal.
Na terça-feira (21), Trump afirmou, em entrevista à rede norte-americana CNBC, que vai se lembrar das companhias que não pedirem reembolso. “Seria ótimo se as empresas não solicitassem”, acrescentou.
Apesar dos US$ 159 bilhões mencionados pelo republicano, estimativas indicam um valor ainda maior, com as devoluções podendo chegar a US$ 166 bilhões.
Em publicação nesta sexta-feira (24), Trump também afirmou que o montante é maior “do que a maioria dos países vale”.
“Pense nisso — apenas meia frase, e teríamos economizado 159 bilhões de dólares. Eles [juízes] não poderiam ter feito isso pelo nosso país?”, concluiu o presidente, ao disparar contra a Suprema Corte.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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